Média mensal de alertas de desmatamento de maio a
setembro, meses de seca, salta de 576 km2 para 1.189 km2.
O
INPE divulgou em 09/10/20 o dado de alertas de desmatamento de setembro. É o
segundo pior da série histórica do sistema de monitoramento Deter-B, com 964 km2,
perdendo apenas para setembro do ano passado, que teve 1.543 km2
devastados.
Os
satélites indicam mais uma vez que a Operação Verde Brasil 2, que completa
cinco meses na Amazônia neste fim de semana, fracassou em frear o desmatamento
e as queimadas. Afinal, o desmate nos meses mais secos do ano (maio a setembro)
no governo Bolsonaro, que também é o período da operação militar, segue duas
vezes maior do que nos três anos anteriores da série.
Como mostra o gráfico abaixo, em 2016, 2017 e 2018 a média mensal de alertas de desmatamento nesse período era de 576 km2. No governo Bolsonaro, ela saltou para 1.189 km2. As queimadas na Amazônia entre maio e setembro foram 21% maiores do que no mesmo período do ano passado.
Desmatamento subiu 50% em 2019, indicam alertas do INPE.
O
desmatamento é medido sempre de agosto de um ano a julho do ano seguinte. Mas,
se consideramos o ano-calendário, de janeiro a dezembro, o período de um ano e
nove meses de gestão Bolsonaro teve 76% mais desmatamento (8.560 km2)
por ano do que os três anos cheios anteriores (4.844 km2 em média).
“Os
números do desmatamento continuam altos e inaceitáveis. Em setembro, a cada
minuto uma área do tamanho de 2 campos de futebol foi derrubada de forma
ilegal. Enquanto o vice-presidente demonstra o mesmo negacionismo sobre a crise
ambiental do presidente e do ministro do Meio Ambiente, o crime corre solto na
Amazônia, com a certeza da impunidade”, disse Marcio Astrini,
secretário-executivo do OC. “Essa atitude pode até colher aplausos da claque do
governo nas redes sociais, mas no mundo real ela produz destruição, evasão de
divisas, emissões de carbono e danos comerciais, como vimos nesta semana com a
indicação do Parlamento Europeu de que não aprovará o acordo entre a União
Europeia e o Mercosul”.
Sobre o Observatório do Clima: rede formada em 2002, composta por 52 organizações não governamentais e movimentos sociais. Atua para o progresso do diálogo, das políticas públicas e processos de tomada de decisão sobre mudanças climáticas no país e globalmente. Site: www.observatoriodoclima.eco.br.
Alertas de desmatamento na Amazônia quase dobram em um ano, diz INPE.
Os satélites do Instituto
captaram de janeiro a dezembro de 2019 sinais de derrubadas na Amazônia em
áreas que, somadas, passam de 9 mil km2, um aumento de 85% em
relação a 2018. (ecodebate)



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