quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Meio ambiente é obstáculo no acordo Mercosul/União Europeia

Meio ambiente é mais um obstáculo no acordo Mercosul-União Europeia.
O Parlamento Europeu votou a favor de uma emenda à Política Comercial Comum da UE que foi descrita como uma rejeição do Acordo Comercial UE-Mercosul em sua forma atual.

O Parlamento Europeu aprovou uma resolução em 07/10/20 condicionando a conclusão do acordo MERCOSUL-União Europeia a mudanças significativas de rumo da política ambiental de países do bloco sul-americano.

Após 20 anos de negociações, o acordo ainda depende da aprovação de várias instâncias europeias, incluindo os parlamentos nacionais de todos os 27 Estados-Membros. Mesmo em caso de aprovação unânime, o acordo ainda demorará de um a dois anos para entrar em vigor.

Fachada do Parlamento Europeu, em Estrasburgo (França), com as bandeiras dos países membros da União Europeia.

“O fechamento do acordo em 2019, em meio a recordes de desmatamento, foi algo muito mal visto pela sociedade civil europeia e por uma parte significativa de políticos de diversos espectros. Também existe a resistência de setores do agronegócio europeu. Esse clima adverso já levou as lideranças parlamentares de diversos países a se declararem contra o acordo”, afirma Carolina Pavese, professora de Relações Internacionais da ESPM SP.

Para a professora, o fator ambiental não é a única variável relevante no revés. O esfriamento da relação do Brasil com países do MERCOSUL e da UE têm ainda mais peso. “O presidente não realizou nenhuma visita diplomática a países da UE desde o início de seu mandato e também não colocou as relações com os países do MERCOSUL como prioritárias na sua política externa. Para bons acordos comerciais, é necessário primeiro abrir as portas com diplomacia”, afirma Carolina.

Amazônia: menção ao presidente Bolsonaro foi retirada de texto final votado pelo Parlamento Europeu.

Parlamento Europeu diz que acordo UE-Mercosul 'não pode ser ratificado como está' e cita questão ambiental.

Emenda que citava preocupação com política ambiental de Bolsonaro chegou a ser aprovada, mas menção ao presidente foi retirada do texto final. (ecodebate)

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