O país recuperou as perdas
provocadas pela pandemia da Covid-19 e já tem uma expectativa de vida ao nascer
maior do que em 2019, no período pré-pandêmico.
Segundo informações das
Tábuas de Mortalidade 2024, do IBGE, a expectativa de vida da população
brasileira chegou aos 76,6 anos, crescendo 2,5 meses em relação a 2023. Para a
população masculina, o aumento foi de 2,5 meses passando de 73,1 anos para 73,3
anos, no período. Já para as mulheres o ganho foi um pouco menor: de 79,7 para
79,9 anos, ou mais 2,0 meses, conforme mostra a tabela abaixo.
Portanto, desde 2023, a expectativa de vida ao nascer ultrapassou os valores pré-pandêmicos. Mas os ganhos foram pequenos entre 2019 e 2024. No Chile a expectativa de vida ao nascer estava em 81,4 anos em 2024, uma diferença de quase 5 anos em relação ao Brasil. Na Coreia do Sul a expectativa de vida ao nascer era de 84,4 anos em 2024, uma diferença de quase 8 ano em relação ao Brasil.
Em 2024, a taxa de mortalidade infantil (crianças com menos de um ano de idade) para ambos os sexos, no país, era de 12,3 óbitos para cada mil crianças nascidas vivas. Esse indicador se reduziu significativamente, desde 1940, quando, para cada mil nascidos vivos, aproximadamente 146,6 crianças não completariam o primeiro ano de vida.
A redução da mortalidade infantil nos últimos 75 anos foi extraordinária. Mas, segundo informações das Tábuas de Mortalidade 2024, do IBGE, a taxa de mortalidade infantil ainda está acima daquela alcançada em 2019, antes da pandemia da Covid-19, conforme mostra a tabela abaixo.
Aumentou também a sobrevida dos idosos. Em 1940, um indivíduo que chegasse aos 60 anos de idade viveria, em média, mais 13,2 anos, sendo mais 11,6 anos para os homens e mais 14,5 anos para as mulheres. Já em 2024, a população do país que chega aos 60 anos de idade vive, em média mais 22,6 anos, sendo mais 20,8 anos para homens e mais 24,2 anos para as mulheres. Historicamente, a expectativa de vida desse grupo etário cresceu 9,3 anos, (mais 9,2 anos para os homens e mais 9,7 anos para as mulheres). Segundo informações das Tábuas de Mortalidade 2024, do IBGE, houve uma pequena melhoria em relação aos dados de 2019, antes da pandemia de COVID-19, conforme mostra a tabela abaixo.
O Brasil tem muito a comemorar com a redução das taxas de mortalidade. Mas existe um sinal de alerta. O país ganhava mais de 3 anos da expectativa de vida ao nascer por década, no século passado até 2010. Entre 2010 e 2019 o ganho foi de 1,8 ano. Mas na atual década (desde 2019) o ganho deve ficar abaixo de 1 ano. É uma desaceleração muito rápida e precoce.
No ritmo do último
quinquênio, o Brasil gastará cerca de 40 anos para atingir o nível atual de
expectativa de vida do Chile e só alcançaria o nível atual da Coreia do Sul no
século XXII. Isto significa que falta muito para que a população brasileira
avance com os indicadores socioeconômicos e com redução das desigualdades
sociais para garantir uma expectativa de vida acima de 80 anos, na média dos
dois sexos.
Ou seja, o Brasil avançou
muito na transição demográfica e tem avançado na revolução da longevidade. Mas
como disse Chico Buarque, na canção Roda Viva: “A gente vai contra a
corrente/Até não poder resistir/Na volta do barco é que sente/O quanto deixou
de cumprir”.
O Brasil fez muito, mas fez menos do que outros países com o mesmo nível de desenvolvimento. Reduzir as mortes por causas externas (homicídios, acidentes de trânsito e suicídio) e diminuir as desigualdades socioeconômicas é fundamental para avançar na expectativa de vida.
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