Em
missão contra o plástico, projeto que limpa a maior ilha de lixo do planeta
bate recorde de coleta.
Nova
tecnologia retira mais de 100 mil toneladas de lixo do oceano
Organização
anuncia marco e afirma que resíduos coletados passam por certificação.
A
organização The Ocean Cleanup, fundada por Boyan Slat, bateu recorde histórico
em 2025 ao remover 25 milhões de kg de plástico da Grande Mancha de Lixo do
Pacífico, totalizando mais de 45 milhões de kg retirados do oceano. Utilizando
barreiras em formato de "U", o projeto visa limpar 90% do lixo
flutuante até 2040.
Aqui
estão os detalhes da operação:
Recorde
de 2025: A coleta de 25 milhões de kg representa um marco significativo,
superando expectativas anteriores.
Tecnologia
(Sistema 03): O projeto utiliza barreiras flutuantes gigantescas de cerca de
800 metros, que navegam lentamente para concentrar o lixo, utilizando o próprio
movimento das correntes oceânicas.
Foco
Duplo: Além de limpar o Pacífico, a organização atua na fonte, instalando
barreiras em rios poluídos na Ásia e América para impedir que o plástico chegue
ao mar.
Meta
Ousada: A iniciativa busca remover 90% do plástico flutuante dos oceanos até
2040, combatendo o "lixo legado" (antigo) e impedindo novos detritos.
Impacto
Ambiental: O sistema foi projetado para evitar que os detritos se transformem
em microplásticos, protegendo a fauna marinha durante a coleta.
O
sistema, frequentemente aprimorado, iniciou testes com cerca de 9 toneladas e
evoluiu para escalas maciças de remoção.
The Ocean Clean Up quer limpar 90% do plástico dos oceanos até 2040 e já
retirou 45 milhões de quilos de lixo do mar.
Inconformado
com a poluição dos mares, o inventor holandês Boyan Slat, de 31 anos,
estabeleceu a meta de retirar plásticos de oceanos e rios ao redor do mundo até
2040. A iniciativa ganhou escala após o empreendedor apresentar, em 2012, então
com apenas 16 anos, um projeto para remover resíduos marinhos durante uma
palestra no TED que se tornou viral e impulsionou uma campanha de financiamento
coletivo.
Slat fundou a organização The Ocean Cleanup, que já arrecadou cerca de
40 milhões de euros e lhe rendeu o título de “Campeão da Terra”, concedido pela
Organização das Nações Unidas (ONU). A ideia surgiu após o jovem relatar
frustração ao observar, durante mergulhos, a presença de mais plásticos do que
peixes em áreas oceânicas.
Resíduos
plásticos coletados dos mares pelo projeto The Ocean Cleanup.
O
principal laboratório da organização é a chamada Grande Mancha de Lixo do
Pacífico, um aglomerado de resíduos plásticos com cerca de 1,6 milhão de km²
localizado entre o Havaí e a Califórnia. Para enfrentar o problema, a
iniciativa desenvolveu sistemas conhecidos como “interceptores”, que funcionam
como barreiras capazes de capturar resíduos que variam de pequenos fragmentos,
com poucos milímetros, a grandes detritos, como redes de pesca descartadas.
Os
equipamentos utilizam modelagem matemática para prever a movimentação do lixo
conforme as correntes marítimas, permitindo otimizar a coleta. Três sistemas de
remoção já estão em operação e, segundo estimativas do fundador, a implantação
de dez unidades poderia viabilizar a limpeza da mancha no Pacífico antes da
expansão do projeto para outras regiões.

Sistema
usado por ONG na Grande Mancha de Lixo do Pacífico utiliza redes e embarcações
para remover plástico flutuante do oceano.
Os
resultados recentes indicam avanço na operação. Em 2025, a The Ocean Cleanup
retirou mais de 25 milhões de quilos de resíduos de ambientes aquáticos,
elevando o total acumulado para mais de 45 milhões de quilos. Segundo a
organização, o desempenho é resultado de anos de pesquisa, decisões orientadas
por dados e da adaptação das tecnologias às realidades locais.
Para
alcançar a meta de remover 90% do plástico flutuante nos oceanos até 2040, o
projeto aposta em uma estratégia integrada. Além da retirada de resíduos já
presentes no mar, a organização investe na interceptação de lixo em rios, em
ações de limpeza em áreas costeiras e no uso de pesquisas sobre poluição
marinha para embasar políticas públicas internacionais.

Interceptador
de lixo instalado pela The Ocean Cleanup em parceria com a ONG Marea Verde, no
Panamá.
Entre
as novas frentes, a The Ocean Cleanup lançou o programa 30 Cities, apresentado
na Conferência dos Oceanos da ONU, em Nice, no ano passado. A iniciativa
pretende atuar em áreas urbanas consideradas entre as maiores responsáveis pela
entrada de plástico nos mares, com potencial de reduzir até um terço dessa
poluição.
A
organização também afirma trabalhar em parceria com autoridades locais,
comunidades e empresas para estruturar soluções de gestão de resíduos que
mantenham resultados de longo prazo. Graças à parceria com a ONG panamenha
Marea Verde, por exemplo, a startup já atua no Rio Abajo, no Panamá. A parceria
tem como objetivo atuar em sete bacias dentro da cidade para impedir que o lixo
chegue ao Golfo do Panamá.

Ações
de limpeza costeiras com parceiros locais e voluntários, responsáveis por
remover o lixo acumulado no litoral.
Para
livrar o ambiente marinho do lixo, a organização afirma que não é suficiente
apenas interromper a entrada de resíduos, sendo necessário também enfrentar o
chamado "lixo legado, já presente no ambiente antes do início das
operações. Por esse motivo, passaram a organizar limpezas costeiras com
parceiros locais e voluntários, responsáveis por remover o lixo acumulado no
litoral.
Para
2026, a expectativa é ampliar o número de equipamentos em operação em todas as
frentes e intensificar a remoção de lixo, dando continuidade à missão de
reduzir a poluição plástica nos ecossistemas aquáticos. (umsoplaneta.globo)
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