Calor
do aumenta incidência solar na América do Sul enquanto fortes chuvas reduzem
irradiação no hemisfério norte.
Mapa
divulgado pela MetSul aponta calor extremo para o sul do Brasil e no centro da
América do Sul
Em
uma nova atualização semanal para a pv magazine, a Solcast, uma empresa da DNV,
relata que janeiro na América do Sul apresentou contrastes climáticos
dramáticos, com inundações persistentes e cobertura de nuvens nas regiões do
Norte reduzindo drasticamente a irradiação solar, enquanto o calor extremo, a
seca e os incêndios florestais no Sul aumentaram a luz solar, mas também
geraram fumaça em aerossol que complicou os resultados da irradiação.
Tempestades severas, tornados e incêndios industriais acentuaram ainda mais os
padrões de irradiação altamente variáveis do mês em todo o continente.
O
aumento do calor e da incidência solar na América do Sul, especialmente a leste
dos Andes, impulsiona a produção de energia fotovoltaica, com temperaturas até
15°C acima da média no inverno. Simultaneamente, fortes chuvas e nebulosidade
no Hemisfério Norte reduzem a irradiação solar, demonstrando um desequilíbrio
energético entre os hemisférios.
América do Sul: Registra alto
potencial solar e invernos mais quentes, potencializando a geração de energia.
Hemisfério
Norte: Enfrenta cenários de maior nebulosidade e fortes chuvas, resultando em
menor incidência de radiação solar em períodos específicos.
Impacto:
Essas variações climáticas afetam diretamente a produção de energia solar e a
agricultura em ambos os hemisférios.
O
cenário demonstra um desequilíbrio no qual o Hemisfério Norte tem experimentado
mudanças na absorção de energia solar, enquanto o Hemisfério Sul vivencia picos
de radiação, reforçando a necessidade de monitoramento climático.

Janeiro
trouxe um mês de fortes contrastes para a América do Sul, com inundações no
Norte, calor intenso e incêndios florestais no Sul, e eventos climáticos
severos dispersos pelo Brasil e Equador, de acordo com análises da API Solcast.
As regiões do Norte registraram chuvas persistentes associadas à variabilidade
atmosférica tropical, reduzindo a irradiação a níveis bem abaixo da média
sazonal. Enquanto isso, as áreas do Sul enfrentaram calor extremo e seca
prolongada, que elevaram os níveis de irradiação, mas também geraram grandes
focos de incêndios florestais e reduções na irradiação causadas por aerossóis.
Tempestades, tornados e incêndios industriais adicionais contribuíram para um
mês marcado por resultados de irradiação altamente variáveis em todo o
continente.

Em
toda a região norte da América do Sul, uma fase ativa da Oscilação
Madden-Julian provocou chuvas acima da média e tempestades repetidas durante o
mês de janeiro. Esse padrão climático causou o transbordamento de grandes rios
na Colômbia e na Venezuela, resultando em inundações generalizadas e danos à
infraestrutura. Os totais diários de chuva atingiram cerca de 9 mm acima dos
níveis típicos para o mês, refletindo a intensidade e a persistência da umidade
tropical. Para os sistemas de energia solar em toda a região, a cobertura de
nuvens persistente e a atividade de tempestades resultaram em reduções de
irradiação de até 15% em comparação com a média de janeiro. Mais ao sul, um
padrão oposto se desenrolou. O norte da Argentina e o centro do Chile enfrentaram
temperaturas até 6°C acima do normal, devido à presença de um forte sistema de
alta pressão sobre a região no início de janeiro. Essa característica atuou
como uma cúpula de calor, suprimindo a formação de nuvens e intensificando as
temperaturas da superfície.

No Chile, as condições climáticas quentes, secas e ventosas alimentaram incêndios florestais generalizados que forçaram evacuações e destruíram infraestrutura. O sul da Bolívia também sofreu um déficit de chuvas de até 12 mm por dia, reforçando a seca generalizada. A redução da cobertura de nuvens fez com que algumas áreas do Sul registrassem um aumento de mais de 15% na insolação típica, mas a fumaça dos incêndios florestais criou um quadro complexo de irradiação: as concentrações de aerossóis aumentaram drasticamente, como demonstrado pelos dados de material particulado em Concepción, reduzindo a luz solar mesmo em dias claros.

Em
outras partes do continente, os extremos climáticos continuaram a influenciar
os resultados da irradiação solar. Enquanto grande parte do Brasil experimentou
maior incidência solar, o estado de Minas Gerais registrou reduções de até 10%
devido a tempestades persistentes, com Uberaba registrando tempestades em quase
todos os dias do mês. No Paraná, um tornado destrutivo com ventos superiores a
250 km/h causou danos severos e perda de vidas. A oeste, o Equador enfrentou
seu próprio risco em escala industrial quando a refinaria de petróleo de
Esmeraldas pegou fogo em 30 de janeiro, marcando o segundo incidente desse tipo
em 8 meses. Esses eventos variados contribuíram para mudanças altamente
localizadas na cobertura de nuvens, aerossóis e condições atmosféricas,
reforçando a divergência regional na irradiação solar observada ao longo do mês
na América do Sul.
A
Solcast produz esses dados rastreando nuvens e aerossóis em uma resolução de 1
a 2 km globalmente, usando dados de satélite e algoritmos proprietários de
IA/ML. Esses dados são usados para alimentar modelos de irradiação, permitindo
que a Solcast calcule a irradiação em alta resolução, com um viés típico de
menos de 2%, além de previsões de rastreamento de nuvens. Esses dados são
usados por mais de 350 empresas que gerenciam mais de 300 GW de ativos solares
em todo o mundo.
Aquecimento global é um tema debatido há anos, esse fenômeno não é nada mais que o aumento contínuo das temperaturas na atmosfera e na superfície da Terra. Cientistas têm 90% de certeza de que o processo continuará a acontecer e que afetará a todas as regiões do planeta. Esse inevitável fenômeno tem 2 causas básicas: uma natural e outra artificial, de acordo com grande parte dos estudiosos que se concentram nos estudos sob a ótica ambientalista ou antiambientalista. (pv-magazine-brasil)
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