Principais
Impactos Esperados:
Calor
Extremo: Risco de 2026 e 2027 registrarem temperaturas nunca antes vistas.
Brasil:
Secas no norte/nordeste e ondas de calor/inundações no sul e sudeste.
Global:
Secas na Austrália, Indonésia e Filipinas; tempestades na América do Sul.
Agricultura:
Riscos à produção agrícola e pecuária devido à irregularidade de chuvas e altas
temperaturas.
O
fenômeno, que pode intensificar respostas atmosféricas globais, exige
monitoramento, pois aumenta a pressão sobre o clima já sob aquecimento global.
O pico do fenômeno é aguardado entre o final de 2026 e o início de 2027.
A nova previsão do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas aponta para um evento de intensidade rara que pode elevar as temperaturas globais a patamares históricos até 2027.
Uma atualização nos modelos climáticos globais acendeu o alerta para a formação de um Super El Niño ainda este ano. De acordo com o novo boletim do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF), as chances de uma versão intensificada do fenômeno climático aumentaram, dobrando as apostas feitas no mês anterior.
Diferente
de um El Niño comum, a variante “super” ocorre em média a cada 10 ou 15 anos.
Ela é caracterizada pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial em
mais de 2°C acima da média, o que desencadeia uma resposta atmosférica global
muito mais persistente e severa.
O
que esperar de um Super El Niño?
O
fenômeno altera drasticamente o regime de chuvas e temperaturas ao redor do
globo. De acordo com o Washington Post, os impactos podem superar os registros
do evento de 2015, até então o mais intenso já monitorado.
Especialistas
como Paul Roundy, professor da Universidade Estadual de Nova York em Albany,
sugerem que este pode ser o El Niño mais forte dos últimos 140 anos no Oceano
Pacífico.
Principais
impactos previstos até outubro:
•
Américas: secas severas na América Central e no norte do Brasil. Em
contrapartida, Peru e Equador podem enfrentar inundações, enquanto o sul dos
EUA e partes da América do Sul devem registrar ondas de calor frequentes.
•
Ásia e Oceania: risco elevado de seca na Índia (prejudicando a agricultura),
Indonésia, Filipinas e Austrália.
•
Oceanos: aumento na formação de ciclones e tufões no Pacífico, mas uma redução
na atividade de furacões no Atlântico.
• Europa e África: verão com calor acima da média e umidade elevada em grande parte da Europa e do centro da África.
Recordes de temperatura em 2027
Um
dos pontos mais críticos levantados pelos meteorologistas é o efeito “escada”
no aquecimento global. Devido à alta concentração de gases de efeito estufa, o
planeta não consegue dissipar todo o calor liberado por um Super El Niño antes
que o próximo ciclo comece.
Como
o pico do fenômeno costuma ocorrer entre dezembro e janeiro, a tendência é que
2027 quebre os recordes de temperatura estabelecidos em 2024.
“O
sistema climático não consegue exaurir efetivamente o calor liberado em um
grande evento de El Niño antes que o próximo venha e empurre a base de
temperatura para cima novamente”, explicou Eric Webb, meteorologista do
Departamento de Defesa dos EUA.
Além
do calor extremo, a atmosfera mais quente aumenta a capacidade de retenção de
umidade, o que potencializa o risco de tempestades catastróficas e inundações
em regiões específicas, redesenhando o mapa de riscos climáticos para os
próximos 2 anos.
Por
que 2027 pode ser o ano mais quente da história?
Embora
o recorde de intensidade do El Niño no oceano pertença a 2015 (quando as águas
subiram 2,8°C), o planeta como um todo viveu seu ano mais quente em 2024.
O perigo agora é que os modelos para 2026/27 indicam um fenômeno ainda mais potente que o de 2015. Se isso se confirmar, a combinação desse “superaquecimento” do mar com a crise climática atual deve fazer de 2027 o novo recordista absoluto de calor, superando as marcas históricas do ano passado.
Um fenômeno climático raro pode estar prestes a mudar o clima do planeta nos próximos meses.
‘Chance
séria do El Niño mais forte em mais de 140 anos’ seca severa e calor são
esperados a partir do final do verão. (olhardigital)




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