quarta-feira, 17 de junho de 2026

El Niño deverá ser terrível

Neste ano, o El Niño deve ser terrível.
Um super El Niño num planeta em total desequilíbrio? O pior está para vir em 2026.

Imagem da NASA compara 2 momentos. À esquerda, o oceano Pacífico com uma zona de aquecimento a leste, típica do El Niño. À direita, o oceano em estado considerado neutro.

O perigo não está na probabilidade de um forte El Niño que se anuncia para 2026, mas no facto de este fenómeno natural atingir o planeta num momento crítico de crise climática, avisam os cientistas.

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Modelos meteorológicos da NOAA (agência climática dos Estados Unidos) apontam mais de 80% de chance de formação de um "super El Niño" este ano, com impactos severos esperados a partir do inverno e pico no verão. O fenômeno traz grande preocupação devido à sua potencial intensidade extrema.

Abaixo estão os principais impactos esperados para cada região do Brasil:

• Região Sul: Alto risco de chuvas excessivas, tempestades severas e enchentes, com a Defesa Civil de estados como Santa Catarina e Rio Grande do Sul já em estado de atenção para evitar tragédias.

• Regiões Norte e Nordeste: Expectativa de seca severa, impactos diretos na Amazônia e potencial elevação do risco de incêndios florestais e problemas na agricultura.

• Região Sudeste: Geralmente, o fenômeno provoca um aumento nas temperaturas médias e chuvas irregulares.

Para acompanhar em tempo real as projeções oficiais e alertas de emergência, você pode consultar as atualizações diárias no portal do INPE ou monitorar os avisos emitidos pela Defesa Civil do seu estado.

El Niño

O El Niño de 2026 chega quando já estão ocorrendo secas generalizadas, cadeias de suprimento fragilizadas e recordes sucessivos de aquecimento dos oceanos.

Como se não bastassem a escassez de petróleo, as guerras intermináveis e a insegurança gerada pelo crescimento da inteligência artificial, há um novo fator de tensão no horizonte: o El Niño, que deverá ser um dos mais severos em mais de um século.

O próximo El Niño, fenômeno caracterizado por temperaturas anormalmente elevadas nos oceanos e que ocorre a cada 2 a 7 anos, com duração média de 12 a 18 meses, pode, de acordo com diversos modelos climáticos, se tornar o mais intenso da era moderna.

Segundo o Wall Street Journal, o aquecimento pode elevar a temperatura das águas em até 3°C, provocando secas devastadoras em algumas regiões, enchentes em outras e, talvez o mais assustador, um colapso nas cadeias globais de abastecimento de alimentos.

Alerta! El Niño volta a se formar no Pacífico e tem mobilizado os estados em uma corrida desenfreada.

Para encontrar algo semelhante ao que se acredita deve ocorrer neste ano, cientistas voltaram a 1877, quando um El Niño implacável desencadeou uma catástrofe sem precedentes. A seca prolongada culminou em uma fome global que matou ao menos 50 milhões de pessoas; algumas estimativas falam em até 60 milhões, cerca de 3% da população mundial da época. Pesquisadores classificaram o episódio como o pior desastre ambiental já enfrentado pela humanidade e uma das maiores calamidades dos últimos 150 anos, comparável às Guerras Mundiais e à epidemia de gripe de 1918/19.

Especialistas veem eventos como o de 1877 como verdadeiros testes de estresse para a civilização, revelando fragilidades políticas e econômicas. No século XIX, a pobreza generalizada e a exploração colonial agravaram os efeitos da fome e a humanidade falhou nesse teste.

Hoje, apesar dos avanços tecnológicos e científicos, os desafios persistem. O El Niño de 2026 chega quando já estão ocorrendo secas generalizadas, cadeias de suprimento fragilizadas e recordes sucessivos de aquecimento dos oceanos.

No Brasil, os maiores riscos são de enchentes no Sul e secas no Norte e Nordeste; pessoal ligado ao agronegócio já vem se movimentando tentando limitar os danos, que também deverão ocorrer por aqui.

Se este ano entrará para a história com mais um episódio de desastre evitável dependerá de como a sociedade utilizará os recursos, o conhecimento e a tecnologia disponíveis. (ecodebate)

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Neste ano, o El Niño deve ser terrível. Um super El Niño num planeta em total desequilíbrio? O pior está para vir em 2026. Imagem da NASA ...