domingo, 27 de julho de 2014

Sabesp garante caminhões-pipa

Sabesp amplia uso de caminhão-pipa em casos de corte.
Contratos para distribuição emergencial de água potável foram ampliados.
Foram ao menos três contratações, no valor de R$ 2,25 milhões, desde fevereiro, para atender imóveis na Grande São Paulo e interior.
Sabesp amplia uso de caminhão-pipa em casos de corte
Embora negue a existência de racionamento nas cidades onde opera, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) ampliou durante a crise de abastecimento no Estado os contratos para distribuição emergencial de água potável por caminhão-pipa. São ao menos três contratações, no total de R$ 2,45 milhões, feitas desde fevereiro, para atender imóveis da Grande São Paulo e do interior em casos de cortes no fornecimento pela rede da concessionária.
O contrato mais recente foi assinado há dez dias, no valor de R$ 1,84 milhão por um ano, para abastecimento emergencial de água na região sul da capital paulista, que é predominantemente atendida pelo Sistema Guarapiranga. Embora não esteja com nível crítico de armazenamento, a represa tem socorrido bairros que eram abastecidos pelo Sistema Cantareira, como Brooklin, Jabaquara (zona sul) e Pinheiros (zona oeste). Segundo a Sabesp, são essas “manobras operacionais” na rede que provocam falta d’água em imóveis da região, conforme o Estado relatou em abril.
Em fevereiro, logo após anunciar publicamente a crise hídrica no Cantareira e lançar o programa de bônus para estimular a população a economizar água, a Sabesp já havia contratado caminhão-pipa por R$ 475 mil também na região sul da Grande São Paulo. Os dois serviços são executados pela Aguamar Transportes, que fornece para indústrias, comércios e órgãos públicos. Em abril, a companhia já havia firmado contrato de R$ 144 mil para distribuição terceirizada na região de Jundiaí, que é abastecida pelo Cantareira e também sofre com a estiagem histórica do principal manancial paulista.
Com o contrato em vigor desde o fim de outubro do ano passado para atender imóveis da região oeste da Grande São Paulo, a Sabesp tem hoje ao menos R$ 5 milhões em contratações para distribuição emergencial de água nas áreas afetadas pela crise hídrica histórica. Segundo levantamento feito pelo Estado, os contratos feitos recentemente chegam a ser duas vezes mais caros do que os realizados nos anos anteriores.
Conforme a Sabesp, os contratos de caminhões-pipa “são rotineiros para atender a situações de paradas programadas ou não e fazem parte do planejamento da companhia”. Como exemplo, a empresa informa que os veículos são acionados “quando há queda de energia em uma região, o que compromete o bombeamento da água e, portanto, o abastecimento em escolas, hospitais e creches”. E afirma que “não há região com falta d’água”.
Mananciais
Além dos caminhões-pipa, a Sabesp tem recorrido ao volume morto do sistemas Cantareira, que enfrenta grave crise de seca, para manter o abastecimento sem ter de decretar racionamento oficial. Ontem, contudo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) desmentiu a companhia sobre a previsão de uso do volume morto do Alto Tietê já a partir do próximo mês. 
“Nós nem pretendemos usar. Nem em agosto nem em setembro nem outubro. Mas é preciso deixar tudo preparado”, disse Alckmin. No início da semana, a Sabesp havia informado que, “caso seja necessário”, poderia retirar 10 bilhões de litros da reserva profunda da Represa Biritiba-Mirim já em agosto.
No mês passado, foi Alckmin quem negou a possibilidade de usar mais uma cota do volume morto do Cantareira, que já opera apenas com a reserva profunda. Logo depois, a Sabesp pediu aos órgãos reguladores autorização para captar cerca de 100 bilhões de litros adicionais. (OESP)

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A farsa do superaquecimento e a ideologia do mar vai virar sertão

Não chove nem a pau. Água racionada. Geraldo Alckmin implorando que os argentinos fossem chorar na Serra da Cantareira.
O quadro é ideal para dizer que o mundo vai acabar em seca: o mar vai virar sertão.
Claudio Tognolli comenta a seca em São Paulo e como o aquecimento global virou um “produto” em todo o mundo.
Há em tudo isso uma nova ideologia corrente. Ela é perpetrada pelos países já desenvolvidos: anseiam que nações ainda em desenvolvimento, como o Brasil, sejam eternos exportadores de matérias-primas. A melhor forma de hipnotizar os jovens é a distribuição da ideia de que o superaquecimento global é gerado tão-somente pela cadeia da produção industrial e a consequente poluição. Isso tem dado certo.
Egípcios tornaram o gato um deus porque este lhes devorava os ratos (de resto, tecnicamente os maiores inimigos de uma sociedade cuja economia repousava na produção dos grãos que os ratos amavam devorar).
O adolescente brasileiro, sobretudo o “universotário”, passou a adorar o agrobrega, o sertanojo. E elevar ao status de deuses os artistas dessa cepa, como os egípcios fizeram com os gatos. Não é de espantar: em sociedades baseadas na exportação de grãos, os deuses têm de ser artistas ligados ao campo (ou a aquilo que José Bonifácio de Andrada e Silva chamava de “terras de vastos desertos e charnecas”).
Era isso que os gringos, sobretudo norte-americanos e bretões, queriam: que louvássemos o campo e o não desenvolvimento industrial. Não é para me nos que ex-vice dos EUA fez livro e filme sobre o superaquecimento. Não é para menos que o Príncipe Charles é um dos patronos da WWF, a ONG dos pandas bonitinhos.
Poucas vozes denunciam a farsa que é dizer que o superaquecimento é gerado apenas pelas indústrias.
Uma delas é Luiz Carlos Molion, doutorado em meteorologia, formado na Inglaterra e nos EUA, membro do Instituto de Estudos Avançados de Berlim, representante do Brasil na Organização Meteorológica Mundial.
Vamos a umas colocações dele:
«O Grupo intergovernamental sobre a evolução do clima (GIEC) afirma que as concentrações de CO2 atingidas em 2005, de 339 ppm (partes por milhão), são as maiores dos últimos 650 000 anos. É ridículo.
Ao longo dos últimos 150 anos, já atingimos 550 ppm e até 600 ppm.
Estarão a recuperar medos antigos? Tenho imagens de uma manchete do Time anunciando, em 1945: «O mundo está a derreter». Depois, em 1947, os títulos anunciavam o regresso de um período de glaciação. Hoje em dia, fala-se de novo de aquecimento. Não quero dizer que os eventos sejam cíclicos, a verdade é que os fatores que afetam a meteorologia terrestre são muito numerosos.
Trata-se de uma atitude neocolonialista: o domínio exerce-se através da tecnologia, da economia, e hoje em dia, também através de um terrorismo climático representado por essa ideia de aquecimento global.
Atualmente existem muitos fundos à disposição dos especialistas que defendem a tese do aquecimento do planeta. Esses fundos proveem de governos que cobram impostos a sectores industriais que são partes interessadas neste negócio. São muitos os cientistas que se vendem para ver os seus projetos aprovados.
Outra explicação técnica dele, contra a ideia de que as ações humanas são responsáveis pela geração de carbono (CO2) em excesso na atmosfera.:
“Os fluxos naturais de CO2, aqueles gerados por oceanos, solo, biota, etc., equivalem a 200 bilhões de toneladas por ano; já o fluxo antropogênico é de apenas 7 bilhões de toneladas por ano. Ou seja: só 3% do fluxo de CO2 produzido naturalmente”, disse ele, na palestra realizada hoje no auditório da UNOESC, durante o II Congresso Sul Americano de Energias Renováveis e Meio Ambiente, na cidade de Xanxerê (SC). Esta estória de efeito estufa foi nasceu a partir de previsões catastrofistas retiradas de ‘modelos climáticos’ criados para evitar que os países pobres usem energia e se desenvolvam… o clima do planeta está mudando por causas naturais. Mas não está aquecendo. As alterações indicam um resfriamento global devido à entrada do sol num período de baixa atividade até 2032″.
Outros vozes
Gildo Magalhães dos Santos Neto, da História, e Aziz Ab Saber, da Geografia, ambos da USP. Fatores extra Terra conduzem ao superaquecimento: como as fases de hiper expansão do sol, a cada seis mil anos, como a que ora vivemos. Os vikings, antes de descerem Mar do Norte abaixo, paravam, para construir seus barcos, num local chamado Terra Verde, por acaso Groenlândia, que vem de “Green Land”. A natureza na Terra Verde era laboriosa em construir madeiras de primeira cepa. Mas ela se congelou. Uai: por que se congelou? A quem interessa dizer que a Terra pode acabar por superaquecimento gerado por fatores apenas “internos”? Interessa a uma elite neoliberal. Há 80 anos começaram a tramar a ideia de que oferecer um literal e figurativo fim do mundo pelo superaquecimento era a forma de congelar os futuros países desenvolvidos. Queriam, e ainda querem, que Brasil, Índia e China sejam eternos exportadores de matéria prima. Trata-se da mais nova velha ideologia: fazer o povão engolir goela abaixo que o desenvolvimento já atingiu os seus limites. Querem ver na Amazônia um território “internacional”. Eis todo o babalaô do ex-vice dos EUA, Al Gore, com aquela cascata (comprada por ele de uma assessoria de imprensa), lastreado em seu “Uma verdade inconveniente”.
Os ideólogos
Veja você: até James Lovelock, criador da famosa Hipótese Gaia (segundo a qual o ser humano é um dos “órgãos” do corpo que é a Mãe Terra), agora defende a energia nuclear. E expõe ao osso os babacas do Partido Verde (que usam em suas propagandas políticas os moinhos de vento eólicos). Saiba você: um moinho de vento eólico consome dez mil toneladas de concreto para ser construído. Em toda a sua existência, o moinho de vento eólico jamais produzirá energia limpa que compense a poluição gerada para poder produzir as milhares de toneladas de concreto que o erigiram.
Toda essa babaquice da preservação da terra a todo o custo foi lentamente engendrada por um bando de intelectuais “New Age”. O trabalho não é novo, mas com subprodutos novíssimos. Têm epígonos famosos e antigos. Datam da Escola de Copenhaque: composta de físicos que defendiam que a base do universo é o “caos”. E já que o caos é imutável, referem não nos resta modificar nada: apenas surfar o caos. Físicos como Wolfgang Pauli, Niels Bohr, o filósofo Bertand Russell, deram as mãos com o misticismo de Jung: vindicavam que deveríamos adotar o Taoísmo como preceito fundamental. Justamente o Taoísmo que, ao contrário do confucionismo (uma teoria da ação) prevê o que os chineses chamam de “wu wei”, ou não ação. Defendiam a meditação. Postulavam que a natureza resolve as coisas “sozinhas” - justamente o que os neoliberais pregam a existência da “mão invisível” do mercado, tão defendida por Adam Smith. Todos esses novos profetas, da preservação da Terra, supõem-se místicos do caos. Grandes intelectuais do Primeiro Mundo há anos estão envolvidos na ideologia que tenta engessar, com esse tipo de droga, o desenvolvimento do parque industrial de nações emergentes, como o Brasil.
Pauli
É necessário aqui fazer uma pausa sobre o guru dessa moçada, Wolfgang Pauli, de resto o pensador predileto de Fritjof Capra, autor do incensado “O Tao da Física”.
Veja a barbaridade que chegou a resgatar. Para os neoplatônicos, a causa de todas as mudanças era a anima mundi, a alma do mundo. As ciências experimentais do renascimento e a ideia da causalidade substituíram a anima mundi. A divisão entre alma e matéria é posta em caixa alta por Descartes, que passa a distinguir nitidamente a “substância pensante” (recogitam) e substância caracterizada pela sua extensão no espaço, ou matéria (res extensa). Wolfgang Pauli passa a tentar destruir o cartesianismo. Diz que a teoria dos quanta substituiu isso, referindo que cada sistema individual é substancialmente livre e não sujeito a leis. É o que ele chama de “irracionalidade do real”. Pauli volta ao medieval pré-cartesiano. Refere que é necessário voltarmos ao irracional para que se fuja dos a priori. Nesse sentido, disse: “Temos de tentar despir a túnica de Nesso que a revolução do século XVII teceu. É tempo de reconhecer o elemento irracional da realidade e o lado obscuro de Deus”. Karl Jung, de resto coautor de Pauli, torrou sua existência em tentar fazer crer a todos que a psicanálise e o oculto poderiam ser duas faces da mesma moeda, cujos destinos seriam loucamente prefixados por um universo essencialmente caótico e não linear. As tentativas de Pauli, junto a Jung, de tentar nivelar, lado a lado, a pulsões do Id com certo “livre-arbítrio” dos elétrons, consistiram numa potente tentativa de retorno ao mundo pré-cartesiano da anima mundi. E Einstein, ao ver tudo isso, escreveu: “Não posso suportar a ideia de que um elétron exposto a um raio de luz possa, por sua própria e livre iniciativa, escolher o momento e direção segundo a qual deve saltar. Se isso fosse verdade, preferia ser sapateiro ou até empregado de uma casa de jogos em vez de ser físico”.
Em 1968 o industrial italiano Aurelio Peccei fundou o Clube de Roma, quando se falou a primeira vez em desenvolvimento sustentável. (veja aqui http://pt.wikipedia.org/wiki/Clube_de_Roma) Por que você acha que o Príncipe Charles, e outros milionários de países de primeiro mundo, são patrocinadores e padroeiros do WWF? Porque a nova ideologia faz uso de ongueiros preservadores da natureza para drogar jovens com a febre anti-desenvolvimentista.
Lembremos que Neil Young, que há 4 anos saiu nas Páginas Amarelas de Veja, veio aqui no Festival SWU com um único papel: ele é agente do “capetalismo” internacional, contra o desenvolvimento do parque industrial brasileiro. (yahoo)

Seca na hidrovia Tietê-Paraná

Seca na hidrovia Tietê-Paraná provoca demissões em SP
Baixo nível do Rio Tietê impede o transporte de grãos pela hidrovia.
Sem ter como trabalhar, muitas empresas estão demitindo os funcionários.
A estiagem que castiga a região Sudeste está impedindo o transporte de grãos pela hidrovia Tietê-Paraná. Sem ter como trabalhar, muitas empresas estão demitindo os funcionários.
Os empurradores que levam as barcaças com farelo de soja, grãos e celulose pela hidrovia Tietê-Paraná estão estacionados há várias semanas no centro-oeste paulista. Esta é a pior crise enfrentada pelo setor.
Em alguns trechos, o Rio Tietê está cinco metros mais baixo, além disso, os representantes das empresas de navegação alegam que as hidrelétricas dão preferência à geração de energia e deixam a navegação em segundo plano.
No noroeste de São Paulo, as embarcações não podem navegar porque correm risco de encalhar. O último comboio carregado com soja que veio de Goiás, chegou ao Porto Intermodal de Pederneiras em maio e, por enquanto, não há expectativa de chegada de outras embarcações.
A hidrovia Tietê-Paraná tem 2,4 mil quilômetros de extensão e interliga os estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Só no ano passado, 6 milhões de toneladas foram transportadas pela hidrovia. 
O engenheiro José Gheller trabalha em uma empresa que constrói embarcações. O grupo transportava 300 toneladas por mês, mas sem serviço por causa da restrição da navegação, 500 funcionários já foram demitidos. Caso a situação persista, outros 2,5 mil empregados poderão perder a vaga de trabalho.
Um galpão com 6 mil metros quadrados foi construído no ano passado para armazenar celulose que chegava pela hidrovia e era transportada para os trens. Hoje a estrutura está vazia. O administrador Jânio Arruda conta que a empresa investiu na compra de 112 vagões e cinco locomotivas para transportar a celulose que seguia de trem ao Porto de Santos. A expectativa foi frustrada. A empresa esperava transportar 1 milhão de toneladas este ano, mas só conseguiu movimentar 120 mil toneladas e os 70 funcionários do Porto Intermodal foram dispensados. (g1)

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Lâmpadas fluorescentes: quem pagará o custo da reciclagem?

“Preocupação com a destinação e a informação acerca das lâmpadas veio em um momento posterior ao uso delas”, critica a professora.
Apesar de o uso de lâmpadas fluorescentes ter contribuído para o processo de economizar energia no Brasil, a política adotada pelo governo e pelo setor energético não teve “a preocupação de estruturar uma logística que contemplasse a informação sobre a reciclagem das lâmpadas”, critica Marta Tocchetto, que adverte para os riscos que a falta de reciclagem pode causar ao meio ambiente e à saúde. “A maioria das pessoas ainda não tem informação em relação aos riscos oferecidos pelas lâmpadas fluorescentes, não sabe como destinar adequadamente essas lâmpadas, como acondicioná-las até o momento do descarte, nem onde entregar esse material”, assinala, na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line.
Graduada em Química e especialista em tratamento de resíduos industriais, Marta Tocchetto explica que as lâmpadas fluorescentes são compostas de mercúrio e chumbo, e que a preocupação com a contaminação delas “reside no efeito cumulativo do mercúrio, o qual, presente no meio ambiente, poderá desencadear problemas daqui a 20, 30 anos, porque ele interage com a água, com o solo, contamina microrganismos que poderão servir de alimento para peixes, vai se depositar no fundo de corpos hídricos, etc”. Segundo ela, “apesar da vigência da Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS desde 2010, que estabelece a possibilidade de o consumidor devolver a lâmpada que esgotou a sua vida útil ao local onde foi comprada, na prática isso não acontece. Nesse sentido, as políticas buscam atender uma necessidade pontual; não se inter-relacionam com as outras questões”.
Marta Tocchetto pontua ainda que somente 6% das lâmpadas fluorescentes são recicladas e as restantes são encaminhadas ou para aterros sanitários ou para lixões, agravando a possibilidade de contaminação. O baixo percentual de lâmpadas recicladas é explicado pelo custo e pelas poucas empresas que realizam o processo de descontaminação. “Esse processo tem um custo, a começar por contratar uma empresa que faça esse serviço. Assim, o custo da reciclagem, sem considerar a questão do transporte da lâmpada, fica em torno de 60 centavos, às vezes até mais devido à distância. A questão, nesse sentido, é quem vai pagar esse custo. O consumidor está disposto a pagar esse custo? O fabricante está disposto a absorver esse custo? Como isso vai ser equacionado?”, questiona.
Marta Tocchetto é graduada em Química Industrial e mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM e doutora em Engenharia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Atualmente é membro da Diretoria da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – seção RS e professora da UFSM.
IHU On-Line – Quais são os danos que as lâmpadas fluorescentes podem causar ao meio ambiente e à saúde?
Marta Tocchetto - A questão das lâmpadas fluorescentes está bastante associada à presença de metais pesados na constituição da lâmpada, principalmente o vapor de mercúrio que preenche os tubos de vidro. O mercúrio é um metal que tem muitos efeitos tóxicos, um metal acumulativo, ou seja, vai se acumulando no organismo, e à medida que a absorção vai sendo maior, os efeitos também serão sentidos. Além disso, ele é teratogênico, mutagênico, pode trazer problemas de mau desenvolvimento fetal e diversos problemas no organismo do indivíduo que for contaminado. No meio ambiente, causa efeitos tóxicos similares no momento em que é absorvido por outros organismos vivos, e é a partir dessa absorção que ele acaba ingressando na cadeia alimentar e vindo a atingir o homem. Quando ele atinge os níveis mais altos da cadeia alimentar, seu efeito tóxico ainda é potencializado. Por isso, o mercúrio é um metal que tem um efeito de biomagnificação, porque, ao atingir os níveis mais altos da cadeia trófica, vai se fazendo sentir uma toxicidade maior.
Então, a discussão acerca das lâmpadas fluorescentes reside em oferecer descarte e destinação adequados, de tal maneira que esse risco seja minimizado. Além do mercúrio, as lâmpadas fluorescentes também têm a presença do chumbo, que é usado nas soldas, um metal pesado que oferece danos significativos à saúde. Esses motivos justificam a reciclagem das lâmpadas, além do fato de os diversos materiais que a compõem, como o próprio vidro e os metais utilizados como componentes, serem passíveis de reciclagem.
IHU On-Line – Quando as lâmpadas fluorescentes começaram a substituir as incandescentes, essas questões de riscos toxicológicos não foram consideradas?
Marta Tocchetto - Essa é a principal questão que sempre aparece nas políticas adotadas: as medidas nunca são vistas de uma forma holística, integral. Então, por exemplo, nesse caso específico, com a problemática da questão energética e o apagão que ocorreu em meados dos anos 2000, houve uma política de governo do setor energético de adotar medidas que pudessem economizar energia — logicamente é comprovado que as lâmpadas fluorescentes são mais econômicas em termos energéticos do que as lâmpadas comuns. Mas, por outro lado, não houve a preocupação de estruturar uma logística que contemplasse a informação sobre a reciclagem das lâmpadas. A maioria das pessoas ainda não tem informação em relação aos riscos oferecidos pelas lâmpadas fluorescentes, não sabe como destinar adequadamente essas lâmpadas, como acondicioná-las até o momento do descarte, nem onde entregar esse material.
A população obviamente atendeu ao chamado com relação à mudança das lâmpadas comuns para as lâmpadas fluorescentes e começou a aumentar o número e a quantidade desses resíduos no meio ambiente e, logicamente, os problemas começaram a se tornar significativos. A preocupação com a destinação e a informação acerca das lâmpadas veio em um momento posterior ao uso delas. Até hoje, a grande maioria das pessoas, ao trocar uma lâmpada na sua residência, não tem onde entregá-la, porque a maioria das empresas não quer recebê-las. Então, apesar da vigência da Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS desde 2010, que estabelece a possibilidade de o consumidor devolver a lâmpada que esgotou a sua vida útil ao local onde foi comprada, na prática isso não acontece. Nesse sentido, as políticas buscam atender uma necessidade pontual; não se inter-relacionam com as outras questões.
IHU On-Line – Há relatos de casos de contaminação ambiental e de seres humanos por conta das lâmpadas fluorescentes?
Marta Tocchetto - Não tenho nenhum conhecimento específico, porque dificilmente é feito um descarte muito grande em um determinado local. As empresas, por conta da fiscalização mais exigente e eficiente, pagam outras empresas que fazem a descontaminação. Contudo, a preocupação com a contaminação das lâmpadas fluorescentes reside no efeito cumulativo do mercúrio que, presente no meio ambiente, poderá desencadear problemas daqui a 20, 30 anos, porque ele interage com a água, com o solo, contamina microrganismos que poderão servir de alimento para peixes, vai se depositar no fundo de corpos hídricos, etc.
Nesse sentido, a preocupação reside nos efeitos do mercúrio a longo prazo, diferentemente do que acontece, por exemplo, se pensarmos na questão do mercúrio em uma região de garimpo — principalmente garimpos clandestinos, onde esse controle não é feito —, porque ali se usa mercúrio para separar o ouro do rejeito, e essa quantidade de mercúrio é aleatória e boa parte acaba sendo jogada no meio ambiente. Nesse tipo de atividade, o perigo se manifesta em um tempo muito menor, porque há uma concentração elevada de mercúrio.
Passivo Ambiental
Nesse sentido, a preocupação com as lâmpadas fluorescentes reside na possibilidade desse passivo ambiental. Cerca de 50% dos municípios brasileiros descartam seus resíduos em aterros sanitários, e a outra metade os dispõem em lixões. Lixões são áreas onde esses resíduos ficam em contato com o solo, com águas superficiais, com águas subterrâneas, com lençol freático, sem controle do acesso de pessoas, de animais, sem preocupação com a cobertura desse resíduo que é posto ali. Então, imagine a sinergia e as reações químicas que acontecem em um ambiente como esse, onde todos os resíduos são misturados. As lâmpadas, como não estão indo para a reciclagem, são encaminhadas ou para aterros sanitários, inadequadamente — nos municípios em que essa destinação existe —, ou para lixões, trazendo todos esses riscos e a possibilidade de contaminar algum rio. Então, a preocupação com as lâmpadas se deve ao efeito a longo prazo desse passivo ambiental decorrente da destinação inadequada, principalmente em virtude da presença do mercúrio.
IHU On-Line – Como é feita a destinação das lâmpadas fluorescentes hoje no Brasil? Por que somente 6% das lâmpadas são recicladas?
Marta Tocchetto - A destinação correta dessas lâmpadas fluorescentes leva em conta, em primeiro lugar, o acondicionamento, para que elas não quebrem e não contaminem, porque, no momento em que a lâmpada quebra, o vapor de mercúrio que está dentro do tubo de vidro pode contaminar o ambiente de quem, porventura, tenha aspirado o ar contaminado de mercúrio.
As empresas, como têm uma geração de energia maior, contratam uma empresa que faz a descontaminação das lâmpadas. No estado do Rio Grande do Sul não há empresas que façam a descontaminação. Existem aquelas que fazem o recolhimento, a coleta, o armazenamento e encaminham as lâmpadas para outras empresas que fazem esse processo, em Santa Catarina e em São Paulo. Nesse processo de descontaminação, são retirados os componentes das lâmpadas, é separado o vapor de mercúrio, o qual é retirado, armazenado e recuperado em um ambiente fechado de tal maneira que não seja disperso no meio ambiente. Esse mercúrio, que é separado do vidro, separado da poeira fosforosa que recobre o tubo de vidro, que também está contaminado com mercúrio, sofre um processo de destilação, em que o mercúrio que está impregnado na poeira ou no vidro passa para o estado gasoso, vaporiza e depois é condensado. Com esse processo, se obtém, novamente, o mercúrio metálico, que será utilizado para fabricar novas lâmpadas ou outros equipamentos. O vidro e a poeira fosforosa podem ser utilizados na indústria cerâmica, na fabricação de outras lâmpadas e na indústria de vidro. A parte metálica, as soldas e a parte de alumínio também são separadas para a reciclagem. Assim, praticamente a totalidade dos componentes das lâmpadas fluorescentes, 99%, é reciclável.
Então, além de ser ambientalmente incorreto não reciclá-las, é absolutamente incoerente em um momento em que nós retiramos da natureza as matérias-primas para a fabricação dos vidros, de ligas metálicas, etc. Nesse sentido, o processo de reciclagem vem ao encontro de evitar o desperdício dos recursos naturais e também evitar todos esses riscos que comentamos em relação à contaminação ambiental e à contaminação dos seres vivos.
IHU On-Line – É possível estimar que percentual de lâmpadas fluorescentes se utiliza no Brasil? Em contrapartida, ainda se utilizam muitas lâmpadas incandescentes?
Marta Tocchetto - As lâmpadas incandescentes estão com a vida contada; em 2015 não serão mais fabricadas. As lâmpadas halógenas e as fluorescentes deverão substituir essas lâmpadas. Há mais de 80 milhões de lâmpadas utilizadas no Brasil anualmente, e esse número aumenta em função de novas construções, novos empreendimentos.
IHU On-Line – Qual é o custo da reciclagem dessas lâmpadas?
Marta Tocchetto - Esse processo de reciclagem que comentei tem um custo, a começar por contratar uma empresa que faça esse serviço. Assim, o custo da reciclagem, sem considerar a questão do transporte da lâmpada, fica em torno de 60 centavos, às vezes até mais, dependendo da distância. A questão, nesse sentido, é quem vai pagar esse custo. O consumidor está disposto a pagar esse custo? O fabricante está disposto a absorver esse custo? Como isso vai ser equacionado? O baixo índice de reciclagem das lâmpadas reside na questão do custo para reciclar esses produtos.
IHU On-Line – O que aponta a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS em relação à reciclagem das lâmpadas fluorescentes e incandescentes? Por que os fabricantes das lâmpadas fluorescentes não realizam a coleta das lâmpadas, como determina da PNRS?
Marta Tocchetto – A Política Nacional de Resíduos Sólidos estabeleceu a obrigatoriedade do estabelecimento de estratégias de logística reversa para alguns resíduos, dentre os quais, as lâmpadas fluorescentes, justamente por todo esse problema que já comentei. Então, é necessário que se tenha uma destinação adequada e que o consumidor — o qual é responsável por um descarte pequeno — tenha para onde encaminhar essas lâmpadas, porque hoje, mesmo que ele queira pagar para que seja feita a descontaminação das lâmpadas, não há essa opção, porque essa logística não está montada.
A PNRS vem ao encontro dessa preocupação e pressupõe que todos os atores envolvidos nessa cadeia, desde o fabricante ao importador, do distribuidor ao consumidor, tenham responsabilidade para que a lâmpada, no momento em que não tiver mais condições de uso, volte ao início do ciclo produtivo. É isso que significa essa visão circular e não linear. Hoje o sistema produtivo tem uma visão absolutamente linear, a responsabilidade do fabricante, do distribuidor, do importador vai até a distribuição. Depois que essa lâmpada for comprada, o problema não é mais do fabricante. Isso não pode ser assim; tem de haver uma responsabilização. Mas para que isso aconteça é necessário que haja um acordo entre todos os elos da cadeia, porque, mesmo que a lâmpada seja recebida num estabelecimento, não temos a garantia de que ela será verdadeiramente encaminhada para reciclagem, pelo fato de que às vezes a loja — até para se ver livre da insistência — recebe a lâmpada e depois a coloca no lixo. Isso acontece com frequência. Então, enquanto não houver uma normativa que responsabilize a reciclagem de forma legal, a reciclagem obrigatória não vai acontecer.
Nesse sentido, os acordos setoriais são os instrumentos que vão garantir o estabelecimento da logística reversa. O Ministério do Meio Ambiente, que é responsável pelo lançamento desses editais, assinou, na semana passada, o acordo setorial das lâmpadas fluorescentes e das embalagens. Apesar de as embalagens não estarem como obrigatórias dentro do estabelecimento da logística reversa, é sabido que elas são um problema seríssimo não só em função da quantidade, mas em relação ao apelo do consumo.
Possibilidades
Outro ponto importante a ser discutido, o qual está tramitando no Congresso, é a redução dos impostos para as empresas que fazem a reciclagem de lâmpadas fluorescentes. Essa contrapartida é interessante, porque os fabricantes de lâmpadas podem utilizar essa redução do valor dos impostos para dar destinação correta às lâmpadas. A reciclagem só vai acontecer de fato quando tiver matéria-prima suficiente para que haja estímulo de empreendimentos se instalarem utilizando o material que é descartado. A redução de incentivo a partir da redução dos impostos é uma contrapartida que o governo pode dar, estimulando o crescimento do setor, que hoje é muito pequeno.
IHU On-Line – Quantas empresas de reciclagem dessas lâmpadas existem no país?
Marta Tocchetto - Deve haver umas três ou quatro em São Paulo; em Santa Catarina tem uma ou duas, ou seja, são poucas empresas que desenvolvem esse trabalho. O problema está no rigor da legislação para a implantação deste tipo de empreendimento. Nós estamos falando de empreendimentos que vão trabalhar com mercúrio, com vapor de mercúrio, que é um metal que passa para o estado gasoso em uma temperatura relativamente baixa, 350-357 graus célsius. Isso significa que a possibilidade de uma empresa de descontaminação de reciclagem de lâmpadas ter problemas operacionais e, com isso, ter emissões fugitivas de vapor de mercúrio, é algo muito possível. Então, o custo para a implantação deste tipo de empreendimento é muito alto, em razão dos equipamentos de proteção atmosférica, dos equipamentos para evitar os riscos com relação ao processo que é executado, etc.
IHU On-Line – Qual modelo de lâmpada economiza energia e causa menos danos ambientais e à saúde?
Marta Tocchetto – As lâmpadas de “led” têm uma vida útil maior que as fluorescentes, não têm mercúrio, mas têm arsênio. Nesse sentido, não existe nada que seja absolutamente inócuo, nem a nossa presença no planeta é inócua; nós causamos impactos pelo simples ato de respirar. Então, qual é a saída? É aumentar a vida útil dos produtos, quer dizer, no momento em que se aumenta a vida útil de um produto, ele vai se tornar lixo em um futuro mais distante. Agora, também temos de levar em conta que nós vivemos em um sistema onde a obsolescência é um fator importante dentro das estratégias de negócio. O incentivo do consumo e a obsolescência programada são uma realidade. Por outro lado, o mercado não tem essa preocupação tão evidente quanto nós temos enquanto consumidores. O mercado necessita de mais consumo para que esse modelo tradicional de economia possa girar.
Não vamos encontrar algo que mantenha o nosso padrão de consumo altamente insustentável sem impactar o meio ambiente, ou seja, o aumento de consumo está diretamente relacionado a impactos ao meio ambiente. O que vamos fazer? Colocar panos quentes aqui e ali, e assim vamos equilibrando. Nós teremos, sim, soluções que poderão prolongar a vida útil das lâmpadas, que são uma vantagem, mas não é a solução 100%. A solução — e a melhor forma de não termos problemas - é reduzir o consumo, ou refletir melhor sobre as nossas relações de consumo. (ecodebate)

SP terá sacos de lixo diferentes para recicláveis

Embalagem será com plástico processado pelas 4 usinas que a cidade deve ter até 2016.
Parte do dinheiro arrecadado com reciclagem será usado para incrementar renda dos trabalhadores das cooperativas.
Para organizar melhor a coleta seletiva de São Paulo, a prefeitura está desenvolvendo um novo tipo de saco de lixo, específico para abrigar os resíduos secos que devem ser reutilizáveis, como explica o secretário municipal de Serviços, Simão Pedro.
— Estamos fazendo os testes com tipos de material, mas ainda vamos definir a cor.
Ainda segundo o secretário, os sacos devem ser produzidos com plástico processado pelas quatro usinas que a cidade deve ter até 2016.
— Esses recipientes devem trazer as instruções de como separar os resíduos.
A proposta já aplicada em outras cidades do mundo.
Os sacos são apenas uma das utilidades do material processado nas usinas. Orçada em R$ 36 milhões, a central aberta hoje tem previsão de render R$ 1,6 milhão por mês com a venda do material reciclado. Parte do dinheiro servirá para manter a usina, cujos gastos de custeio mensal são da ordem de R$ 300 mil, segundo Simão Pedro. Outra parte servirá para incrementar a renda dos trabalhadores das cooperativas. Mas o dinheiro também será destinado a um fundo criado para estimular a coleta seletiva.
Esse fundo ainda vai receber recursos de empresas que têm de fazer a chamada "logística reversa" — cumprem a obrigação legal de reaproveitar os resíduos sólidos na cadeia produtiva. A prefeitura já fechou convênios, homologados pelo Ministério do Meio Ambiente, com os setores de embalagens e de lâmpadas. Os recursos devem viabilizar a construção de mais usinas ou estimular usinas de compostagem domésticas, reduzindo também os detritos orgânicos. (r7)

SP já pode reciclar mais lixo do que coleta

Usina, na zona sul, faz parte de um plano que prevê mais duas usinas até o fim de 2016.
A prefeitura inaugurou em 16/07/14 a segunda usina de triagem de material reciclado da cidade com a promessa de, pela primeira vez, ter uma capacidade instalada de processar mais material reciclável do que a quantidade de lixo separada pelo paulistano. A usina, que fica em Santo Amaro, zona sul, faz parte de um plano que prevê mais duas usinas até o fim de 2016.
Triagem na Central Mecanizada de Triagem na Zona Sul de SP
A partir de agora, mais oito distritos também terão coleta seletiva - dos 96, 67 já tinham.
A primeira usina foi aberta há um mês, na Ponte Pequena, região central.
Até hoje, São Paulo tinha convênios com 21 cooperativas de catadores para a separação do material reciclável. Para separar os resíduos e devolvê-los à indústria, essas pessoas abriam os sacos de lixo reciclável e separavam, no olho ou com ajuda de maquinário simples, cada tipo de material.
As duas novas usinas fazem a separação do material de acordo com a dimensão dos resíduos e leitores óticos para organizar os detritos, dando um ganho de produtividade muito maior ao processo -  as cooperativas conseguiam separar 250 toneladas de resíduos por dia, mesma quantidade separada por usina. Assim, a capacidade diária de processamento dos resíduos da cidade chega a 750 toneladas/dia, como explica o prefeito Fernando Haddad (PT).
- Quando as outras duas usinas estiverem prontas, vamos superar a meta que tínhamos de reciclar 10% do lixo da cidade. Essas usinas usam tecnologia do século XXI. São as mais modernas da América Latina.
Haddad disse ainda que a capacidade de reciclagem na capital paulista vai aumentar. 
- A população desconfiava com razão da coleta seletiva porque não havia capacidade de processamento. O morador separava mais do que a capacidade das centrais manuais. Então uma parte dos resíduos era misturada nos aterros, porque não havia capacidade de processamento.
Com a inauguração da nova usina, o quadro mudou, segundo argumenta o prefeito.
- Teremos mais capacidade de processamento hoje do que o material que os moradores separam. A oferta de serviço passa a ser maior do que a demanda.
Assim, o foco das ações municipais será na educação para que as pessoas voltem a separar o lixo doméstico.
A nova usina tem uma passarela no alto do galpão onde foi construída. A ideia é que o lugar seja visitado diariamente por alunos das escolas municipais, para que eles conheçam a coleta seletiva e desenvolvam o hábito de separar o lixo em casa.
Nos bairros
O secretário de Serviços, Simão Pedro, afirma que a coleta será "universalizada" em 40 bairros.
- Universalizar é atender o bairro todo. Antes, esses 40 bairros tinham a coleta em determinadas ruas.
Os novos horários e o dias em que os caminhões da coleta seletiva passam nas ruas serão publicados no site da prefeitura. A promessa é que os caminhões da coleta seletiva passem em todas as ruas da cidade até o fim do ano que vem. (r7)

Coleta seletiva e reciclagem

A coleta seletiva do lixo e a reciclagem deste são duas faces de uma mesma moeda que só beneficia seus praticantes.
Enquanto a coleta seletiva é, primariamente, da própria pessoa que produz toda e qualquer forma de lixo, ou seja, uma obrigação de nós cidadãos, também é uma responsabilidade dos governos de cada cidade disponibilizar lixeiras públicas que já tenham em si a divisão entre plástico, vidro, metal, papel e lixo orgânico, que são as quatro formas básicas de separação.
Mesmo a separação mais básica e que exige menos esforço – a separação de lixo seco de lixo orgânico – já ajuda imensamente no trabalho de todos aqueles que trabalham em prol da reciclagem da maior quantidade de lixo possível.
Afinal, como todos sabemos não se pode reciclar lixo orgânico que não como forma de adubação caseira. O lixo seco é o mais procurado pelos catadores de materiais recicláveis.
As formas de reciclagem podem, é claro, variar imensamente, não apenas pelo que cada material é em si, e quais as possibilidades de trabalho com ele em um nível de reciclagem industrial, mas também depende da pessoa que se disponibiliza a reciclá-lo.
A arte com reciclagem, por exemplo, é uma maneira diferente de se aproveitar da coleta seletiva do lixo e aproveitar apenas as partes do lixo seco que podem se tornar componentes de brinquedos e peças de arte mais básicas.
Coleta Seletiva e Reciclagem
Mesmo as garrafas PET – os exemplos mais claros quando se menciona reciclagem – podem ter infinitos usos: a construção de brinquedos, a confecção de mosaicos, a montagem de artesanato como porta retratos, porta canetas, potes para plantas, e até mesmo sua reutilização como matéria prima para a confecção de tecidos que são, posteriormente, transformados em roupas confortáveis, muito bonitas e completamente sem desperdício de materiais e recursos naturais.
Para toda a reciclagem existiu, em algum ponto, a separação do lixo. Nós cidadãos ao separarmos o nosso lixo e também exigirmos de nossos governos responsáveis e órgãos cabíveis que providenciem e garantam a manutenção de lixeiras para coleta seletiva, e também que a realização do depósito desse lixo vá, de fato, acontecer de maneira correta, estamos apenas fazendo a nossa parte nessa cadeia de reciclagem e reutilização de materiais, que é, possivelmente, a melhor medida para evitarmos contaminar nosso planeta ainda mais do que ele já está agora.
Você sabe a importância de se falar em coleta seletiva e reciclagem?
O meio ambiente está por um fio. O ser humano moderno não se conscientiza disso, pois está cegado pelos seus hábitos de tecnologias de conforto.
Quem está disposto a diminuir o uso da eletricidade, água e outros serviços que prejudicam o meio ambiente?
As pessoas precisam urgentemente compreender a importância de reciclar, por exemplo. E não é um hábito difícil. Basta separar objetos como vidro, papel, plástico e metal do lixo orgânico, isto é, dos restos de comida. Assim, já estaremos contribuindo e muito para salvar o planeta.
Mas não podemos colocar a culpa somente nas pessoas comuns, o governo também não investe em campanhas para explicar o significado dessas coletas seletivas e reciclagem. Muitas cidades nem mesmo têm um serviço que recolhe o lixo reciclável.
Aí realmente fica complicado reciclar e lutar pela natureza. Enquanto as cadeiras nas Câmaras dos Vereadores aumentam, o meio ambiente fica em segundo lugar. (culturamix)

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