quinta-feira, 7 de julho de 2016

Sustentabilidade valoriza o imóvel

Edifícios sustentáveis garantem, em média, economia de 30% na conta de luz e 40% na de água, além de valorização de 2% a 7% na venda ou aluguel.
O setor da construção civil é um dos principais responsáveis pelos impactos ambientais no mundo, consumindo 75% dos recursos naturais, 20% da água nas cidades e gerando 80 milhões de toneladas/ano de resíduos, segundo dados do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável. Construções sustentáveis garantem o retorno financeiro do investimento em médio prazo e a economia de alguns custos operacionais, além de aumentarem o valor do imóvel no mercado e poder de revenda.
Apesar dessas construções serem um pouco mais caras, os edifícios sustentáveis garantem, em longo prazo, economia de até 30% na conta de luz e 50% na de água, além de fazer parte do marketing para valorização dos imóveis, que acabam saindo entre 2% a 7% mais caros na compra ou aluguel.
Para que seu imóvel seja sustentável, é importante utilizar sistemas de reaproveitamento de água da chuva e fontes de energia alternativas. Esses sistemas custam pouco em relação ao valor que agrega ao imóvel e à diminuição de despesas de água e luz. Além disso, projetos com características sustentáveis conseguem maior facilidade de financiamento.
Sistemas alternativos de energia já estão bastante difundidos no Brasil, mas sistemas de reaproveitamento de água realmente eficientes surgiram há pouco tempo. Existe no mercado um filtro de água da chuva, por exemplo, que capta a água vinda das calhas de um telhado, elimina as impurezas, clora, equilibra o PH e deixa a água pronta para usar em qualquer lugar da casa.
Então, se você está reformando ou construindo, considere utilizar recursos que tornem sua propriedade mais sustentável. Valorize seu investimento, pensando no retorno que terá em médio e longo prazo, além de contribuir para a conservação do meio ambiente através do consumo consciente de recursos naturais. (blog.chovechuva)

terça-feira, 5 de julho de 2016

Imóveis sustentáveis valorizam no mercado

Sustentabilidade é um termo que vem sendo amplamente explorado no mercado imobiliário por grandes arquitetos e engenheiros, que descobriram maneiras eficientes de minimizar os impactos ambientais causados por grandes empreendimentos e, ainda por cima, economizar gastos.
O volume de construções sustentáveis cresce a cada ano; em 2008 apenas 8% das obras se encaixavam nos padrões. Esse índice subiu para 29% em 2014 e, segundo especialistas no setor, a tendência é crescer e se popularizar cada vez mais.
Contudo, mesmo com o número crescente, a quantidade atingida hoje ainda é pequena em relação ao esperado. Tudo isso porque a instalação de soluções ecológicas – como madeira de reflorestamento, descarga de duplo fluxo, lâmpadas de baixo consumo e alta durabilidade – tem valor elevado e as construtoras não possuem incentivos fiscais para aplicá-las aos apartamentos na planta, por exemplo.
Além de todos os benefícios que um ambiente sustentável pode trazer para seu habitante, há ainda a valorização do bem, que pode chegar a até 30%. Este índice pode ser acompanhado em plataformas, como a criada pelo portal de notícias da Agente Imóvel, onde existem funções como saber o valor de venda do imóvel.
Imobiliárias e construtoras que investem na categoria, afirmam ainda que as recompensas surgem, geralmente, de médio em longo prazo, conforme vai-se economizando nas contas de água, de luz ou de gás que podem reduzir em até 30% do valor original.
Para quem deseja adaptar um imóvel usado, uma boa dica é a instalação de placas para a captação de energia solar de uso residencial, pode podem chegar a custar R$2 mil reais, mas em contrapartida resulta numa economia de 50% do consumo de energia elétrica mensal. (ecodebate)

Objetivos do desenvolvimento sustentável no Antropoceno

Nosso planeta está passando por uma série de processos de transformação muito fortes e rápidos, com o potencial de dificuldades importantes para as gerações futuras em termos de viabilidade como sociedade sustentável.
Certamente estamos caminhando neste início de Antropoceno a um planeta com clima mais instável e violento, além da evidente escassez de recursos naturais. E somos nós que estamos promovendo tais mudanças, muitas das quais sequer nos demos conta.
Nosso planeta Terra tem uma história longa, de cerca de 4,5 bilhões de anos. O homem moderno só apareceu muito recentemente (200 mil anos atrás), e a civilização tal qual a conhecemos hoje existe há apenas 6 mil anos, minúsculo intervalo na vida de nosso planeta.
Foi, contudo, nesse último milênio, que o nosso planeta passou por mudanças significativas, estando hoje muito diferente do que era àquela época.
Mudanças no uso do solo em larga escala tiveram início no desenvolvimento da agricultura, inicialmente em pequena escala, mas que hoje tomaram proporções planetárias.
A partir do século 19, o homem descobriu que queimar carvão, petróleo ou gás natural poderia produzir trabalho mecânico, e com esta descoberta na Inglaterra teve início a revolução industrial, que tantos progressos trouxe à humanidade.
Porém, com o progresso vieram também os problemas, e um deles é o uso excessivo de recursos naturais como água, minerais, combustíveis fósseis e outros, que são finitos.
Com uma crescente população de 7 bilhões de pessoas em 2016, cuja estimativa é que tenhamos cerca de 10 bilhões de pessoas em algumas décadas, é fundamental pensarmos na sustentabilidade do planeta a longo prazo.
“Certamente estamos caminhando neste início de Antropoceno a um planeta com clima mais instável e violento, além da evidente escassez de recursos naturais”.
Entre as 9 milhões de espécies biológicas em nosso planeta, somos uma única, controlando a biosfera da Terra, a tal ponto que estamos alterando a composição da atmosfera e o clima de nosso planeta, com fortes consequências para todas as 9 milhões de espécies.
Áreas enormes das Américas, Europa e Ásia que eram florestas, há alguns séculos, hoje são áreas cultivadas ou com estradas e áreas urbanas, o que significa forte mudança no uso do solo, com reflexos em várias propriedades que regulam o clima do planeta, tais como o balanço radioativo.
Hoje, temos cerca de 1,3 bilhão de automóveis circulando na Terra; estima-se que podemos ter 2 bilhões de automóveis em algumas décadas. Parece claro que não se pode continuar dessa forma, pois estamos esgotando rapidamente os finitos recursos naturais de nosso planeta.
Para estudar essa questão, um grupo de cientistas mundiais fundou uma atividade chamada em inglês de Future Earth, ou “Terra Futura” (site: http://www.futureearth.org/). Essa iniciativa visa a entender como o desenvolvimento de nosso planeta pode se tornar sustentável em longo prazo.
O objetivo do Future Earth é produzir o conhecimento científico necessário para minimizar os riscos das mudanças climáticas globais e realizar a transição para a sustentabilidade global, se é que isso pode ser possível.
Garantir a sustentabilidade de nossa sociedade vai envolver fortes mudanças de atitude de e para todos nós. A enorme desigualdade na distribuição das riquezas de nosso planeta traz instabilidade política, econômica e social, e é preciso minimizá-la para evitar conflitos ainda mais sérios.
Com estas preocupações em mente, as Nações Unidas estruturaram os chamados “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, que consistem em um conjunto de metas acordadas pelos 193 países membros da ONU, visando ao desenvolvimento sustentável de nosso planeta em longo prazo.
Hoje, temos cerca de 1,3 bilhão de automóveis circulando na Terra; estima-se que podemos ter 2 bilhões de automóveis em algumas décadas”
Este é um dos resultados da Rio+20, e entraram em vigor em 1 de janeiro de 2016, com um prazo de realização até 31/12/2030. Para cada ODS, são estruturados 169 metas e indicadores globais de acompanhamento da implementação dos ODS. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são:
1. Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares
2. Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição
3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos
4. Garantir educação inclusiva, equitativa e de qualidade
5. Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas
6. Garantir disponibilidade e manejo sustentável da água
7. Garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável
8. Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável
9. Construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva
10. Reduzir a desigualdade entre os países e dentro deles
11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes
12. Assegurar padrões de consumo e produção sustentáveis
13. Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima
14. Conservar e promover o uso sustentável dos oceanos
15. Proteger, recuperar e promover o uso sustentável das florestas
16. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável
17. Fortalecer os mecanismos de implementação e revitalizar a parceria global
A figura abaixo ilustra de modo pictórico estes ODS, que são abrangentes e visam a construir uma nova sociedade em nosso planeta.
Estes objetivos fazem parte da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, estruturado pela ONU, onde desenvolvimento sustentável é definido como o desenvolvimento que procura satisfazer às necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das futuras gerações de satisfazerem as suas próprias necessidades.
“Garantir a sustentabilidade de nossa sociedade vai envolver fortes mudanças de atitude de e para todos nós”
Desenvolvimento sustentável demanda um esforço conjunto para a construção de um futuro inclusivo, resiliente e sustentável para todas as pessoas e todo o planeta.
A questão das mudanças climáticas é um ponto central, onde se observa que a mudança do clima já impacta a saúde pública, segurança alimentar e hídrica, migração, paz e segurança.
A mudança do clima, se não for controlada, reduzirá os ganhos de desenvolvimento alcançados nas últimas décadas e impedirá possíveis ganhos futuros. As ações relacionadas à mudança do clima darão impulso ao desenvolvimento sustentável.
Se conseguirmos atingir a maior parte destes ODS, teremos um planeta mais igualitário, justo e sustentável. Os ODS, embora de natureza global e universalmente aplicáveis, dialogam com as políticas e ações nos âmbitos regional e local.
Na disseminação e no alcance das metas estabelecidas pelos ODS, é preciso promover a atuação dos governantes e gestores locais como protagonistas da conscientização e mobilização em torno dessa agenda global.
O Brasil ao longo dos últimos dez anos trabalhou em políticas de inclusão que tiraram milhões de pessoas da pobreza extrema. Este esforço deve continuar, com a intensificação de políticas sociais visando à integração de milhões de brasileiros na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, trazendo desenvolvimento sustentável e justiça social. Essa é uma tarefa de todos os brasileiros. (ecodebate)

domingo, 3 de julho de 2016

Inovação no futuro da sustentabilidade

O executivo Kurt Bock, presidente do Conselho de Administração da BASF alemã, conduz reflexões relevantes em artigo bem fundamentado.
Destaca que a inovação desempenha um papel crucial na concepção do que é o crescimento econômico sustentável. Registra que existem na União Europeia, obstáculos sendo colocados no caminho daqueles que estão melhor posicionados para criar novos produtos, serviços ou novas formas de fazer negócios.
O âmago da questão parece ser o medo do risco. Mas os investidores, gestores e empresários devem correr riscos se suas ideias têm qualquer chance de atingir o sucesso comercial.
Em nenhum lugar se discute mais e se entende menos essas preocupações do que na Europa. A inovação foi colocada seriamente em discussão na Europa 2020, plano estratégico de crescimento elaborado pela Comissão Europeia para a comunidade europeia.
Apesar de a pesquisa científica europeia estar entre as mais avançadas do mundo, a Europa fica atrás de seus concorrentes globais em sua capacidade de trazer essas inovações ao mercado.
Assevera que há três categorias que devem estar claras para se obter resultados, sendo força de trabalho qualificada e afinada, excelente informação e infraestrutura de tecnologia de comunicações e um ambiente de negócios favorável.
Em outras palavras, a inovação bem sucedida requer economia crescente e estável, novas ideias e ausência de regulamentação desnecessária e onerosa. O papel do governo é crucial. E esse é o papel que a União Europeia parece ter entendido mal em pelo menos um aspecto importante, sua atitude em relação ao risco.
A União Europeia tem instituições bem estabelecidas e processos para a avaliação de risco, assim como para assegurar que riscos inaceitáveis sejam evitados.
Quando a política é necessária, e a ciência não é clara, decisões regulamentares se baseiam cada vez mais no “princípio da precaução,” que se destina a evitar situações em que poderiam ocorrer danos graves.
No entanto, não há nenhuma interpretação universalmente aceita do princípio da precaução. Na América do Norte, por exemplo, estabeleceu-se um bom equilíbrio entre precaução e proporção.
Na Europa, por outro lado, o maior peso é colocado sobre a evasão fiscal em matéria de risco, comprometendo a disposição do setor privado em investir em inovação.
O objetivo da comunidade europeia de proteger a saúde humana e o meio ambiente é louvável. É impossível mitigar todos os riscos. O princípio da precaução deve ser usado criteriosamente e racionalmente, equilibrando os riscos potenciais com os benefícios que a inovação e as novas tecnologias podem oferecer.
Esta noção de risco fundamenta interações econômicas. Além disso, uma política que se esforça para eliminar todos os riscos, acarreta riscos próprios.
Uma abordagem livre de risco à inovação torna difícil de resolver questões vitais como a garantia de comida, água e energia para uma população crescente, ou mesmo garantir que a Europa permaneça tecnologicamente competitiva.
Inovações que mudam o mundo, em transportes, telecomunicações, medicina e muito mais, são quase sempre resultado de assunção de riscos calculados em equilíbrio com os benefícios que as novas tecnologias podem proporcionar.
Gestão de riscos não é simplesmente uma questão de aceitar mais ou menos risco. É como ter melhor conhecimento de como funciona o risco. Quando a natureza do risco é devidamente analisada e testada, ele pode ser gerido de forma eficaz e, até mesmo, minimizado.
Infelizmente, nem sempre essa é a abordagem da União Europeia. Em seus processos regulatórios, a ciência baseada em argumentos está, cada vez mais, perdendo para a opinião pública, enquanto possíveis oportunidades são subavaliadas.
Já vimos essa ocorrência na relutância da Comissão Europeia em decidir como produtos à base de biotecnologia verde podem ser usados.
Mas há muitos exemplos semelhantes de insegurança jurídica que ameaçava prejudicar a inovação e o investimento através de uma gama de tecnologias e indústrias, incluindo produtos químicos, produtos de consumo, proteção de cultivos, eletrônica, nutrição e produtos farmacêuticos.
Dado este quadro regulamentar, presidentes de 12 empresas, com um orçamento de pesquisa e desenvolvimento anual combinado de 21 bilhões de euros, apresentaram recentemente a adoção formal de um “princípio de inovação” para o plano europeu de gestão de risco e práticas regulamentares.
A ideia concebida e desenvolvida por membros do “European Risk Fórum” é simples, sempre que a legislação preventiva for levada em consideração, o impacto sobre a inovação deverá ser considerado no processo de definição de políticas.
O princípio de inovação não determina o apoio à inovação, independentemente do seu impacto sobre a saúde ou o ambiente. Onde há perigo real, atendimentos de precaução devem ser prioritários.
Mas o princípio tem por objetivo apoiar uma abordagem baseada em evidências, em dados científicos sólidos. Abraçando esse princípio, a Europa pode ousar inovar. (ecodebate)

Inovações Sustentáveis

Ricardo Abramovay assevera que precisamos de inovações sustentáveis.
Crítico do alarmismo, o professor Ricardo Abramovay defende divulgação de boas práticas ambientais para sensibilizar população. Em entrevista a Renato Grandelle afirma que “em qualquer setor, as empresas precisam conversar cada vez mais com os cientistas e ser sensíveis às mudanças das preferências dos consumidores”
Parece impossível discutir o futuro do planeta sem cair no pessimismo. As mudanças climáticas são tão flagrantes que teriam provocado o início de um novo período geológico.
A indústria ainda não consegue adaptar toda a sua cadeia de produção a práticas sustentáveis. O economista Ricardo Abramovay, da Universidade de São Paulo (USP) prefere não olhar para o abismo.
Existem estudos mostrando que até 80% do noticiário relacionado às mudanças climáticas é alarmista. Não é culpa dos meios de comunicação porque, quando alguém abre o jornal, as catástrofes chamam mais atenção. Então, é natural que ganhem mais ênfase.
É importante ressaltar que as ameaças não são inventadas. De fato vivemos uma situação preocupante. No entanto, acredito que, se quisermos sensibilizar a população, é importante expor exemplos e conquistas que permitam dizer que, apesar dos problemas, há condições de organizar a vida.
Indagado sobre quais são as consequências da comunicação baseada em catástrofes, arguiu, “se as pessoas têm a expectativa de que a vida vai piorar, elas acreditam que é melhor aproveitar enquanto há tempo. Você sabe o que está acontecendo, mas nada faz a respeito, porque não haverá um prejuízo imediato. Acredito que, se os gases de efeito estufa tivessem cor, nunca chegaríamos a esta situação. As pessoas se revoltariam contra a poluição. Infelizmente a destruição do sistema climático não é visível”.
Indagado porque tantos relatórios científicos também adotam um tom alarmista, mas ainda não convenceram os governos a estabelecer um acordo global assevera “a capacidade de comunicação da ciência é muito pequena. Aliás, ela parece avessa à comunicação. O discurso é hermético. Os relatórios são difíceis de compreender”.
Perguntado sobre onde os ambientalistas erram em seu discurso, manifesta que “um exemplo é o setor de transportes, hoje baseado em carros particulares, movidos a combustíveis fósseis. O discurso ambientalista convencional é “você não pode ter o automóvel que tanto almeja, porque ele é poluente”. Isso induz a uma reação, como assim? Agora que eu quero (e posso), você me vem com esta história?”. O ideal é dizer: “Este carro não vai trazer o bem-estar que você quer”. Enquanto isso, devemos investir seriamente no transporte coletivo”.
Provocado a se manifestar sobre o setor energético, onde também há exagero quando se fala sobre a possibilidade de racionamentos no futuro, argumentou “nos Estados Unidos, alguns anos atrás, achava-se que seria necessário reduzir o uso de equipamentos elétricos e eletrônicos que são indispensáveis. O uso de tecnologias como a energia solar por um preço cada vez mais barato muda completamente este negócio. Mostra que a redução das emissões derivadas do consumo de energia não se traduz em mal-estar para as pessoas. Temos técnicas para assegurar que as mudanças exigidas à sociedade pelo aquecimento global sejam menos traumáticas do que pensávamos recentemente”.
Perguntado se acreditava que a crise hídrica tivesse sido uma lição para a sociedade sobre a fragilidade do fornecimento de energia, aduziu “a ocorrência dos eventos climáticos extremos coloca a sociedade em um clima de incerteza totalmente inédito. Não podemos dizer que fenômenos como este ocorrerão, por exemplo, a cada dez anos. Não há uma frequência correta. Falta uma campanha para mostrar à população que economizar energia continua sendo muito importante, mesmo com os avanços tecnológicos”.
O senhor também inclui o setor alimentício no rol daqueles que mais demandam mudanças radicais no relacionamento entre clima, empresas e consumidores. Manifestou convicto que “a indústria alimentícia é altamente dependente de insumos químicos.
Ao mesmo tempo, a explosão da epidemia de obesidade está fazendo com que as grandes empresas do setor agroalimentar revejam os seus modelos de negócio.
Então, a forma de vender alimentos é cada vez mais contestada, tanto por organismos médicos como também pela opinião pública. Em qualquer setor, as empresas precisam conversar cada vez mais com os cientistas e ser sensíveis às mudanças das preferências dos consumidores. Do contrário, elas perdem sua legitimidade social, o que afeta seus lucros”.
Inquirido se as empresas estão preparadas para este diálogo, desenvolveu manifestações de que “ainda não. As empresas do século XXI são aquelas que conseguirão se organizar diante da preferência dos clientes, da rede de fornecedores, de políticas públicas e da concorrência. Elas sofrem pressões e devem reagir a elas. Já não investem mais em pesquisas que negam as mudanças climáticas, como faziam aquelas que exploram combustíveis fósseis”.
Em continuidade na entrevista, diante da questão que o senhor já escreveu artigos sobre o Antropoceno, um novo período geológico, o primeiro provocado pelo homem. Como nossa intervenção sobre o planeta tornou-se tão importante?
Respondeu que “cerca de 10 mil anos atrás, na Revolução Neolítica, o homem tornou-se uma força biológica, porque alterou ecossistemas com o surgimento da agricultura”. Desde então, a temperatura do planeta não sofreu grandes alterações, oscilava cerca de 1°C. Isso mudou a partir da Revolução Industrial, no fim do século XVIII, quando começamos a usar combustíveis fósseis.
O ser humano, em vez de força biológica, converteu-se em uma força geológica. Em tão pouco tempo, a temperatura já aumentou 0,8°C. Além disso, vivemos uma explosão populacional. Durante o século XX, passamos de 1,6 bilhão para 6,1 bilhões de pessoas. Pela primeira vez, causamos a chegada de um novo período geológico. Este é o Antropoceno.
Finalizando, diante do questionamento sobre o que pode ser feito a partir de agora, conclui “o Antropoceno não significa o fim do mundo. A questão é: como transformar o limão em limonada? Levando em consideração as transformações que provocamos sobre a Terra, o que significa uma vida digna? Precisamos aumentar a cooperação das pessoas, mudar a relação com o mundo natural.
Isso deve ser apoiado em revoluções tecnológicas. Precisamos de inovações sustentáveis, porque já é certo que as temperaturas globais aumentarão de 3° a 6°C até o fim do século. O sistema produtivo precisa ser modificado”.
Aqui isto frequentemente tem sido denominado nova autopoiese sistêmica, na interpretação livre da semântica das acepções de Niklas Luhmann e Ulrich Beck, para um novo arranjo civilizatório.
Nada foi mais nefasto na civilização humana do que as hecatombes ambientais produzidas pela falta de liberdade e práticas ambientalmente condenáveis geradas pela autossuficiência de ditadores socialistas.
Esta mudança deve começar logo, juntando as lutas singulares, os esforços diários, os processos de auto-organização e as reformas para retardar a crise, com uma visão centrada numa mudança de civilização e uma nova sociedade em harmonia com a natureza.
Não é preciso esperar catástrofe ecológica ou hecatombe civilizatória para determinar nova autopoiese sistêmica. Nada foi mais deletério em causar a maior catástrofe ambiental do planeta do que a falta de liberdade e imprensa livre dos ditos regimes socialistas.
Mas esta é a concepção resultante de convicções muito pessoais e personalizadas. (ecodebate)

sexta-feira, 1 de julho de 2016

O mapa da Pegada Ecológica

A Global Footprint Network apresenta duas medidas úteis para se avaliar o impacto humano sobre o meio ambiente e a disponibilidade de “capital natural” do mundo. A Pegada Ecológica serve para avaliar o impacto que o ser humano exerce sobre a biosfera. A Biocapacidade avalia o montante de terra e água, biologicamente produtivo, para prover bens e serviços do ecossistema à demanda humana por consumo, sendo equivalente à capacidade regenerativa da natureza.
Em 2012, o mundo tinha uma população 7,1 bilhões de pessoas, com uma pegada ecológica per capita de 2,84 hectares globais (gha) e uma biocapacidade per capita de 1,73 gha. O déficit ambiental global era de 64%. Para que o mundo vivesse sem déficit a pegada ecológica deveria ser igual à biocapacidade, isto é, 1,73 gha.
A pegada ecológica cresce em função do aumento do consumo e das atividades econômicas. Em geral, a pegada ecológica é maior para os países mais ricos, com alto IDH, ou grandes produtores de petróleo. Em 2012, os países com as maiores pegadas ecológicas per capita eram: Luxemburgo (15,8 gha), Aruba (11,9 gha), Qatar (10,8 gha), Austrália (9,3 gha), EUA (8,2 gha), Canada (8,2 gha), Kuwait (8,1 gha), Singapura (8,0 gha), Trinidad e Tobago (7,9 gha), Oman (7,5 gha), Bahrain (7,5 gha) e Suécia (7,3 gha).
No mapa, só os países bem clarinhos tinham pegada ecológica igual ou menor do que 1,73 gha. Já os países mais escuros tinham pegada ecológica superior a 6,7 gha. Nota-se que nenhum país da América Latina e África possuía pegada ecológica elevada. Os dois países mais populosos do mundo tinham pegada ecológica de 1,2 gha na Índia e 3,4 gha na China. O Brasil tinha pegada de 3,1 gha em 2012 (acima da média mundial de 2,8 gha).
Já o mapa da pegada ecológica total muda de figura, pois é preciso multiplicar a pegada per capita pela população. Observa-se que a Índia tem uma pegada ecológica per capita muito baixa, mas como tem uma população muito grande (que deve ultrapassar a China e se tornar o país mais populoso do mundo a partir de 2025) a Pegada Ecológica total é enorme. Não por coincidência, são os 3 países mais populosos do mundo (China, Índia e EUA) que possuem as pegadas ecológicas totais mais elevadas.
China = 1,4 bilhão de habitantes, com pegada ecológica per capita de 3,4 gha. A pegada ecológica total era de 4,8 bilhões de gha. A biocapacidade per capita chinesa era de 0,9 gha em 2012. O déficit ambiental era de 260%.
Índia = 1,24 bilhão de habitantes, com pegada ecológica per capita de 1,2 gha. A pegada ecológica total era de 1,4 bilhão de gha. A biocapacidade per capita chinesa era de 0,5 gha em 2012. O déficit ambiental era de 160%.
Estados Unidos = 318 milhões de habitantes, com pegada ecológica per capita de 8,2 gha. A pegada ecológica total era de 2,6 bilhões de gha. A biocapacidade per capita chinesa era de 3,8 gha em 2012. O déficit ambiental era de 120%.
Nota-se que o déficit ambiental total dos EUA é menor do que o da China. E a diferença fundamental é o tamanho da população. A China tinha em 2012 a maior população do mundo e uma pegada ecológica média. O resultado é a utilização de 4,8 bilhões de hectares globais, utilizando 39% da biocapacidade total do Planeta. Os Estados Unidos (EUA) tinham uma população bem menor do que a China, mas uma pegada ecológica per capita muito alta. O impacto global dos EUA era de 2,6 bilhões de gha, representando 21% da biocapacidade total do mundo. A Índia tinha em 2012 a segunda maior população do planeta, mas uma pegada ecológica per capita bem abaixo da média mundial. O resultado é uma pegada ecológica global de 1,4 bilhão de gha, representando 12% da biocapacidade total da Terra.
Para que o mundo saia do vermelho do déficit ambiental e passe para o verde do superávit ambiental será preciso diminuir a pegada ecológica (consumo), ou a população ou os dois ao mesmo tempo. O que não dá é para continuar sobrecarregando o Planeta com o crescimento demoeconômico e a ampliação do déficit ambiental. O caminho atual leva ao abismo e, como diria Cartola: “Abismo que cavaste com os teus pés”. (ecodebate)

Inovações tecnológicas e meio ambiente

Site de inovação tecnológica explana algumas inovações que estão obtendo sucesso e reconhecimento. Inventos e inovações tecnológicas voltadas a melhorar a vida do ser humano em seu meio ambiente, nem sempre apresentam resultados satisfatórios.
Mas, para a alegria dos cientistas e pesquisadores, algumas inovações são, simplesmente, geniais e se mostram extremamente úteis para o planeta. Alguns dessas tecnologias são capazes até de proteger o meio ambiente e salvar os recursos naturais da Terra da completa extinção, devido ao uso sem controle.
Dentre todos os países africanos, a Etiópia é que região com menos acesso a água potável. Foi para ajudar esse povo que as torres warka, como são conhecidas, foram inventadas. Elas, que são consideradas alternativas eficientes e baratas para sanar a falta de água no país, transformam o orvalho em água potável.
Outra iniciativa são as chamadas torres de energia. Esses inventos foram criados com a intenção de produzir energia limpa, sem agressões ao meio ambiente. Essas torres de energia, aliás, são feitas para arrefecer o ar na parte superior e fazê-lo descer, para ser transformado.
Para isso, os cientistas borrifam água no topo das torres, imitando a chuva e fazendo quem que o ar esfrie, assim que a água evapora. Como o ar resfriado fica mais pesado que o ar quente, ele vai em velocidades muito altas. É assim que a força dos ventos, nas turbinas verticais, na base da torre, proporcionam a produção de eletricidade.
Conforme seus criadores, essas torres seriam incrivelmente altas, com cerca de mil metros de altura, três vezes maiores que o “Empire State Building”, um dos mais altos edifícios dos Estados Unidos.
Mas, com relação aos custos de instalação e de manutenção, essas estruturas seriam muito baratas e seriam capazes de trabalhar com eficiência especialmente em lugares quentes e secos.
Além disso, essas torres podem ser consideradas autossuficientes, já que precisam apenas do vento para funcionarem e de uma pequena fonte de água (mesmo que não seja potável) por perto.
Os refrigeradores ou geladeiras que todo mundo tem em casa, por mais econômicos que possam ser, ainda representam uma grande porcentagem de nossa fatura de energia elétrica, no final do mês. Aliás, é a forma de funcionamento desses equipamentos domésticos, quase nada modificada nas últimas décadas, que faz com que consumam tanta energia.
O bio-refrigerador ou a geladeira do futuro foi criada em 2010, por um jovem cientista russo, chamado Yuriy Dmitriev. Segundo o projeto, cujo protótipo foi desenvolvido pela Electrolux, ao invés de uma caixa padrão cheia de ar frio, a inovação coloca a comida em um gel de biopolímero, capaz de absorver o calor dos alimentos e expeli-lo, criando também uma luz.
O refrigerador não tem motor e até 90% de seu volume pode ser usado para armazenamento de alimentos. Segundo os responsáveis pelo desenvolvimento da invenção, ela poderia vir em várias formas e tamanhos, porque não tem portas ou gavetas, sendo possível até mesmo montá-la no teto.
Mas, tudo isso não passa de um protótipo ainda, uma vez que esse novo estilo de geladeiras não tem nem previsão para ser lançada no mercado.
Mais de 50 milhões de minas terrestres continuam desaparecidas em países como Angola, Camboja, Afeganistão, Iraque e Moçambique. As pessoas continuam a perder, regularmente, seus membros ou até mesmo suas vidas nesses assassinos escondidos.
O pior de tudo é que desarmar uma mina que seja, se trata de uma operação extremamente cara, orçada atualmente em cerca de US$ 1.200.
Considerando somente o trabalho que precisa ser feito em Angola, país que conta mais de 20 milhões desses artifícios militares enterrados, o total necessário para livrar a nação dessa terrível armadilha poderia sair por mais 24 bilhões de dólares.
Para reduzir esses gastos e salvar vidas, o designer e ex-refugiado afegão, Massoud Hassani, construiu um novo dispositivo de detonação de baixo custo. Pesando cerca de 70 quilos, a invenção é forte o suficiente para explodir uma mina, mas é também leve o suficiente pra ser movido somente pelo vento.
Feito de bambu e plástico biodegradável, esse dispositivo pode detonar três ou quatro minas antes de ser completamente destruídos e o curso de sua produção é extremamente baixo, não passando de 40 dólares.
E o detonador conta também com um sistema de GPS, capaz de rastrear e indicar onde uma detonação ocorreu. Esse último detalhe, aliás, ajudaria bastante os responsáveis a mapear as áreas livres de minas e as que contam com esse apetrecho militar.
Mas, o projeto ainda está em fase inicial de desenvolvimento e ainda apresenta desvantagens. Alguns dispositivos, por exemplo, não foram capazes de explodir todas as minas sobre as quais passaram, especialmente depois de já terem detonado um artefato anteriormente.
Além disso, é preciso aprimorar a movimentação do invento, já que o vento não é capaz de levá-lo inclinação acima em terrenos desnivelados ou de movimentá-lo em áreas densamente arborizadas.
O aerogel é um material sólido feito de gel de sílica por um processo de remoção de todo o líquido, mas deixando intacta sua estrutura molecular. Ele é composto de até 99,98% de ar, o que torna esse material extremamente leve, mas também muito frágil.
Pode armazenar até 4 mil vezes o seu próprio peso, apesar de poder ser quebrado facilmente, apenas o dobrando.
Atualmente, a utilização do aerogel se resume na exploração do espaço, servindo como isolante de naves espaciais.
Mas o aerogel, também conhecido como “fumaça congelada”, poderia nos livrar, de forma significativa, das consequências do aquecimento global, já que ele é principalmente feito de ar e se trata de um excelente isolante. Segundo estudos, esse material pode manter o calor dentro ou fora de nossas casas, sem consumir ou poluir nossos recursos naturais.
Outra inovação são as árvores que brilham. Cientistas do mundo inteiro estão trabalhando para dar as habilidades de animais como águas-vivas e vaga-lumes às plantas, criando árvores que brilham no escuro.
O objetivo por trás dessa experiência, além de ser incrível e muito romântico, é substituir as lâmpadas de rua nas cidades. Isso porque vastas somas de dinheiro e grandes quantidades de combustível são gastos a cada noite na iluminação pública, o que poderia ser reduzido ou cortado dos gastos públicos, já que a luz natural seria autossuficiente e produzida em enormes quantidades.
A Universidade Estadual de Nova York está tentando emendar genes de bactérias bioluminescentes em cloroplastos das plantas, que são corpos em células de plantas que absorvem a energia da luz solar. Até agora, o projeto foi bem-sucedido com as plantas menores.
O fogão solar é um dispositivo barato e ecológico capaz de concentrar os raios do sol em um local, usando espelhos ou metais reflexivos. A invenção leva gasta apenas 10% ou 15% a mais de tempo para deixar a comida pronta, em comparação com um forno comum, mas prepara tudo com absolutamente nenhum combustível.
Nos países em desenvolvimento, onde muitas pessoas não têm acesso ao mais básico dos recursos para ter uma vida digna, um forno autossuficiente – como esse, feito a partir do calor solar valeria muito.
Além disso, o uso dessa inovação aliviaria também a grande demanda de madeira em áreas que lutam com o desmatamento e desertificação, já que muitas famílias pelo mundo ainda precisam da lenha para aquecer e cozinhar as refeições.
Finalmente, o principal problema com as fontes de energia renováveis, como turbinas eólicas e painéis solares; é que elas exigem grandes quantidades de espaço para “cultivar” corretamente a eletricidade.
Elas também afetam a beleza natural da paisagem: um par de turbinas eólicas em cima de um campo verde, com montanhas nevadas ao fundo, por exemplo; não costuma ser algo muito agradável e sereno, o que faz com que as pessoas rotineiramente rejeitem esse tipo de projeto em suas regiões.
Assim, a resposta da ciência a esse problema pode ter sia alcançada e consiste em colocar essas torres e turbinas em superfícies flutuantes, longe da costa.
No concurso de design de 2014, chamado “Iniciativa Generator Land Art (LAGI)”, o artista Felix Cheong apresentou sua própria visão sobre essa alternativa. Sua ideia de construir plataformas oscilantes, que flutuam sobre o mar e aproveitam o poder do vento através de suas velas finas; foi simplesmente um sucesso.
Conforme o projeto do pesquisador, essas plataformas também são construídas para absorver energia das marés e para aproveitar a força do caminhar de pessoas sobre sua superfície. (ecodebate)

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