segunda-feira, 23 de junho de 2025

Clientes podem zerar a conta de energia reciclando resíduos sólidos

Projeto Vale - Luz já beneficiou clientes nas áreas da concessão da companhia no Nordeste, Centro Oeste e Sudeste.

Cliente da Neoenergia em Pernambuco, por exemplo, não paga a conta de energia há oito anos ao trocar resíduos sólidos recicláveis por descontos na fatura.
Na Semana Mundial da Energia, a atitude de uma pernambucana chama a atenção como exemplo de sustentabilidade e economia de energia. Há oito anos, a dona de casa Maria José de Assis, de 59 anos, não paga a conta de luz. O segredo? Simples: ela separa os resíduos sólidos recicláveis e a troca por descontos na fatura através do Projeto Vale Luz, do Programa de Eficiência Energética da Neoenergia, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Por mês, a partir da coleta seletiva, Maria José economiza cerca de R$ 200 que seriam destinados ao pagamento da luz.  Desde que foi implementado pela Neoenergia há 17 anos, o Projeto Vale Luz repassou mais de R$ 5,4 milhões em descontos na conta de energia de aproximadamente 75 mil clientes em quatro estados e no Distrito Federal.

“Eu junto tudo direitinho e efetuo a troca na tenda do Projeto Vale Luz toda segunda-feira. Tem mês que eu vou cinco vezes, outros quatro. Desde que o projeto começou aqui na comunidade, eu participo. É um benefício muito grande, uma economia de dinheiro e de energia”, destaca Maria José, moradora do Córrego do Genipapo, no Recife. Ela é um dos exemplos dos clientes da Neoenergia, distribuídos em Pernambuco (Neoenergia Pernambuco), Rio Grande do Norte (Neoenergia Cosern), Distrito Federal (Neoenergia Brasília), São Paulo (Neoenergia Elektro) e na Bahia (Neoenergia Coelba), que recebem descontos na conta de energia a partir do Projeto Vale Luz.

Através do Projeto Vale Luz, a companhia incentiva a adoção da coletiva seletiva como uma prática cotidiana. Essa iniciativa proporciona economia de energia elétrica, pois, ao reciclar materiais, evita-se a necessidade de produzir novos produtos a partir de matéria-prima bruta, que demanda muito mais energia. Além disso, a prática auxilia na redução da emissão de gases poluentes na atmosfera, colabora para a preservação dos ecossistemas e ainda ajuda no orçamento mensal dos clientes participantes. Implementado em 2008 de maneira pioneira no setor elétrico pela Neoenergia, o Projeto Vale Luz consiste na troca de resíduos sólidos recicláveis por descontos na fatura de energia.

“Iremos celebrar, neste 29 de maio, o Dia Mundial da Reciclagem, e não poderíamos deixar de enaltecer os resultados alcançados ao longo de quase duas décadas com as ações do Projeto Vale Luz, da Neoenergia. Foram quase 13 mil toneladas de resíduos sólidos coletadas pelas distribuidoras da Neoenergia desde 2008 e transformadas em benefício direto nas contas de energia de mais de 74 mil clientes em quatro estados brasileiros mais o Distrito Federal. Esses números reforçam nosso compromisso em contribuir para a sustentabilidade e economia de energia em nossas áreas de concessão e gerar um movimento de mudanças positivas de atitudes em prol do meio ambiente”, destaca Ana Christina Mascarenhas, superintendente do Programa de Eficiência Energética da Neoenergia.
Descontos na conta de energia

As distribuidoras do grupo no Nordeste (Neoenergia Coelba (BA), Neoenergia Pernambuco (PE) e Neoenergia Cosern (RN) foram as primeiras a implementarem o Vale Luz. A partir de 2023, a Neoenergia Elektro (SP/MS) e a Neoenergia Brasília (DF) também passaram a oferecer o serviço aos clientes. O projeto é sustentando por três pilares de trabalho: o econômico, com descontos na conta de energia dos clientes; o ambiental, pois evita o descarte incorreto dos resíduos; e o de eficiência energética, pois o processo de reciclagem consome muito menos energia do que o tradicional. 

Ao longo dos últimos 17 anos, os descontos foram concedidos a 47.298 clientes na Bahia através da Neoenergia Coelba, num montante de R$ 2,5 milhões; a 13.386 clientes em Pernambuco via Neoenergia Pernambuco, somando R$ 2 milhões; no Rio Grande do Norte, pela Neoenergia Cosern, a 12.815 clientes que receberam R$ 790,8 mil em descontos. Desde 2023, no estado de São Paulo, pela Neoenergia Elektro, os descontos concedidos via Projeto Vale Luz já somam R$ 21,6 mil a 679 clientes; e a outros 755 clientes no Distrito Federal, via Neoenergia Brasília, somando R$ 26,5 mil.

Como trocar resíduos sólidos por descontos na conta de energia.

Programa de reciclagem gera desconto na conta de energia.

O Projeto Vale Luz da Neoenergia Cosern, que é regulado pela Aneel, se divide em duas linhas: os pontos fixos e itinerantes das tendas em Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante; e com a Retorna Machine, em quatro pontos de Natal. Todos os meses, o cronograma do projeto é publicado no seguinte endereço: https://www.neoenergia.com/eficiencia-energetica/vale-luz.

Dois novos pontos entraram em funcionamento: a Máquina Retorna Machine no Supermercado Nordestão, em Lagoa Nova; e uma nova tenda itinerante na Home Center Ferreira Costa, em Capim Macio, funcionando todos os sábados das 09h às 15h. Há, também, o Ecoponto no Supermercado Nordestão do Conjunto Santa Catarina, que funciona de segunda-feira a sábado, das 07h às 19h.

Veja onde trocar resíduos sólidos por descontos

Tendas Fixas do Vale Luz

Parnamirim

Dias: Segunda-feira a Sábado (exceto feriados) – Das 8h às 18h (segunda a sexta) e das 8h às 14h (sábado)

Endereço: Av. Pres. Getúlio Vargas, 1010 – Posto Pinheiro Borges

São Gonçalo do Amarante

Dias: Segunda-feira a Sábado (exceto feriados) – Das 7h às 19h (segunda a sábado)

Endereço: Av. Dr. Ruy Pereira dos Santos, 258 – SuperFácil Atacado

Natal

Dias: Segunda-feira a Sábado (exceto feriados) – Das 7h às 19h

Endereço: Estacionamento do Supermercado Nordestão, no Conjunto Santa Catarina, na Av. Dr. João Medeiros Filhos, zona Norte de Natal.

Cadastro de catadores, condomínios e empresas

O Projeto Vale Luz contempla ações voltadas para todos os perfis de consumidores com benefícios específicos para catadores(as) de recicláveis, por exemplo. Essa categoria pode optar pelo recebimento do valor correspondente aos itens coletados por dinheiro. O pagamento é feito via Pix até 48 horas após a entrega e pesagem dos itens no ponto de coleta.

O cadastro dos catadores pode ser feito em um dos pontos de coleta do Vale Luz com RG, CPF, comprovante de residência e dados da conta bancária para fins de registro no projeto. O (a) trabalhador(a) assina uma declaração confirmando o desempenho da atividade.

As empresas e condomínios que desejam aderir ao Projeto Vale Luz devem seguir os passos indicados no link a seguir:

https://www.neoenergia.com/eficiencia-energetica/vale-luz

Materiais aceitos:

Vidro;

Papel e Papelão: jornais, revistas, cadernos e caixas;

Plásticos: PET (embalagens de detergente, garrafas PET e sacolas);

Metal: latas de alumínio (refrigerante, cerveja, suco), latas de aço, latas de produtos alimentícios (leite em pó e conservas), aerossol desodorante, alumínio grosso e ferro;

Óleo Vegetal: óleo de soja, canola, girassol, gergelim, amendoim, milho, coco, algodão e mamona;

Eletrônicos: CPU com placa mãe, televisores, monitores, celulares (sem bateria), impressoras e copiadoras;

Baterias: o material deve estar limpo e seco na hora da troca e serão aceitas apenas baterias de veículos automotivos.

Retorna Machine

As máquinas coletoras são o ponto de partida para o Programa Triciclo de Benefícios, que garante ao cliente, a cada descarte, os tricoins – pontuação que será revertida em créditos na conta de energia. Todo o material descartado deve estar higienizado e constar o código de barras legível. É por meio da leitura desse código que a máquina identifica o material e contabiliza os pontos ao usuário. Aquele que depositar 10 latas de alumínio ou 15 garrafas PET, por exemplo, em qualquer uma das máquinas, receberá a pontuação de 150 tricoins, equivalente a R$1,00, que poderá ser creditado na conta de luz.

Para participar, cada usuário deverá criar uma conta Triciclo que poderá ser gerada através do site cliente.triciclo.eco.br ou pelo aplicativo Triciclo (disponível para IOS e Android nas lojas App Store e Google Play). O cliente poderá descartar até 25 embalagens por dia para converter os tricoins em desconto na conta de energia. Se houver um descarte superior a este número, o material será recolhido e reciclado, mas não contabilizará na pontuação de tricoins.

Os consumidores poderão colocar latas de alumínio e aço, embalagens de plástico e longa vida, e vidro nas máquinas Retornas Machine em qualquer lugar do Brasil e solicitar o resgate dos tricoins por descontos nas contas de energia da Neoenergia Cosern.

A Neoenergia Cosern conta com quatro máquinas automáticas de reciclagem, chamadas de Retorna Machines, que estão dispostas em locais distintos da cidade (veja lista abaixo), aumentando as possibilidades de acesso ao Projeto Vale Luz.

Onde encontrar a Retorna Machine?

Natal Shopping, na Av. Sen Salgado Filho, Candelária – Zona Sul;

Carrefour, na BR-101 (trecho urbano), Candelária – Zona Sul;

Supermercado Favorito, na Av. Eng. Roberto Freire, Capim Macio – Zona Sul;

Supermercado Nordestão, na Av. Sen Salgado Filho x Av. Antônio Basílio, Lagoa Nova – Zona Sul. (Neoenergia)

sábado, 21 de junho de 2025

Tragédia Persistente do Plástico

Guia de Estudo: A Tragédia Persistente do Plástico.
A persistente tragédia do plástico refere-se ao grave problema ambiental causado pela produção e descarte inadequado de plástico, que polui o meio ambiente e ameaça a saúde humana e a biodiversidade. Essa crise é impulsionada pelo uso excessivo e descartável de plásticos, pela falta de sistemas eficazes de reciclagem e pela decomposição lenta do material.

Impactos ambientais:

Poluição dos oceanos:

Milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos anualmente, afetando a vida marinha, causando a morte de animais por ingestão ou emaranhamento.

Acúmulo de microplásticos:

O plástico se decompõe em micropartículas que contaminam solos, água e alimentos, entrando na cadeia alimentar e impactando a saúde humana.

Danos à biodiversidade:

A poluição plástica afeta ecossistemas terrestres e marinhos, comprometendo a sobrevivência de diversas espécies e alterando habitats.

Impactos na saúde humana:

Ingestão de microplásticos:

Estudos apontam que humanos podem consumir plásticos através da alimentação, com consequências ainda desconhecidas para a saúde. 

Exposição a substâncias tóxicas:

O aquecimento de recipientes plásticos pode liberar substâncias nocivas à saúde, como dioxinas e ftalatos, potencialmente cancerígenas.

Risco de doenças:

A ingestão de plástico por animais, como observado em filhotes de cagarra-negra, pode causar neurodegeneração, semelhante a doenças como Alzheimer e Parkinson, alertando para potenciais efeitos em humanos.

Soluções e desafios:

Redução do consumo:

Diminuir o uso de plásticos descartáveis, optar por produtos com menos embalagens e utilizar sacolas reutilizáveis são medidas importantes.

Melhoria da reciclagem:

Implementar sistemas eficientes de coleta e reciclagem, além de desenvolver tecnologias que facilitem a decomposição do plástico.

Inovação e alternativas:

Buscar materiais alternativos ao plástico e investir em pesquisa para desenvolver soluções de reciclagem e biorremediação.

A tragédia persistente do plástico é um problema complexo que exige ações conjuntas em diversas áreas, incluindo a conscientização individual, o desenvolvimento de políticas públicas eficazes e a busca por soluções inovadoras para reduzir a poluição e seus impactos negativos.

Este guia de estudo tem como objetivo auxiliar na revisão do artigo “Lucros que não se decompõem: a tragédia persistente do plástico“, de Reinaldo Dias. Utilize-o para consolidar seu entendimento sobre o tema e se preparar para avaliações.

Artigo destaca a crise da poluição plástica como uma ameaça ambiental grave e persistente, impulsionada por interesses econômicos da indústria petroquímica e de grandes corporações.

Ele explica como a produção global de plástico aumentou exponencialmente e a reciclagem é ineficiente, resultando em milhões de toneladas de resíduos que contaminam oceanos, ecossistemas e até mesmo a água potável e o corpo humano.

O artigo também ressalta a resistência de países produtores de petróleo e multinacionais a um tratado global juridicamente vinculativo e a importância de alternativas sustentáveis e políticas públicas eficazes para enfrentar o problema.

Tópicos Chave para Revisão:

• Plástico como símbolo da era do descartável: Entender por que o plástico se tornou o principal símbolo da crise ambiental atual e da cultura do descarte.

• Interesses econômicos e a poluição plástica: Analisar o papel da indústria petroquímica e de grandes corporações na perpetuação da crise plástica e na resistência a soluções.

• Crescimento da produção e consumo de plásticos: Compreender a escala da produção global de plástico, as projeções futuras e a contribuição de grandes multinacionais para a poluição.

• Limitações da reciclagem: Identificar os desafios técnicos e econômicos que limitam a eficácia da reciclagem em larga escala e por que ela não é a única solução para a crise.

• Impactos ambientais do plástico: Detalhar os efeitos da poluição plástica nos ecossistemas marinhos, na vida selvagem (ex: cagarra-negra) e a onipresença de micro e nanoplásticos.

• Impactos na saúde humana: Discutir a presença de micro e nanoplásticos em alimentos, água potável e no corpo humano, e as potenciais consequências para a saúde (doenças cardiovasculares, inflamações, danos celulares).

• Impactos na segurança alimentar: Analisar como a poluição por microplásticos afeta a fotossíntese de plantas e algas, impactando a produção de alimentos e a pesca.

• O Tratado Global sobre Plásticos: Entender a origem, os objetivos e as dificuldades nas negociações para um tratado internacional juridicamente vinculante.

• Entraves internacionais e resistência: Identificar os principais atores (países produtores de petróleo, indústria petroquímica) que resistem ao tratado e as estratégias utilizadas (lobby, greenwashing, manipulação da opinião pública).

• Retrocessos políticos: Citar exemplos de políticas que enfraqueceram a luta contra a poluição plástica.

• Alternativas sustentáveis e políticas públicas: Explorar as propostas para a transição para materiais mais sustentáveis, a importância da economia circular e o papel das políticas públicas nacionais (ex: Projeto de Lei 2524/2022) e do engajamento da sociedade civil.

• A necessidade de uma abordagem global e urgente: Compreender a importância de acordos internacionais juridicamente vinculantes e investimentos na economia circular para enfrentar a crise plástica.

Questionário:

1. Por que o plástico é considerado o símbolo mais perverso da era do descartável, de acordo com o artigo?

2. Qual é o volume anual aproximado de plástico produzido globalmente e qual a projeção alarmante para as próximas décadas?

3. Quais são as seis empresas citadas no estudo de 2024 como responsáveis por um quarto da poluição plástica global identificada?

4. Como a indústria petroquímica tem reagido ao avanço das energias renováveis e veículos elétricos, de acordo com o texto?

5. Qual o objetivo do Tratado Global sobre Plásticos e qual o prazo inicial para a conclusão das negociações?

6. Quais foram as mudanças notáveis nos compromissos ambientais da Coca-Cola, citadas no artigo, durante as negociações do Tratado Global de Plásticos em 2024?

7. Como a ingestão de plásticos tem afetado os filhotes de cagarra-negra (Puffinus griséus), de acordo com o estudo mencionado?

8. Onde micro e nanoplásticos estão sendo detectados, além dos oceanos, e quais são as potenciais ameaças à saúde humana?

9. Qual a estimativa de quantidade de microplásticos detectáveis encontrada em um litro de água engarrafada, segundo a pesquisa da Universidade de Columbia?

10. Qual a taxa aproximada de reciclagem de plástico no Brasil e no mundo, e quais fatores dificultam a reciclagem em larga escala?

Questões em Formato de Ensaio:

As questões a seguir buscam ir além da memorização de informações. A proposta é incentivar uma análise mais crítica sobre como as questões ambientais estão diretamente ligadas a interesses econômicos, decisões políticas e modelos de produção e consumo. Reflita sobre como essas dimensões se cruzam e afetam a busca por soluções reais para a crise da poluição plástica

1. Analise criticamente o papel dos interesses econômicos da indústria petroquímica e de grandes corporações na perpetuação da crise da poluição plástica, com base nos argumentos apresentados no artigo.

2. Discuta os múltiplos impactos da poluição plástica no meio ambiente e na vida selvagem, utilizando exemplos específicos mencionados no texto para ilustrar a gravidade do problema.

3. Explique como a presença de micro e nanoplásticos afeta a saúde humana e a segurança alimentar global, descrevendo os estudos e achados apresentados no artigo.

4. Avalie as limitações e desafios da reciclagem como solução para a crise plástica, contrastando a taxa de reciclagem global e brasileira com a produção de plástico e a geração de resíduos.

5. Com base no artigo, discuta a importância de um Tratado Global sobre Plásticos juridicamente vinculante e analise os principais entraves internacionais e a resistência enfrentada em suas negociações.

Glossário de Termos-Chave:

• Poluição Plástica: Acúmulo de resíduos plásticos no meio ambiente, causando danos a ecossistemas, vida selvagem e, potencialmente, à saúde humana.

• Era do Descartável: Período caracterizado pela produção e consumo massivos de produtos de uso único, projetados para serem descartados após o uso.

• Lobbies: Grupos de interesse que buscam influenciar a tomada de decisões políticas e regulatórias em benefício próprio.

• Combustíveis Fósseis: Fontes de energia não renovável, como petróleo, carvão e gás natural, que são a base da produção de plástico.

• Multinacionais: Grandes corporações que operam em diversos países.

• Pegada Ambiental: O impacto total de um indivíduo, organização ou produto no meio ambiente.

• Indústria Petroquímica: Setor da indústria que utiliza derivados de petróleo e gás natural para produzir produtos químicos, incluindo plásticos.

• Polímeros: Moléculas grandes e complexas que formam a base dos plásticos.

• Tratado Global sobre Plásticos: Instrumento internacional juridicamente vinculante em negociação para combater a poluição plástica.

• Comitê de Negociação Intergovernamental (INC): Órgão responsável pela formulação do Tratado Global sobre Plásticos.

• Juridicamente Vinculante: Que possui força legal e obriga os signatários a cumprir suas disposições.

• Padrões de Consumo: Os hábitos e escolhas da população em relação à compra e uso de produtos.

• Inovação Tecnológica: Desenvolvimento de novas tecnologias e processos.

• Engajamento de Setores Público e Privado: Colaboração entre governos, empresas e outras organizações.

• Greenwashing: Prática de marketing que busca apresentar uma imagem ambientalmente responsável sem mudanças substanciais nas práticas.

• Biodiversidade Marinha: A variedade de vida nos oceanos.

• Microplásticos: Fragmentos plásticos menores que 5 milímetros de diâmetro.

• Nanoplásticos: Fragmentos plásticos ainda menores que os microplásticos, invisíveis a olho nu.

• Neurodegeneração: Deterioração progressiva das células nervosas.

• Biomarcadores: Substâncias ou estruturas que indicam a presença de uma condição biológica ou doença.

• Insegurança Alimentar: Situação em que as pessoas não têm acesso físico, social e econômico a alimentos suficientes, seguros e nutritivos.

• Fotossíntese: Processo pelo qual plantas e outros organismos convertem a energia da luz em energia química.

• Aterros Sanitários: Locais destinados ao descarte final de resíduos.

• Aliança para Acabar com o Lixo Plástico (AEPW): Iniciativa formada por empresas da indústria petroquímica e de bens de consumo.

• Associação Nacional de Recursos de Contêineres de PET (NAPCOR): Associação da indústria de embalagens plásticas.

• Influenciadores Digitais: Pessoas com um grande número de seguidores em redes sociais que promovem produtos ou mensagens.

• Transição Gradual: Mudança progressiva de um estado para outro.

• Bioeconomia: Modelo econômico que utiliza recursos biológicos renováveis para produzir bens e serviços.

• Economia Circular: Modelo econômico que busca maximizar o uso de recursos, mantendo produtos e materiais em ciclo o maior tempo possível.

• Projeto de Lei: Proposta de lei em análise no poder legislativo.

• Educação Ambiental: Processo que visa formar indivíduos conscientes e engajados com a proteção do meio ambiente.
Gabarito do Questionário:

1. O plástico se tornou o símbolo mais perverso da era do descartável devido à sua persistência no meio ambiente, demorando centenas de anos para se decompor, e por representar a lógica do consumo rápido e descarte irresponsável.

2. Atualmente, cerca de 460 milhões de toneladas de plástico são produzidas anualmente, com projeções alarmantes da OCDE indicando que esse volume poderá triplicar até 2060 se políticas globais rigorosas não forem implementadas.

3. As seis empresas citadas como responsáveis por um quarto da poluição plástica global identificada são Coca-Cola, PepsiCo, Danone, Nestlé, Altria e Philip Morris International.

4. Diante da redução do consumo de combustíveis fósseis devido ao avanço das energias renováveis e veículos elétricos, a indústria petroquímica tem direcionado seus investimentos agressivamente para a produção de plásticos como alternativa econômica.

5. O objetivo do Tratado Global sobre Plásticos é eliminar a poluição plástica até 2040 por meio de um instrumento internacional juridicamente vinculante. O prazo inicial para a conclusão das negociações era o final de 2024, mas foi estendido.

6. A Coca-Cola removeu de seu site a meta de garantir que 25% de suas bebidas fossem vendidas em embalagens reutilizáveis até 2030 e reduziu suas metas de conteúdo reciclado nas embalagens para 35-40% até 2035, adiando também metas de coleta.

7. A ingestão de plásticos está causando danos cerebrais em filhotes de cagarra-negra, semelhantes às doenças de Alzheimer e Parkinson em humanos, além de neurodegeneração, deterioração do estômago e ruptura celular, comprometendo a sobrevivência.

8. Micro e nanoplásticos estão sendo detectados em alimentos, água potável (inclusive engarrafada), ar e até mesmo no corpo humano, sendo associados a inflamações, doenças cardiovasculares e danos celulares, representando uma ameaça à saúde pública.

9. Segundo a pesquisa da Universidade de Columbia, um litro de água engarrafada pode conter, em média, 240.000 fragmentos de plástico detectáveis, sendo 90% deles nanoplásticos.

10. A taxa de reciclagem de plástico no Brasil é de pouco mais de 1%, enquanto globalmente é de apenas 9%. Dificuldades técnicas e econômicas, especialmente para plásticos complexos, limitam a reciclagem em larga escala. (ecodebate)

quinta-feira, 19 de junho de 2025

Microplásticos contaminam o solo agrícola e chegam aos alimentos

Microplásticos contaminam o solo agrícola e podem chegar aos alimentos que consumimos. Essa contaminação é um problema crescente, com impactos potenciais na saúde humana e no meio ambiente.

Onde os microplásticos são encontrados na agricultura:

Solo:

Microplásticos são encontrados em solos agrícolas devido ao uso de fertilizantes, lodo de esgoto, resíduos de culturas e até mesmo pela deposição atmosférica.

Alimentos:

A contaminação do solo pode levar à absorção de microplásticos pelas plantas, que acabam sendo consumidas por nós. Além disso, alimentos podem ser contaminados durante o processamento e embalagem.

Água:

A poluição por microplásticos também afeta a água utilizada na agricultura, contaminando ainda mais os alimentos.

Impactos da contaminação por microplásticos:

Saúde humana:

Microplásticos podem ser ingeridos e acumulados em órgãos, com potenciais efeitos negativos à saúde. Estudos preliminares sugerem relação com inflamações e danos celulares, mas mais pesquisas são necessárias para entender os impactos a longo prazo.

Meio ambiente:

A contaminação do solo afeta a qualidade do solo, a dinâmica de nutrientes e o crescimento das plantas.

Medidas para reduzir a contaminação:

Redução do uso de plástico:

Diminuir a quantidade de plástico descartado e promover o uso de materiais alternativos é fundamental.

Melhoria do tratamento de efluentes:

Tratamentos mais eficientes de esgoto podem reduzir a quantidade de microplásticos em lodos usados como fertilizantes.

Pesquisa e conscientização:

Mais estudos sobre os impactos dos microplásticos e conscientização sobre o problema são necessários para promover mudanças de comportamento e políticas públicas.

Estudo da Universidade Murdoch revela que solos agrícolas contêm 23 vezes mais microplásticos que os oceanos, criando risco silencioso para a saúde humana

Uma revisão da Universidade Murdoch destacou que os solos agrícolas agora contêm cerca de 23 vezes mais microplásticos do que os oceanos. Entre as revelações da avaliação abrangente está a de que os plásticos presentes no solo podem estar expostos a até 10.000 aditivos químicos, a maioria dos quais não regulamentados na agricultura.

“Esses microplásticos estão transformando terras produtoras de alimentos em um sumidouro de plástico”, disse o candidato a doutorado Joseph Boctor, que liderou o estudo agora publicado na Environmental Sciences Europe.

Tanto microplásticos quanto nanoplásticos já foram encontrados em plantações de alface, trigo e cenoura. Isso acontece por diversos meios, desde cobertura plástica, fertilizantes e até mesmo por meio de lançamentos de nuvens.

Isso é particularmente preocupante quando combinado com descobertas desses plásticos nos pulmões, cérebro, coração, sangue e até mesmo na placenta humanos.

“E ser livre de BPA não significa ser isento de riscos”, disse Boctor. “Produtos químicos substitutos, como BPF e BPS, apresentam atividade de desregulação endócrina comparável ou superior”.

O desafio é que as regulamentações são mais lentas que a ciência e a indústria é mais rápida que ambas.

Além disso, a avaliação da toxicidade dos aditivos é frequentemente negligenciada, disse Boctor, devido à falta de transparência na indústria do plástico e ao grande número de aditivos produzidos.

“Isso torna a crise do plástico descontrolada e a saúde humana exposta”, disse ele. “Esta revisão tenta trazer esse perigo crescente para longe dos holofotes e lançar uma luz sobre os reguladores”.

Além dos desreguladores endócrinos, a revisão identificou outros aditivos no solo, como ftalatos (ligados a problemas reprodutivos) e PBDEs (retardadores de chamas neurotóxicos).

Esses aditivos têm sido associados a doenças neurodegenerativas, aumento dos riscos de derrame e ataque cardíaco e morte precoce.

“Essas não são possibilidades distantes — elas estão se desenvolvendo dentro de sistemas biológicos — silenciosa e sistematicamente”, disse Boctor.

Para enfrentar essa crise, Boctor está trabalhando com seus colegas no Bioplastics Innovation Hub para criar um tipo de plástico que não seja apenas seguro, mas também se decomponha no solo, na terra e na água, sem deixar nenhum legado.

Uma inovação atualmente em desenvolvimento é o Projeto Smart Sprays, que demonstrará e testará um spray não tóxico à base de bioplástico para solo, que forma uma barreira de água para coletar água da chuva e reduzir a evaporação, podendo ser facilmente aplicado com equipamentos agrícolas existentes.

A esperança é que, por meio do trabalho do Hub, eles introduzam um plástico verde no mercado que minimize e, eventualmente, anule a necessidade de produção de plástico não sustentável em todo o mundo.

“Esta revisão destaca a necessidade urgente de esforços científicos e regulatórios coordenados”, disse Boctor. “Reguladores, cientistas e indústria devem colaborar para fechar as brechas antes que a poluição plástica se fixe ainda mais na cadeia alimentar global”.

Visualização das várias vias de entrada de microplásticos (MPs), nanoplásticos (NPs) e aditivos para o corpo humano. Juntamente com os impactos negativos desses contaminantes e seus mecanismos impactados. (ecodebate)

terça-feira, 17 de junho de 2025

Eventos combinados de calor, poluição e lixo são mortais

Eventos combinados de calor, poluição e lixo são mortais, especialmente no Sul Global.
Ano após ano o planeta TERRA está muito mais quente, cada ano que entra o mundo tem uma grande preocupação sobre clima extremo.

Eventos climáticos extremos não são únicos, é apenas um sinal do que está por vir.

Sim, eventos combinados de calor e poluição podem ser extremamente perigosos e aumentar significativamente o risco de morte. Essa combinação afeta especialmente o Sul Global, onde as pessoas são mais vulneráveis aos impactos de ambos os fenômenos.

Impactos na Saúde:

A combinação de calor extremo e poluição do ar pode levar a problemas respiratórios, doenças cardiovasculares e até mesmo declínio cognitivo.

O risco de morte em dias com altas temperaturas e alta poluição pode ser até três vezes maior do que quando esses eventos ocorrem separadamente, informam cientistas do Fast Company Brasil.

O calor excessivo pode prejudicar a capacidade do corpo de regular a temperatura, enquanto a poluição do ar pode agravar condições respiratórias preexistentes.

A poluição do ar por partículas finas (PM2.5) contribui para problemas respiratórios, doenças cardiovasculares e até mesmo declínio cognitivo.

Os impactos na saúde da combinação aquecimento global e poluição

O calor intenso e a poluição do ar prejudicam muito a saúde. Mas, quando ocorrem juntos, os efeitos são extremos e catastróficos.

Impactos no Sul Global:

O Sul Global, que inclui muitas regiões em desenvolvimento, é particularmente vulnerável a esses eventos combinados devido à sua maior exposição à poluição e à infraestrutura menos resiliente a altas temperaturas, de acordo com o site Sustentix.

As taxas de mortalidade por calor e poluição são mais altas nessas regiões, onde a infraestrutura muitas vezes não está preparada para lidar com eventos climáticos extremos.

Medidas Preventivas e Soluções:

É crucial reduzir as emissões de gases de efeito estufa para mitigar as mudanças climáticas e suas consequências, segundo a CNN Brasil.

Melhorar a infraestrutura urbana para lidar com temperaturas extremas e a qualidade do ar é fundamental.

A conscientização pública sobre os riscos e a adoção de medidas de proteção individual, como evitar atividades físicas intensas em dias quentes e usar máscaras de proteção em áreas poluídas, podem ajudar a reduzir os impactos.

Pesquisadores descobriram que a combinação de ondas de calor e alta poluição por PM 2,5 levou a quase 700.000 mortes prematuras nos últimos 30 anos – a maioria das quais ocorreu no Sul Global.

Pequenas partículas (PM 2.5) na poluição do ar aumentam os riscos de problemas respiratórios, doenças cardiovasculares e até mesmo declínio cognitivo.

As ondas de calor, que ocorrem com mais frequência com a mudança climática, podem causar insolação e exacerbar condições como asma e diabetes. Quando o calor e a poluição coincidem, eles podem criar uma combinação mortal.

Estudos existentes sobre episódios quentes e poluídos (HPEs) muitas vezes se concentraram em ambientes urbanos locais, de modo que suas descobertas não são necessariamente representativas dos HPEs em todo o mundo.

Para entender melhor a mortalidade prematura associada à exposição à poluição durante os HPEs em múltiplas escalas e configurações, Huang et al. analisaram um registro global de níveis climáticos e PM 2,5 de 1990 a 2019.

A equipe usou dados da análise retrospectiva de Modern-Era para Pesquisa e Aplicações, Versão 2 (MERRA-2), que incluiu medições de concentração horária de PM 2,5 na forma de poeira, sal marinho, carbono negro, carbono orgânico e partículas de sulfato.

As temperaturas máximas diárias foram obtidas através de dados de satélite do ERA5 (a análise atmosférica do Centro Europeu de Previsão do Tempo de Médio Alcance de Quinta Geração).

Os pesquisadores também realizaram uma meta-análise da literatura de saúde, identificando pesquisas relevantes usando os termos de pesquisa “PM 2.52,5”, “alta temperatura”, “ondas de calor” e “mortalidade por todas as causas” nos bancos de dados PubMed, Scopus e Web of Science. Em seguida, eles realizaram uma análise estatística para estimar eventos de mortalidade prematura associados ao PM 2,5 durante os HPEs.

Eles descobriram que tanto a frequência de HPEs quanto os níveis máximos de PM 2,5 durante os HPEs aumentaram significativamente nos últimos 30 anos.

A equipe estimou que a exposição ao PM 2.5 durante os HPEs causou 693.440 mortes prematuras em todo o mundo entre 1990 e 2019, 80% das quais ocorreram no Sul Global.

Com uma estimativa de 142.765 mortes, a índia teve o maior fardo de mortalidade, superando o total combinado da China e da Nigéria, que tiveram o segundo e terceiro mais altos encargos. Os Estados Unidos foram os mais vulneráveis dos países do Norte Global, com uma estimativa de 32.227 mortes.

O trabalho também revelou que a poluição PM 2.5 durante os HPEs tem aumentado constantemente no Norte Global, apesar de vários anos de esforços de controle de emissões, e que a frequência de HPEs no Norte Global ultrapassou a do Sul Global em 2010.

Poluição e calor geram catástrofes anunciadas

Os pesquisadores apontam que o estudo mostra a importância da colaboração global nas políticas de mudança climática e mitigação da poluição para abordar as desigualdades ambientais. (ecodebate)

domingo, 15 de junho de 2025

6 informações chocantes sobre o plástico no meio ambiente

Saiba como pequenas ações do dia a dia podem contribuir para reduzir a poluição desse material na natureza.
O plástico é um material cada vez mais presente na nossa rotina.

Você conhece os impactos dos objetos de plástico no meio ambiente?

O plástico está tão presente no nosso dia a dia que raramente paramos para pensar no quanto ele prejudica a natureza.

Saiba que os efeitos dele podem ser muito piores do que imaginamos!

Por isso, em 2018, a ONU (Organização das Nações Unidas) iniciou um movimento de conscientização global.

Segundo a organização, a poluição causada pelo descarte de objetos de plástico é um dos grandes desafios da atualidade.

A primeira providência é alertar as pessoas sobre a gravidade do problema. Assim, selecionamos seis informações chocantes sobre o assunto com base em um estudo publicado pela renomada revista científica norte-americana Science.

Anualmente, 8 milhões de toneladas de plástico são descartados em nossos oceanos.

1. O plástico pode levar mais de 400 anos para se decompor

Como boa parte do lixo produzido pelas pessoas demora muito para se decompor e não é destinado para reciclagem, o mundo vive hoje a falta de espaço em aterros sanitários.

Com isso, proliferam-se os lixões a céu aberto, contaminando a água dos rios e lençóis freáticos, o que compromete a nossa saúde.

Um levantamento da Abrelpe (Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública) realizado em 2017 mostra que o Brasil possui quase 3 mil lixões ou aterros irregulares - o que impacta a qualidade de vida de 77 milhões de brasileiros.

Em algumas regiões, a situação é alarmante. No estado de Alagoas, por exemplo, 95% do lixo produzido pela população é abandonado em áreas inadequadas.

O plástico no meio ambiente também pode dificultar a decomposição de outros resíduos, reforçando ainda mais a superlotação dos aterros sanitários.

2. Até 2050, haverá mais plástico nos oceanos do que peixes

Plásticos cada vez mais presentes na vida marinha

A superlotação de aterros também produz outro fenômeno: o "depósito" de lixo no mar.

Aproximadamente 8 milhões de toneladas de plástico são descartados em nossos oceanos anualmente, desequilibrando o ecossistema marinho de várias formas, como:

• O plástico degrada-se em partículas menores, que são ingeridas por peixes e outros animais e aves marinhas. Sem capacidade de digestão, eles morrem de forma lenta e dolorosa.

• Em grande quantidade no mar, o plástico impede a penetração de oxigênio nos sedimentos, comprometendo também o ciclo bioquímico da flora marinha.

3. O plástico é responsável pela morte de 100 mil animais marinhos a cada ano

Que tal começar a pensar no impacto do plástico no meio ambiente?

O fenômeno é realmente preocupante: a morte por ingestão de plástico compromete o ciclo reprodutivo das espécies marinhas e estima-se que pelo menos 15% delas hoje estejam em extinção.

Só no caso das tartarugas marinhas, cinco das sete espécies catalogadas correm o risco de sumir dos oceanos, de acordo com levantamento da IUCN (União Internacional de Conservação da Natureza).

As aves marinhas, como pelicanos e albatrozes, também são vítimas desse fenômeno: até 2050, pelo menos 99% delas terão ingerido plástico.

4. 91% do plástico utilizado no mundo não é reciclado

A reciclagem dos materiais plásticos ainda é insuficiente

A produção em larga escala dos materiais sintéticos à base de plástico começou por volta dos anos 50.

Desde então, estima-se que em 65 anos o mundo produziu 8,3 bilhões de toneladas de plástico, mas só reciclou 9% desse total.

Mesmo com todos os problemas já identificados, o ritmo de produção e descarte não diminui: até 2050, existirão pelo menos mais 12 mil milhões de toneladas de plástico no meio ambiente.

Para mudar esse panorama, muitos hábitos diários precisam ser repensados - já que alguns dados sobre o nosso perfil de consumo são igualmente chocantes.

5. No mundo, 1 milhão de garrafas de plástico são compradas a cada minuto

E as garrafas plásticas continuam sendo produzidas em larga escala.

Infelizmente, o ritmo de reciclagem não acompanha a produção: apenas metade das garrafas plásticas compradas em 2016 foi coletada para reciclagem.

Somente 7% delas foram convertidas em novas unidades, segundo dados do jornal inglês The Guardian.

6. Todos os anos são usadas até 500 bilhões de sacolas plásticas descartáveis

Saquinhos e sacolinhas de supermercado são muito utilizados.

Você costuma usar sacolas plásticas no supermercado? Pois é. As sacolas plásticas são bastante úteis e até parecem inofensivas, mas causam um grande estrago no meio ambiente.

Elas levam pelo menos 200 anos para se degradar, além de trazerem diversos transtornos, como:

• Entopem passagens de água nos córregos e bueiros, contribuindo para a retenção de lixo e enchentes em épocas de chuva.

• São frequentemente ingeridas por aves marinhas, provocando a morte delas.

• Como o plástico das sacolas é feito com polietileno, substância originada do petróleo, sua decomposição libera gás carbônico e polui o ambiente, além de contribuir com o efeito estufa.

Afinal, como reduzir o descarte de plástico no meio ambiente?

Mudança de atitude pode fazer toda a diferença!

Todo esse panorama mostra uma demanda muito urgente: como o ritmo de reciclagem não acompanha a produção, não basta separar o lixo - é importante reduzir o consumo de forma drástica.

Confira algumas mudanças de hábito que você pode adotar para fazer a sua parte!

No supermercado:

• Lembre-se sempre de levar ecobags ou sacolas de feira para evitar a utilização das sacolas plásticas.

• Se estiver de carro, também vale pedir caixas de papelão para colocar suas compras.

• Prefira comprar produtos com embalagens biodegradáveis, que seguem um processo de decomposição natural no meio ambiente. Já existem opções com matéria-prima orgânica, como bagaço de cana-de-açúcar, fécula de mandioca, fibra de coco, etc.

• Adote garrafas retornáveis para produzir menos lixo.

• Evite os sacos plásticos e embalagens de isopor na compra de frutas, verduras e legumes.

• Tente levar saquinhos de pano para as compras de itens a granel.

• Prefira sempre embalagens de vidro e caixas em vez de garrafas de plástico.

Em bares e restaurantes:

• Dispense totalmente os canudos de plástico.

• Valorize estabelecimentos que seguem boas práticas de preservação ambiental.

• Prefira pedir bebidas em garrafas de vidro.

Em casa:

• Tente reutilizar embalagens de plástico, como potes de sorvete e manteiga, por exemplo, em vez de comprar novos recipientes.

• Lave as embalagens de plástico que vão para o lixo e separe para a devida coleta de material reciclável.

• Dê o exemplo e estimule os outros membros da sua família a adotarem a mudança de hábitos também.

• Substitua itens de higiene pessoal, como fraldas descartáveis e absorventes por versões mais ecológicas, como fraldas de pano e coletores menstruais.

• Faça um mapeamento de hábitos e invista em pequenas mudanças: o sabonete líquido, por exemplo, pode ser substituído pelo sólido para evitar uma considerável produção de lixo.

• Evite o uso de descartáveis, como copos, talheres e pratinhos.

No trabalho:

• Tenha sua própria caneca para bebidas como água e café, evitando o uso de copos descartáveis.

• Promova o consumo consciente. Estimule seus colegas a fazerem o mesmo.

E aí, agora que já conhece todos os problemas do plástico no meio ambiente, que tal fazer a sua parte?

A partir das nossas dicas, elabore uma lista de comportamentos que podem ser mudados e coloque em prática o quanto antes para inspirar outras pessoas! (senac)

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