quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Corte de CO2 custa US$ 30 bi à China

Estudo calculou investimento anual para cumprir sua meta ambiental. O controle das emissões de gases-estufa poderá exigir da China investimentos de US$ 30 bilhões ao ano durante a próxima década, segundo estudo divulgado pela imprensa oficial do país. Na semana passada, Pequim anunciou a intenção de reduzir de 40% a 45% a quantidade de gases emitidos para gerar cada unidade do PIB, relação que é chamada de intensidade de carbono. A meta seria atingida até 2020, tendo por base 2005. Pequim pretende ampliar a participação de fontes limpas na matriz energética e aumentar a eficiência, usando menos recursos para gerar a mesma quantidade de riqueza. Apesar das medidas, as emissões chinesas continuarão a subir e deverão quase dobrar no período. Isso porque a meta de redução é inferior ao crescimento esperado do PIB. O porcentual máximo de 45% equivale a média anual de corte de 3%. A expansão do PIB chinês deve ficar em torno de 8% ao ano. Realizado pela Universidade do Povo, o estudo afirma que o gasto de US$ 30 bilhões ao ano se refere a investimentos adicionais, que não incluem iniciativas existentes de controle das emissões. Outro levantamento indica que cada família chinesa terá de desembolsar US$ 64 ao ano, caso o custo do corte seja transferido ao público. Analistas sustentam que um dos fatores responsáveis pelo grau de POLUIÇÃO da China é o baixo custo da energia, que leva a desperdício. "Indústrias do setor vão ter custos adicionais para melhorar sua eficiência de carbono, mas esses custos terão de ser transferidos aos consumidores", disse ao jornal oficial China Daily Jiang Kejun, do Instituto de Pesquisa em Energia da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento, responsável pelo estudo. O GREENPEACE, por exemplo, diz que o preço do carvão na China deveria ser drasticamente elevado para refletir os danos ambientais de sua ampla utilização. Mais poluente entre os combustíveis fósseis, responde por 70% da energia na China.Entre as medidas que o governo estuda para controlar as emissões está a cobrança de uma taxa de carbono, que incidiria sobre o consumo de combustíveis fósseis e o uso de eletricidade gerada por carvão ou gás. Segundo Jiang, se a taxa for de 100 yuans por tonelada de emissão, isso representará aumento de 5% no preço da gasolina e uma elevação mais acentuada no preço da eletricidade. A China é o maior emissor de gases que provocam efeito estufa, seguida dos Estados Unidos.

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