terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Matar a fome sem matar a vida

Dia destes, na TV do metrô passou uma propaganda da prefeitura de Sampa. Realmente não guardei o jingle; mas a idéia era: leite para os menos favorecidos. Pelo que entendi na ocasião, o programa visa distribuir milhares de litros de leite, entregues em casa para o pessoal cadastrado; para garantir o “leitinho das crianças”. Claro que a intenção é louvável; mas, como todas as escolhas na vida, a relação custo benefício pode deixar a desejar em se tratando da saúde do organismo das crianças. O que mata a fome também pode matar a saúde. A “bóia” de grande parte da criançada da periferia costuma ser um mata fome do tipo: leite (com achocolatado), pão e uma bolacha recheada e colorida. Ainda bem que as prefeituras fornecem refeições mais nutritivas nas creches e nas escolas. Voltando á questão do leite. A intolerância á lactose sempre foi um problema; evidente que, no momento presente mais intenso do que em épocas passadas, tantas são as proteínas estranhas e venenos que engolimos a mais. A questão da alergia á lactose está relatada em livros de medicina chinesa de milhares de anos atrás; e não é apenas isso, por exemplo, além de tudo, segundo eles, o leite de vaca nos torna mais preguiçosos e lentos do que já somos. Parece que tem um fundo de verdade: quando ingerimos a carne ou o produto de uma raça animal vem junto a energia que compõe o psiquismo do bicho. Será? Já ouviu falar que sopa de barbatana de tubarão e de piranha tem propriedades afrodisíacas? Dizem que sim; se usados com freqüência, parece lógico, pois são predadores e essa energia pode afetar a libido. Observando as pessoas mais carnívoras, as que não passam sem carne na refeição e vivem em churrascarias; pode ser impressão minha; mas ficam com aspecto físico e comportamental de boizões. Efeito colateral. Analisando possíveis efeitos colaterais do “louvável” programa da Prefeitura de Sampa: a criançada com a dieta baseada no leite de vaca vai desenvolver, com mais facilidade e intensidade, quadros de rinite, sinusite, bronquite e IVAS virais ou bacterianas, uma atrás da outra. Poucas proteínas estranhas são mais eficientes em produzir muco do que a do leite de vaca. A rotina é essa: corre ao PS ou a posto de saúde e recebe mais uma carga de alérgenos na forma de remédios para “curar” e tudo pode ficar pior.

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