quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Banco reduz ações no mercado de CO2

Fracasso de Copenhague faz investidor desistir de financiamento. A falta de avanços na 15ª Conferência do Clima, em Copenhague, no ano passado, levou alguns bancos a reduzirem os empréstimos para projetos relacionados ao comércio de emissões de carbono. Bancos e investidores estão se retirando do mercado de carbono porque os chefes de governo e de Estado não conseguiram estabelecer novas metas de emissões dos gases que provocam o efeito estufa para o período após o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012. Fundamental para Kyoto, o mercado de carbono obriga os países ricos que ultrapassam suas metas de emissão a financiar projetos sustentáveis nas nações em desenvolvimento. Possíveis investidores de um grande projeto de energia limpa em países em desenvolvimento desistiram do negócio por causa da esperada queda nos créditos de carbono. "Os investidores começam a deixar essas carteiras. Estamos vendo um congelamento dos planos de recrutamento dos bancos para o mercado de carbono. Não sabemos se isso será temporário ou realmente uma debandada", afirmou o sócio e chefe da divisão global do escritório de advocacia Norton Rose, Anthony Hobley, responsável pela área de mudanças climáticas e financiamentos de projetos ligados ao comércio de carbono. Para o diretor executivo da Eco-Securities, Paul Kelly, que desenvolve projetos de energia limpa, os mercados não esperavam um acordo definitivo em Copenhague, mas aguardavam algum avanço. "A incerteza sobre uma possível regulamentação após 2012 afeta a visão do mercado quanto ao valor dos créditos e isso limita o financiamento de projetos. Se tivesse saído um acordo em Copenhague um pouco mais detalhado, as pessoas estariam mais dispostas a assumir riscos", disse Kelly. O banco australiano Westpac também engavetou planos para aumentar sua divisão em Londres ligada ao mercado de carbono. Porta-voz do Westpac negou que o banco deseje contratar mais funcionários para Londres. "Pretendemos incrementar nossos negócios nessa área à medida que os mercados de carbono se desenvolverem. A nossa estratégia permanece a mesma." Depois de duas semanas de intensos debates em Copenhague, os líderes mundiais encerram o evento sem metas para redução das emissões. Eles se reunirão novamente em novembro, no México, para tentar avançar nas discussões sobre o papel de países ricos e em desenvolvimento no combate ao aquecimento global.

Um comentário:

Anônimo disse...

Bom dia Angela. Gostaria de saber mais alguma informação sobre este banco de CO2, se puder contacte-me. Cordialmente Miguel Bernardo (mb@more-r.com)