segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Depois virá a caatinga

Ao anunciar os números relativos ao cerrado, o ministro do Meio Ambiente sentenciou: "Não vai ser mais samba de uma nota só". A crítica de Carlos Minc mirava a estratégia de priorizar a Amazônia, principalmente durante a gestão de Marina Silva. Em menos de um mês, é a segunda vez que Minc se refere à antecessora. "Vou cuidar de outras áreas. Agora, é a vez do cerrado. Depois, virá a caatinga." O plano de prevenção e controle de desmatamento no cerrado foi lançado ontem em consulta pública. Em 30 dias, os setores interessados poderão mandar sugestões para mudanças. Ontem, Minc admitiu que a estratégia a ser adotada será muito diferente da empregada para a Amazônia. Em primeiro lugar, porque boa parte do desmatamento no cerrado é feita de modo legal. "Não temos ainda essa conta. Mas parte da devastação está dentro da lei", disse. O Código Florestal determina que 35% das propriedades devem ser preservadas. Fora dessa região, o porcentual é de 20%. Para tentar reduzir a devastação, Minc terá de contar com estratégias de convencimento e de oferta de tecnologias que reduzam o impacto da produção. "Vamos ter de criar unidades de conservação, ofertar tecnologia para garantir maior produtividade, recuperar solo, intensificar o uso em áreas que já foram abertas."

Nenhum comentário:

Super El Niño no radar: evento raro pode disparar calor e extremos até 2027

Modelos climáticos apontam fenômeno raro com potencial de intensificar calor, secas e chuvas extremas. Calor extremo - El Niño: em 2025 caus...