O desmatamento da Amazônia Legal sofreu uma queda de 54,9% no período compreendido entre agosto de 2008 e julho de 2009, quando foram desmatados 3.538 Km² (ante 7.822 Km² de mata derrubada entre agosto de 2007 e julho de 2008).
Os dados são do sistema Deter, apurados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e divulgados no início deste mês.
A redução apontada pelo sistema, que é realizado mês a mês, considera as áreas que sofreram o chamado corte raso (ou desmate completo) e as que estão em degradação progressiva. O sistema serve de alerta para as ações de fiscalização e controle dos órgãos ambientais.
"Os números trazem algum alento, mas é preciso ficar atento à tendência nos próximos meses", diz Adolpho Dalla Pria, especialista em conservação e agronegócio da The Nature Conservancy (TNC), uma das organizações não governamentais signatárias da moratória da soja.
Mas a área desmatada em 2008 foi ainda muito grande, quando se analisa outra metodologia do INPE, o Prodes.
Em 12 meses, foram devastados 12,9 mil Km² da floresta, um incremento de 12% em relação ao desmatamento de 2007, quando 11.532 Km² de mata amazônica vieram abaixo. O Prodes, que traça uma estimativa anual do desmatamento, busca mostrar a interferência humana sobre a floresta e é usado como referência nos estudos e boletins, até mesmo internacionais.
As entidades que trabalham na Amazônia sinalizam que está ocorrendo uma mudança no perfil do desmatamento. "Está ocorrendo desmates em áreas menores, com menos de 100 hectares, o que pode sugerir um novo padrão de ocupação da região", diz Pria.
Em 2008, 47% dos desmatamentos foram em áreas menores que 25 hectares, que geralmente não são ocupadas por culturas como a soja, que demandam áreas maiores e mecanização.
O entendimento vem de acordo com o nível cultural e intelectual de cada pessoa. A aprendizagem, o conhecimento e a sabedoria surgem da necessidade, da vontade e da perseverança de agregar novos valores aos antigos já existentes.
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