quarta-feira, 31 de março de 2010

Instabilidade deve marcar mudanças climáticas

Uma das principais causas da desigualdade do aquecimento global no planeta é a distribuição desigual dos continentes, disse Williams Pinto Marques Ferreira em entrevista por e-mail à IHU On-Line. Ele explica que “o hemisfério sul apresenta menos porção continental e o maior volume de água dos oceanos, os quais influenciam no volume de vapor d’água atmosférico, e contribuem para uma maior estabilização térmica desse hemisfério”. Segundo ele, as altas latitudes nos hemisférios sul e norte serão as primeiras a ser afetadas “devido à incidência de radiação solar ser desigual ao longo do ano, fazendo com que essas áreas possam se tornar futuramente mais úmidas”. Continuando o raciocínio, ele acentua que as regiões subtropicais serão as últimas a sofrerem as consequências das mudanças do clima. Williams alerta também para o delicado equilíbrio de troca de carbono entre atmosfera e os oceanos. A mudança química dos oceanos decorrente do aumento da concentração de CO2 no ar poderá reduzir “a capacidade dos oceanos se comportarem como verdadeiros sumidouros de carbono”. Na entrevista que segue, o pesquisador também falou sobre suas expectativas em relação à Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas – COP 15, a qual será realizada no mês de dezembro, em Copenhague, na Dinamarca. No encontro intergovernamental, menciona, “o Brasil deve insistir para a inserção de mecanismos de incentivo, tais como os incentivos fiscais e financeiros para o uso de tecnologias simples, mas comprovadamente úteis, capazes de contribuir para a redução de emissões de gases de efeito estufa”. Ferreira possui graduação em Meteorologia pela Universidade Federal do Pará, mestrado em Agronomia e doutorado em Engenharia Agrícola. Trabalhou com ensino universitário no curso de Geografia e, atualmente, é pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Milho e Sorgo e credenciado como orientador de mestrado e doutorado nos programas de pós-graduação em Agrometeorologia e Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Viçosa. Confira a entrevista. IHU On-Line – Alguns locais do planeta tendem a aquecer antes e com mais intensidade que outros? O que caracteriza tanta instabilidade e desigualdade nas mudanças do clima? Williams Pinto Marques Ferreira – As mudanças climáticas ocorrem de forma desigual, e muitos fatores contribuem para que ocorram tais diferenças, entre eles, podem ser destacadas as características próprias de cada região e sua localização em relação ao continente, distância do Equador etc. Todavia, de maneira bem simplificada, pode-se destacar como uma das principais causas da desigualdade do aquecimento global no planeta, a distribuição desigual dos continentes. O hemisfério sul apresenta menos porção continental e maior volume de água dos oceanos, os quais influenciam no volume de vapor d’água atmosférico, e contribuem para uma maior estabilização térmica desse hemisfério. De maneira geral, as altas latitudes, em ambos os hemisférios, serão as primeiras a ser afetadas devido, principalmente, à incidência de radiação solar ser desigual ao longo do ano, fazendo com que essas áreas possam se tornar futuramente mais úmidas. As regiões subtropicais poderão se tornar mais secas, e as regiões tropicais, por serem as mais estáveis, principalmente em termos de temperatura, deverão ser, possivelmente, as últimas a sofrerem consequências das mudanças climáticas. IHU On-Line – Em outra entrevista à nossa revista, o senhor destacou rapidamente que o derretimento parcial da água, presente no manto de gelo dos continentes gelados, poderia modificar as correntes marítimas e alterar a produtividade biológica, modificando o processo de troca de CO2 entre os oceanos e a atmosfera. Pode nos explicar melhor essa teoria? Williams Pinto Marques Ferreira – Essa teoria está fundamentada no conhecido Ciclo do Carbono ou Ciclo Biogeoquímico do Carbono, que, no planeta Terra, ocorre em função do processo da fotossíntese realizado pelas plantas; da respiração, realizado pelas plantas e pelos animais; através dos oceanos, reservatório estimado de 40.000 gigatoneladas; da atmosfera, reservatório estimado de 750 gigatoneladas; e do solo e do seu interior, reservatório estimado de 20.000 gigatoneladas; e pode ser dividido em um ciclo geológico, considerado muito demorado, pois envolve a escala de milhões de anos e é integrado à própria estrutura de formação do planeta; e outro biológico mais acelerado, no qual a renovação do carbono atmosférico é estimada a cada 20 anos. O derretimento das geleiras, principalmente as da Groenlândia e do Canadá, pode representar um grande volume adicional de água doce na área de formação das correntes termohalinas. Isso irá impedir a formação dessas que são uma das mais importantes correntes oceânicas do Atlântico Norte, já que, naquela região mais fria, nas altas latitudes, as águas mais salobras do Atlântico são resfriadas, e, mais densas, alcançam maiores profundidades dando início às correntes termohalinas. Essas correntes percorrem os demais oceanos, passando pela região equatorial do Atlântico Norte como uma corrente agora superficial, que depois de aquecida naquela região transporta calor em suas águas para a as ilhas britânicas e Escandinávia. A redução da circulação da termohalina pode representar maior resfriamento no extremo norte europeu. Os impactos das mudanças das correntes marinhas também implicam na mudança na produtividade biológica, no habitat e na flora marítima em diferentes lugares por onde essas correntes passam, já que as mesmas são responsáveis pelo transporte de grande número de organismos aquáticos microscópicos que têm capacidade fotossintética e flutuam nas correntes, conhecidos como fitoplanctos e servem de alimentos para outras formas de vida aquáticas. O delicado equilíbrio de troca de carbono entre a atmosfera e os oceanos pode ser também intensificado pela mudança da química natural dos oceanos decorrente do aumento da concentração de CO2 no ar, reduzindo a capacidade dos oceanos se comportarem como verdadeiros sumidouros de carbono. IHU On-Line – Como as alterações das vegetações influenciam o clima? E no sentido contrário, como as mudanças climáticas alteram a distribuição da vegetação? Williams Pinto Marques Ferreira – Inicialmente, deve-se lembrar que, mesmo em diferentes escalas, o clima é o fator mais influente na formação característica da vegetação de determinada região. Prova disso é que os diferentes biomas são perfeitamente identificados em regiões com características climáticas bem definidas. Essa estreita relação deve-se, principalmente, à disponibilidade de radiação solar, principal fonte de energia do planeta. Todos os demais elementos meteorológicos que compõem o clima estão condicionados à radiação solar incidente nas diferentes regiões do globo. A temperatura do ar, a disponibilidade hídrica, a própria formação topográfica, definida em parte pelo vento, a luz visível, o ciclo hidrológico, entre outros, são fatores determinantes da formação da vegetação de determinada região. As mudanças antropogênicas (aceleradas) do clima comprometem totalmente esse equilíbrio. A competitividade entre as diferentes espécies de plantas será alterada, forçando modificações morfológicas e fisiológicas como principais estratégias adaptativas para as diferentes espécies. Por outro lado, a vegetação predominante de uma determinada região é determinante do albedo (capacidade reflexiva de determinada superfície), da temperatura média local, da umidade relativa e do ciclo hidrológico, entre outros fatores. A substituição de determinada vegetação de uma área por outra, interfere no ciclo hidrológico e nos demais elementos que são condicionantes do clima daquela região. Assim, qualquer mudança no clima irá refletir na vegetação dominante e, de maneira similar, qualquer mudança na vegetação irá interferir diretamente nas características climáticas de determinada região. IHU On-Line – Que relação o senhor estabelece entre o crescimento populacional mundial e as mudanças climáticas? Williams Pinto Marques Ferreira – As projeções para o crescimento populacional, segundo a ONU, são alarmantes, mais de nove bilhões de pessoas em 2050, sendo que hoje a população está estimada em 6,8 bilhões. Esse grande batalhão de habitantes no planeta representa, sem dúvida, maior consumo dos recursos naturais. Deve-se nesse aspecto lembrar que, como já comentado anteriormente, o modelo atual da exploração predatória do meio ambiente é um dos maiores responsáveis pelas atuais mudanças climáticas. Logo, não só deverá haver necessidade de maior produção de alimentos, mas também de energia nos países em desenvolvimento e, principalmente, nos países desenvolvidos. Nesse aspecto, deve-se observar que as tecnologias a serem empregadas para tal não podem ser semelhantes às atualmente utilizadas, sendo indispensável à questão da sustentabilidade no uso de todos os recursos naturais, em especial a água. IHU On-Line – Com a elevação do aquecimento global, o senhor vislumbra uma mudança habitacional em áreas urbanas ou rurais? Que movimento percebe nesse sentido? Williams Pinto Marques Ferreira – Não é recente a necessidade que todo produtor tem do uso de tecnologia para se manter produzindo de modo a obter lucros. O uso da tecnologia cada dia mais empregado no campo tenta, entre outras coisas, superar as dificuldades impostas pelas condições climáticas tão variáveis e até severas em algumas regiões. Com o advento das mudanças climáticas, aumentará a exigência do emprego de tecnologia para a produção de alimentos no campo, tornando cada dia mais difícil a permanência daquele produtor que produz para subsistência. Logo, as regiões hoje já castigadas por secas, enchentes e principalmente aquelas onde há a maior concentração de pessoas pobres no planeta, que são as regiões semiáridas, onde a maioria dos produtores pratica a agricultura de subsistência, serão as primeiras a serem mais afetadas pelas mudanças do clima, pois, regiões com características subúmidas poderão tornar-se semiáridas, e estas, áridas, inviabilizando qualquer tipo de prática agrícola. O resultado dessas mudanças pode traduzir-se num movimento de acentuado êxodo rural para as maiores cidades localizadas nessas regiões do planeta, intensificando todos os demais problemas associados, tais como aumento de favelas nos grandes centros urbanos, redução do acesso de serviços essenciais, como saúde e saneamento básico, aumento da violência devido ao aumento de desemprego, fome etc. Assim, todos esses fatos deixam claro que a população mais pobre será a primeira a ser afetada pelas mudanças do clima por ser aquela que menos está preparada para se adaptar às novas realidades do planeta. IHU On-Line – Estudos alertam para a escassez de alimentos nas próximas décadas. Como essa previsão deve afetar a distribuição e produção de alimentos no planeta? É possível conjeturar alternativas para atender às necessidades da fome, mesmo com o aquecimento global? Williams Pinto Marques Ferreira – De fato a escassez de alimentos deverá acontecer no futuro caso não ocorram maiores mudanças. Todavia, vários são os fatores que concorrem para tal, sendo que as mudanças climáticas contribuem para que ocorram mudanças aceleradas na agricultura de modo geral. O que deverá ocorrer com mais frequência será a migração de determinadas culturas hoje cultivadas em áreas consideradas de boa produção para outras áreas que antes apresentavam baixa produção ou até mesmo não produziam. Entretanto, a produção de alimentos depende não somente do clima de uma determinada região, mas do tipo de solo, topografia do terreno entre outras coisas, significando que não é simples explorar determinada cultura em lugares muito diferentes daqueles ao qual a cultura está adaptada. Existem muitas alternativas para evitar que a fome se torne um problema mesmo com o aquecimento global, já que a fome no mundo está associada, principalmente, à má distribuição mundial de renda, à hegemonia de determinados países no controle do comércio internacional e às perdas ainda existentes dos alimentos produzidos, provocados por diferentes causas, sendo que, no Brasil, o transporte entre o produtor e o consumidor, é a etapa onde ocorrem as maiores perdas. Ou seja, a condução de tal etapa precisaria ser mais bem planejada. Ainda, em se tratando da influência do clima sobre as culturas, há hoje, sem dúvidas, inúmeras pesquisas no mundo voltadas para a adaptação das principais culturas consumidas pelo homem às novas características climáticas mundiais. IHU On-Line – Durante toda a história da humanidade, o homem sempre se adaptou às novas formas de vida. É possível também se adaptar às mudanças do clima? Williams Pinto Marques Ferreira – Existem três formas principais de se lidar com as mudanças climáticas. Com prevenção, onde medidas antecipadas devem ser tomadas para se evitar a intensificação da emissão dos gases poluentes, com o combate para a redução das atuais emissões, e com a adaptação à nova condição imposta pelas atuais mudanças do clima. Quando se trata de plantas, a manutenção dessas espécies na Terra sempre foi um grande desafio já que o clima, ao longo da história do planeta, sempre passou por severas mudanças, sendo hoje novamente um novo desafio para as plantas a adaptação às atuais mudanças climáticas. Com relação ao homem, a própria história da evolução da humanidade, desde os primórdios, descreve a grande capacidade que a espécie tem para superar os desafios impostos. Prova “recente” dessa habilidade foi o grande aumento na produção mundial de alimentos capaz de suprir não somente o crescimento populacional após a Segunda Guerra Mundial, o qual mais que dobrou, passando de aproximadamente 2,5 bilhões, em 1950, aos atuais 6,8 bilhões, mas também o aumento na ingestão de calorias derivadas de novos alimentos que, associados aos novos hábitos de vida, aumentaram a expectativa de vida do homem. IHU On-Line – Qual sua avaliação do Plano Nacional de Mudanças Climáticas do Brasil? As metas em relação ao desmatamento e a agricultura são animadoras no que se refere ao combate das mudanças climáticas? Williams Pinto Marques Ferreira – Encontrar falhas naquilo que outros fazem é uma das atividades mais fáceis para o ser humano. Logo, embora sejam um avanço em termos de política nacional, os três principais objetivos do Plano Nacional sobre Mudança do Clima: 1) redução das emissões dos gases que contribuem para o efeito estufa, 2) adaptação aos impactos da mudança do clima e 3) suprimento das necessidades, por meio de estudos, para que os objetivos do plano sejam alcançados) estejam corretos, todavia, as ações previstas necessitam de grandes ajustes. A maior deficiência está na velocidade de execução, as metas são tímidas quanto ao prazo para serem atingidas, já que são comuns no Brasil as coisas sempre serem deixadas para última hora, além de, em parte, tais medidas estarem condicionadas à obtenção de recursos internacionais, o que certamente dificultará sua execução. Outro aspecto a ser revisto são as metas para redução do desmatamento, o qual está diretamente associado às queimadas. O plano de redução do desmatamento na Amazônia Legal está afixado em 72% até o ano de 2017. A recuperação de 100 milhões de hectares de pastos degradados e o aumento do dobro das atuais áreas de florestas plantadas no país, chegando a 11 milhões de hectares em 2015, deveriam ser mantidos. Contudo, deveriam ser adotadas medidas mais urgentes para que fosse alcançado o plano de desmatamento zero, que é o ideal, já que a maior contribuição do país para o efeito estufa é decorrente da emissão dos gases resultantes das queimadas. O aumento gradual do uso de biocombustíveis hoje também é uma das ações mais acertadas do atual governo federal. Mas, infelizmente, no atual momento, alguns projetos de lei, criados em 2007, e os mais recentes seguem o trâmite lento dito “normal” do Congresso, sendo que os mesmos deveriam receber maior atenção e urgência em sua aprovação, principalmente porque o Brasil deverá apresentar propostas na próxima COP, rumo à implantação definitiva de um Plano Nacional sobre Mudança do Clima capaz de combater o tão preocupante aquecimento global. IHU On-Line – A convenção do clima pode trazer uma solução para a redução das mudanças climáticas? Por outro lado, qual é o risco para o planeta se ocorrer um atraso do acordo climático mundial em Copenhague? Williams Pinto Marques Ferreira – A próxima Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas – COP 15, a ser realizada em Copenhague, na Dinamarca, no mês de dezembro, assim como as anteriores, sempre representa uma esperança de novos acordos. Em se tratando de Brasil, há expectativa de grandes avanços, logo se deve torcer para que a mesma não acabe como as anteriores, ou seja, com muita discussão e poucos avanços significativos. Como o Brasil é considerado um dos grandes emissores de gases de efeito estufa devido às queimadas das florestas, essa próxima reunião intergovernamental é de grande interesse para o governo brasileiro tratar dos assuntos ligados ao mecanismo REDD (Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação) que será o tema base do encontro das partes. Será um dos pontos fortes para o governo brasileiro, que quer tratar do assunto com metas de redução com números orientados por resultados de pesquisas científicas. O Brasil deve, todavia, insistir para a inserção de mecanismos de incentivo tais como os incentivos fiscais e financeiros para o uso de tecnologias simples, mas comprovadamente úteis capazes de contribuir para a redução de emissões de gases de efeito estufa e que estejam associadas à diminuição do desmatamento e à preservação de florestas nativas. O maior problema das discussões na próxima COP poderá, contudo, ser sobre a atual posição dos EUA frente às mudanças climáticas, já que até o presente momento, o senado norte-americano ainda não votou sobre o assunto e, consequentemente, não tem uma posição definida para ser apresentada em Copenhague. O futuro do planeta já está em “xeque” há muito tempo, e como resultados das negociações anteriores, tanto o Brasil quanto os EUA e a União Europeia ainda têm muito que apresentar para que ocorra um acordo mundial coeso para que o planeta possa enfrentar os problemas do aquecimento global. Copenhague não pode passar para a história sem grandes avanços nos acordos sobre o clima, todavia, sabe-se que diplomaticamente todos os esforços têm sido feitos nesse sentido, e que o planeta já demonstra não ter o tempo que os diplomatas necessitam para chegarem a um consenso. IHU On-Line – Em que medida o REDD – Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação pode representar avanços na conservação da floresta Amazônica? Qual é a relevância das florestas no combate às mudanças climáticas? Williams Pinto Marques Ferreira – Sem dúvida, o REDD é um mecanismo que possibilitará aos países desenvolvidos financiarem projetos de conservação que reduzam o desmatamento nos países menos desenvolvidos e, a partir da redução do carbono que deixou de ser emitido para a atmosfera, receber créditos de carbono. A posição do governo brasileiro, entretanto, é de que esse seja um mecanismo auxiliar, mas não o principal mecanismo utilizado para que os países desenvolvidos alcancem suas metas de redução. A importância do mecanismo foi de modo informal discutida em julho, na Groenlândia, entre mais de 100 ministros de Estado do meio ambiente de diferentes países, os quais concordaram que o REDD deve ser incluído no novo acordo climático global desde que existam mecanismos padrões de controle e monitoramento dos investimentos no REDD. A preservação das florestas é fundamental, não somente porque representam gigantescos reservatórios de carbono, o qual é liberado na forma de gás no momento que a floresta é queimada após o desmatamento, mas também porque é um dos ambientes terrestres com a maior diversidade e espécies vivas no planeta. O REDD é hoje o principal mecanismo voltado para o financiamento das ações de controle e redução do desmatamento que pode contribuir de modo bem positivo para a redução da emissão de carbono. Em se tratando de Brasil, o maior problema ainda está na legislação brasileira, já que criar boas leis voltadas para a legislação ambiental e, acima de tudo, criar mecanismos para fiscalizar e fazer cumprir as leis no Brasil não é algo assim tão fácil, mas isso é outra conversa.

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