sábado, 9 de abril de 2011

Fuga de radiação durará meses

Fuga de radiação pode durar meses, diz Japão
Tentativas de conter vazamento falharam; operadora da central nuclear admite ter encontrado corpos de 2 funcionários nas instalações da usina
Vazamento. Funcionário tenta conter radiação em usina
Água com altos índices de radiação continuou a ser despejada no oceano ontem, depois que tentativas de tapar uma fenda próxima do reator número 2 da usina Fukushima falharam pelo segundo dia. Diante das dificuldades, o governo japonês reconheceu que poderá demorar meses até que a situação na usina nuclear seja controlada.
No sábado, técnicos da Tokyo Electric Power Company (Tepco) tentaram preencher com cimento o buraco de 20 centímetros em uma parede de concreto localizada a poucos metros do reator, mas o material foi levado pela água antes de secar.
Ontem, os engenheiros usaram uma mistura com um polímero especial, que se expande no contato com a água, mas a fórmula também não funcionou. O nível de radiação na água é de 1.000 milisieverts por hora, alto mas não fatal. Nas regiões próximas da usina, os vazamentos de radiação já contaminaram o solo, o ar, reservatórios subterrâneos de água, vegetais e leite.
A Tepco anunciou ontem ter encontrado na central nuclear os corpos de dois funcionários que estavam desaparecidos desde o tsunami. Eles tinham 21 e 24 anos e foram localizados na semana passada, mas, segundo a empresa, o anúncio foi adiado em consideração às famílias.
Estudo da Universidade de Tóquio concluiu que em algumas áreas as ondas alcançaram quase 38 metros, altura equivalente a um prédio de 12 andares - marca bem próxima do recorde de 38,2 metros registrado no tsunami de 1896.
Até ontem, a catástrofe contabilizava 11,8 mil mortos e 15,54 mil desaparecidos. O terremoto e o tsunami desencadearam a mais grave crise nuclear do planeta desde o acidente de Chernobyl, em 1986.
O desastre interrompeu o fornecimento de energia e provocou o colapso do sistema de resfriamento dos reatores da usina, que depende do bombeamento de água. Os engenheiros tentam há mais de três semanas, sem sucesso, restaurar a eletricidade. (OESP)

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