domingo, 19 de junho de 2011

Derrubada volta a crescer na Amazônia

Desmatamento: área derrubada em maio/11 foi pouco maior que a cidade de Praia Grande/SP
Área de 300 mil metros quadrados em Parintins (AM) antes tinha castanheiras
O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) da ONG Imazon, que faz um monitoramento independente do desmatamento na Amazônia, revelou um aumento de 72% no corte de floresta em maio deste ano, em relação ao detectado em maio do ano passado. No total, o mês passado teve 165 km2 desmatados, área pouco maior que a do município de Praia Grande, no litoral paulista.
A destruição de floresta amazônica acumulada no período de agosto de 2010 a maio de 2011 (os dez primeiros meses do ano fiscal de desmatamento) foi de 1.435 km2, quase o tamanho da cidade de São Paulo. Em relação ao período anterior, houve um crescimento de 24% no desmatamento. Mato Grosso está na frente no ranking, com 39%, seguido pelo Pará (24%) e por Rondônia (22%).
O sistema de alerta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Deter, também mostrou alta de 27% no desmatamento entre agosto e abril deste ano, em relação ao ano passado.
Para Adalberto Veríssimo, pesquisador do Imazon, os dados revelam que dificilmente será possível reverter a tendência de alta de corte da floresta até julho (quando se encerra o ano fiscal do desmatamento). 'A tendência é de que neste ano tenhamos um desmatamento maior que no ano passado. É preocupante, porque o País vinha sucessivamente tendo quedas.'
Um dos motivos, em sua opinião, é a aprovação na Câmara da reforma do Código Florestal, que prevê anistia para quem desmatou até 2008. 'Chegam às pessoas sinais de que o governo vai anistiar novamente daqui alguns anos.' Outra preocupação é a construção de usinas hidrelétricas na Amazônia. Os municípios que mais desmataram, Altamira e Porto Velho, coincidem com as áreas dessas obras. 'Altamira é enorme, tem quase o tamanho do Estado do Paraná, mas notamos que o desmate ocorreu na área de influência da usina de Belo Monte', afirmou. (OESP)


Nenhum comentário:

Região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia

Com El Niño em 2026, região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia. Super El Niño com mais de 80% de chance pode devast...