terça-feira, 19 de maio de 2026

Região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia

Com El Niño em 2026, região Sul ganha maior influência na formação de preços de energia.
Super El Niño com mais de 80% de chance pode devastar lavouras em todas as regiões do Brasil na segunda metade de 2026 e especialistas avisam que quem não se preparar agora vai sofrer perdas enormes.

A consolidação do El Niño no segundo semestre de 2026 deve aumentar a influência da região Sul na formação dos preços de energia no Brasil, relata a Tempo OK. Com previsão de maior volume de chuvas no Sul, o subsistema ganha peso na redução da pressão sobre os custos, enquanto outras regiões podem enfrentar escassez.

Impactos do El Niño 2026 no Setor Elétrico:

Protagonismo do Sul: O aumento das chuvas na região Sul tende a aumentar o armazenamento hídrico, tornando-o um fator determinante para os preços (PLD - Preço de Liquidação das Diferenças).

Volatilidade e Contraste: Enquanto o Sul pode ter chuvas acima da média, o fenômeno pode gerar seca no Norte/Nordeste, exigindo maior despacho termelétrico e gerando volatilidade.

Formação de Preços: A definição dos preços ainda dependerá do nível dos reservatórios no Sudeste e do comportamento da carga, mas o Sul assume papel central no monitoramento.

Alternativas Renováveis: A incerteza climática impulsiona a busca por diversificação, com destaque para a energia solar como alternativa para mitigar riscos de preços elevados.

Apesar do alívio hídrico no Sul, a Aneel projeta desafios nos custos gerais de energia para 2026 devido a encargos setoriais.

El Niño deve impactar a distribuição de chuvas e a dinâmica de preços do setor elétrico brasileiro em 2026, ampliando diferenças regionais e reforçando o papel do Sul na formação de preços.

O subsistema elétrico Sul pode ganhar maior relevância na dinâmica de preços da energia, especialmente em cenários de maior contraste hidrológico regional nos próximos meses com a tendência de consolidação do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, segundo análise da consultoria meteorológica Tempo OK.

“O aumento das chuvas na região pode contribuir para aliviar parte da pressão sobre os preços da energia. No entanto, a formação de preços ainda depende de outros fatores estruturais, como os níveis de armazenamento no Sudeste, o despacho de termelétricas, o comportamento da carga e eventuais restrições operativas do sistema”, afirma o meteorologista Mateus Nunes, da Tempo OK.

O El Niño deve alterar o regime de chuvas no país, com concentração de precipitações no Sul e maior frequência de episódios intensos, enquanto o Norte das regiões Norte e Nordeste tende a registrar redução de chuvas. O fenômeno também está associado a temperaturas acima da média em grande parte do país, especialmente no centro-leste e interior, o que pode elevar a demanda por energia.

No sistema elétrico, a dinâmica do Sul é influenciada pelas características de seu parque hidrelétrico, composto majoritariamente por usinas a fio d’água, com baixa capacidade de armazenamento e resposta rápida às variações de vazão. Esse perfil permite recuperação mais acelerada em períodos chuvosos.

Inflação em 2026: El Niño pode levar bandeira vermelha, subir conta de luz e pressionar alimentos.

Além da guerra com o Irã, El Niño forte pode apertar a inflação no Brasil em 2026: energia mais cara, risco para alimentos e alerta sobre bandeiras vermelhas colocam o governo em atenção máxima já.

Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a energia armazenada (EAR) no subsistema Sul estava em 29,35% em 23/04/2026. “Mesmo após um março menos favorável, a recuperação pode ocorrer em poucas semanas com a consolidação do El Niño”, diz o meteorologista.

Esse comportamento tende a ampliar a volatilidade e gerar diferenças mais marcadas entre os submercados. “Devemos observar um descolamento de preços do Sul em relação às demais regiões, refletindo as diferenças hidrológicas ao longo do período”, afirma o meteorologista.

Com isso, o intercâmbio energético entre submercados pode ganhar relevância, condicionado à disponibilidade de transmissão e à otimização operativa do sistema. O Sul pode assumir papel mais ativo no atendimento da demanda do Sudeste em momentos de maior pressão sobre a carga. Ainda assim, a resposta rápida dos reservatórios também pode intensificar oscilações de curto prazo. “Dependendo da evolução das chuvas, o Sul pode contribuir pontualmente para moderação de preços, mas seus efeitos dependem da integração operativa com o restante do SIN, especialmente das condições estruturais do Sudeste/CO.”, acrescenta.

Economia brasileira sente El Niño entre exportações, trigo e turismo, com reflexos no campo, nos preços e na atividade regional.

Pouca gente sabe, mas El Niño, chuvas intensas e extremos climáticos podem mexer diretamente com a economia brasileira em 2026, influenciando safras de commodities como soja, milho e trigo, afetando exportações, preços dos alimentos e até o ritmo de setores como turismo.

Apesar de o oceano ainda se encontrar em condição de neutralidade, já há sinais consistentes de formação do El Niño, com o aquecimento das águas do Pacífico equatorial, especialmente em sua porção leste, próximo à América do Sul. De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), a probabilidade do fenômeno é de 61% entre maio e julho.

A Tempo OK projeta que o evento ganhe força ao longo do segundo semestre, atingindo intensidade forte a muito forte, com pico previsto para novembro.

O meteorologista destaca eventos recentes têm ocorrido em intervalos relativamente menores, embora sua recorrência continue sujeita à variabilidade climática natural. “Tivemos El Niños em 1982/83, 1997/98, 2015/16 e 2023/24. Agora, há expectativa de um novo evento em 2026/27, indicando um intervalo mais curto entre ocorrências recentes”, afirma.

O cenário ainda é incerto e depende da forma como o El Niño se consolidará nos próximos meses, além da interação com outros sistemas climáticos, como o comportamento do Oceano Atlântico. “Por isso, o acompanhamento contínuo das atualizações meteorológicas é essencial para reduzir incertezas e apoiar a avaliação de possíveis impactos no setor elétrico”, completa o meteorologista.

Entre junho e agosto/2026, o Oceano Pacífico Equatorial deve entrar em processo de aquecimento, abrindo espaço para a possibilidade de atuação do El Niño. A chance de ocorrência do fenômeno aumenta gradualmente e pode superar 60% entre agosto e outubro/2026.

Ao mesmo tempo, a expectativa para o Brasil é de um inverno menos rigoroso, mais quente do que o de anos anteriores e com aumento na frequência de chuvas. Esse conjunto já basta para colocar o setor produtivo em alerta. (pv-magazine-brasil)

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