domingo, 19 de agosto de 2012

Plano do governo contra desastres naturais

Governo federal lança plano contra desastres naturais
A Região Serrana do Rio é uma das áreas com prioridade de investimentos. Na foto, Córrego Dantas, em Friburgo, destruído pelas chuvas de janeiro de 2011.
A presidente Dilma Rousseff lançou na manhã desta quarta-feira o Plano Nacional de Gestão de Riscos e Respostas a Desastres Naturais, com investimentos de R$ 18,8 bilhões para a prevenção e diminuição do tempo de resposta às vítimas de catástrofes naturais. A maior parte dos recursos, que serão investidos até 2014, destina-se à prevenção por meio de obras de infraestrutura contra inundações e deslizamentos. A Região Serrana do Rio foi citada como uma das áreas prioritárias de investimentos.
Segundo a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o conjunto de ações será coordenado pela gestão do PAC. O montante anunciado nesta quarta-feira se soma a R$ 27,6 bilhões já contratados desde 2007, totalizando R$ 46 bilhões.
Ainda no eixo de prevenção, estão previstas obras de drenagem e contenção de encostas em 154 cidades de 15 regiões metropolitanas e bacias hidrográficas identificadas como prioritárias. O ministro das Cidades Aguinaldo Ribeiro afirmou que um dos parâmetros para listar esses municípios foram tragédias passadas.
- A escolha de áreas se pautou pelo processo de maior número de mortes e desabrigados em desastres anteriores - explicou o ministro, que citou a Região Serrana do Rio como uma das áreas prioritárias do novo plano.
Entre as ações de mapeamento, estão a identificação de áreas de risco de deslizamentos e enxurradas em 821 cidades. Aquelas com maior histórico de deslizamentos terão planos de intervenção, para diminuir o número de moradias e infraestrutura precárias.
O terceiro eixo do programa, de monitoramento e alerta, vai expandir a rede de observação meteorológica, com a compra de nove radares, além de pluviômetros, estações hidrológicas, estações agrometeorológicas e sensores de umidade do solo.
Em resposta aos desastres, o governo terá agora mil profissionais da Força Nacional do SUS, além de estoque de medicamentos, materiais de primeiros socorros e módulos de hospitais de campanha com capacidade para atender até três ocorrências simultâneas. Serão reservados ainda recursos financeiros para socorro, assistência e reconstrução, além da construção de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida. (extra.globo)

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