domingo, 21 de outubro de 2012

Lixo eletrônico

Um problema mundial que se agrava cada dia, mas que esconde um tesouro em sua reciclagem, apontando um promissor segmento de mercado.
Qualquer residência hoje, se utiliza de eletrônicos, e o volume de descarte aumenta muito a cada ano, gerando não somente problemas, mas também oportunidades para alguns que atentaram para seu valor.
O lixo eletrônico é um problema sério que já mostra seus efeitos, não somente pelo volume acumulado, mas também pelos recursos naturais que é inutilizado no descarte dos aparelhos.
Segundo instituições lidadas à ONU (Organização das Nações Unidas), cerca de 320 toneladas de ouro e 7,5 toneladas de prata são utilizadas anualmente na produção de aparelhos eletrônicos como computadores, tablets e celulares, mas, na média global, menos de 15% desses metais são recuperados após o descarte. Estima-se que o lixo eletrônico mundial, contenha hoje, um acúmulo precioso, 40 a 50 vezes mais rico que os depósitos naturais contidos no subsolo.
O valor dos metais utilizados a cada ano, somam cerca de US$ 16 bilhões em ouro e US$ 4 bilhões em prata e essas quantidades aumentam conforme o comércio de tablets, por exemplo, cujas vendas em 2012 deverão chegar a 100 milhões de unidades em todo o mundo e deverá dobrar em 2014.
320 toneladas em 2011, contra 197 toneladas em 2001, fez com que o preço do ouro aumentasse em 500% no decorrer do período, mas os sistemas de reciclagem precisam melhorar com o novo tipo de lixo, bem mais valioso, porém mais difícil de trabalhar do que plástico ou papel e, conforme os especialistas, o lixo eletrônico deve ser percebido como recurso, não como lixo, uma vez que apresenta uma importante fonte de renda e sua reciclagem é fundamental para a preservação do  ambiente e para o desenvolvimento sustentável. E isso não se aplica apenas ao ouro e à prata, mas a diversos outros metais, como cobre, paládio, platina, cobalto e estanho, contidos nos produtos eletrônicos descartados. Todos estes metais necessitam ser recuperados para a continuidade da fabricação de produtos de alta tecnologia e uma infinidade de outros produtos populares.
Computadores e eletrônicos em geral, hoje, podem ser 100% reciclados. Apesar disso o Brasil dispõe de pouca tecnologia e empresas para esse fim, tornando o mercado de reciclados de eletroeletrônicos um bom segmento a ser explorado. Em Jundiaí/SP a Itautec fabrica e recicla seus computadores em seu centro de reciclagem. São 32 filiais por todo o país que aceitam as entregas para descarte.
Maiores informações: www.iautec.com.br, no link sustentabilidade. (Imóvel Fácil)

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