quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Degradação dos oceanos

A degradação dos oceanos: mais água viva e menos peixe?
Táxon: Tamoya haplonema
Todos os rios correm para o mar. Existe uma expressão popular que diz: “o oceano só é grande porque teve a humildade de colocar-se abaixo do nível dos rios”. Porém, esta humildade não tem sido boa para a saúde dos oceanos, pois a maior parte da poluição dos rios desaguam e se acumulam nos mares, colocando a vida marinha em perigo.
O nível dos mares está aumentando, mas a biodiversidade oceânica está diminuindo. O aumento da temperatura das águas, a acidificação dos oceanos e a pesca predatória estão criando o ambiente favorável para o crescimento da população das águas-vivas.
Existem mais de mil espécies de águas-vivas espalhadas pelo mundo. No Brasil, duas causaram recentemente problemas aos banhistas, principalmente em São Paulo: a Chiropsalmus quadrumanus e a Tamoya haplonema.
Onde há sobrepesca, a água-viva e a medusa tendem a crescer. A pesca predatória remove os predadores do topo do mar por exemplo, cerca de 100 milhões de tubarões são mortos por ano para a captura de suas barbatanas) e possibilita a proliferação de águas-vivas, criando um círculo vicioso e uma mudança de regime global de mares de peixes a um oceano de águas-vivas. O crescimento exagerado de uma espécie é um sinal de que algo está errado.
Os oceanos cobrem 70% da superfície do Planeta e são fundamentais para a estabilização do clima. Mas a concentração de dióxido de carbono na atmosfera é mais um elemento que contribui para a acidificação dos mares e para a morte dos corais, que não resistem às águas mais ácidas e mais quentes.
A maior parte da população humana vive em cidades litorâneas e a construção civil, o uso generalizado de diques para evitar a erosão costeira, os portos, o transporte marítimo e o lazer e o turismo criam um habitat perfeito para a água-viva passar pela fase de pólipos no início de suas vidas.
A degradação dos oceanos e o colapso da biodiversidade dos mares têm provocado profundas alterações na saúde dos ecossistemas marinhos. O restante do Planeta não vai ficar imune a este processo. (EcoDebate)


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