Governador ainda não decidiu por racionamento; comitê anticrise
recomendou envio de menos água do sistema para São Paulo.
Mesmo diante da
pior estiagem da história no Sistema Cantareira, o governador Geraldo Alckmin
(PSDB) aposta nas chuvas de março para decidir se haverá ou não racionamento de
água generalizado para cerca de 14,3 milhões de habitantes da Grande São Paulo
e da região de Campinas que são abastecidos pelo manancial.
O comitê anticrise
criado para monitorar a situação do Cantareira já recomendou que a Companhia de
Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) reduza o volume de água captado para a
Região Metropolitana para evitar um possível colapso do sistema no período de
seca, no meio do ano, quando será realizada a Copa do Mundo. Segundo fontes do
governo, a medida implicaria em um racionamento de água imediato para a região.
Sua aplicação,
contudo, depende do aval do governador. Após semanas descartando a prática,
Alckmin afirmou nesta semana que a decisão sobre um possível rodízio de água
seria "técnica". Dia 28/02/14 em Campinas, ele afirmou que
a Sabesp não tem plano de racionamento e que a recomendação do comitê é avaliar
a crise do Cantareira nas próximas semanas. "O tempo também certamente vai
nos ajudar, já que as chuvas têm vindo", disse Alckmin.
O relatório com a
recomendação do comitê anticrise deve ser divulgado depois do carnaval pela
Agência Nacional de Águas (ANA), do governo federal, e pelo Departamento de
Águas e Energia Elétrica (DAEE), do Estado, gestores do Cantareira.
Em nota, o DAEE
informou que o comitê não recomendou "um dia específico para eventual
redução do volume de captação de água pela Sabesp" e que a medida
"não implica, automaticamente, restrição de consumo pela população".
A ANA e a Sabesp não se manifestaram sobre a recomendação.
O Estado apurou que Alckmin deve
esperar cerca de dez dias para avaliar se o rodízio de água, visto como uma
medida desgastante no ano em que tentará a reeleição, é mesmo inevitável. Caso
não haja opção, o governador deverá aguardar o melhor momento político para
anunciar o corte.
Alckmin espera
também que a população economize ainda mais água com o programa de descontos de
30%, criado pela Sabesp, para quem reduzir o consumo em ao menos 20%.
O comitê das bacias
dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), que abastecem o Cantareira,
prevê em relatório divulgado nesta sexta que chova entre 25 mm e 50 mm na
região até terça-feira. O volume, contudo, é inferior ao que foi previsto para
os cinco dias anteriores, de 50 mm a 100 mm. Nesse período, o acúmulo de água
nas represas do manancial foi de apenas 18,7 mm, segundo o monitoramento feito
pela Sabesp.
O Rio Jaguari chega a Joanópolis/SP e forma um grande
reservatório.
A cidade de Itapeva, sul de Minas
Gerais é cortada pelo Rio Camanducaia, que deságua no Rio Jaguari. Moradores do
bairro de Estivinha, parte alta da cidade, são abastecidos por caminhão-pipa da
prefeitura porque os poços artesianos estão com nível muito baixo. Um casal de
pequenos agricultores mostra o tamanho do milho colhido.
A cidade de Itapeva, sul de Minas
Gerais, é cortada pelo Rio Camanducaia que deságua no Rio Jaguari. Moradores do
bairro de Estivinha são abastecidos por caminhão-pipa da prefeitura porque os
poços artesianos estão com nível muito baixo. A senhora Izildinha, moradora do
bairro, mostra sua pequena horta.
O Rio Jaguari chega a
Joanópolis/SP e forma um grande reservatório.
A cidade de Itapeva, sul de Minas
Gerais, é cortada pelo Rio Camanducaia que deságua no Rio Jaguari. Na foto,
região de Itapeva vista da Pedra Chata, ponto turístico da cidade.
A cidade de Itapeva, sul de Minas
Gerais, é cortada pelo Rio Camanducaia que deságua no Rio Jaguari. Moradores do
bairro de Estivinha são abastecidos por caminhão-pipa da prefeitura porque os
poços artesianos estão com nível muito baixo.
A cidade de Itapeva, sul de Minas
Gerais, é cortada pelo Rio Camanducaia que deságua no Rio Jaguari. Moradores do
bairro de Estivinha, parte alta da cidade, são abastecidos por caminhão-pipa da
prefeitura porque os poços artesianos estão com nível muito baixo.
O Rio Jaguari chega a
Joanópolis/SP e forma um grande reservatório. Em um grande condomínio de luxo,
a rampa para o acesso das embarcações termina no meio do mato onde antes havia
água.
A cidade de Itapeva, sul de Minas
Gerais, é cortada pelo Rio Camanducaia que deságua no Rio Jaguari. Moradores do
bairro de Estivinha são abastecidos por caminhão-pipa da prefeitura porque os
poços artesianos estão com nível muito baixo.
O Rio Jaguari chega a Joanópolis/SP e forma um
grande reservatório.
A cidade de Extrema, sul de Minas
Gerais, é cortada pelo Rio Jaguari que, em Joanópolis/SP, forma um grande
reservatório. Na foto, a Cachoeira do Jaguari, que fica em um parque municipal.
O Rio Jaguarí chega a
Joanópolis/SP e forma um grande reservatório.
A cidade de Itapeva, sul de Minas
Gerais, é cortada pelo Rio Camanducaia que deságua no Rio Jaguari. Moradores do
bairro de Estivinha são abastecidos por caminhão-pipa da prefeitura porque os
poços artesianos estão com o nível muito baixo. Izildinha, moradora do bairro,
mostra a mina de onde vem sua água.
Curso do Rio Jaguari, com
baixíssimo nível, visto entre as cidades de Bragança Paulista e Vargem. Vítimas
das cheias dos anos 2010 e 2011 nas cidades de Atibaia e Bragança Paulista
sofrem agora com a seca e ameaça de racionamento.
O Rio Jaguari chega a
Joanópolis/SP e forma um grande reservatório.
O Rio Jaguari chega a
Joanópolis/SP e forma um grande reservatório.
O Rio Jaguari chega a
Joanópolis/SP e forma um grande reservatório.
O Rio Jaguari chega a
Joanópolis/SP e forma um grande reservatório. Em um grande condomínio de luxo à
beira do rio um pier na encosta do morro mostra onde antes era o nível da água.
O Rio Jaguari chega a
Joanópolis/SP e forma um grande reservatório. Em um grande condomínio de luxo
foi necessário o alongamento da rampa para o acesso das embarcações na água.
O Rio Jaguari chega a Joanópolis/SP
e forma um grande reservatório.
O Rio Jaguari chega a Joanópolis/SP
e forma um grande reservatório.
A cidade de Itapeva, sul de Minas
Gerais, é cortada pelo Rio Camanducaia, que deságua no Rio Jaguari. Na foto,
moradores do bairro de Estivinha, parte alta da cidade, que são abastecidos por
caminhão-pipa da prefeitura porque os poços artesianos estão com o nível muito
baixo.
A cidade de Itapeva, sul de Minas
Gerais, é cortada pelo Rio Camanducaia, que deságua no Rio Jaguari.
O Rio Jaguari chega a Joanópolis/SP e forma um
grande reservatório.
Curso do Rio Jaguari com
baixíssimo nível, visto entre as cidades de Bragança Paulista e Vargem. Vítimas
das cheias dos anos 2010 e 2011, nas cidades de Atibaia e Bragança Paulista,
sofrem agora com a seca e ameaça de racionamento.
Em
queda
Em
28/02/14 o nível útil do volume de água do Cantareira caiu novamente, atingindo
16,4% da capacidade, o menor da história. Segundo o primeiro relatório do
comitê anticrise, revelado pelo Estado na semana passada, o volume útil do
manancial vai se esgotar em agosto se o cenário de estiagem for igual ao de
1953, o pior de sua história.
O
grupo recomendou que a Sabesp elaborasse um plano para captar o chamado
"volume morto", cerca de 400 milhões m3 do fundo dos
reservatórios.
A
empresa anunciou em 27/02/14 que vai investir R$ 80 milhões na compra de 20
bombas para iniciar a captação profunda em dois meses. O volume morto fica
abaixo do nível dos dutos que captam a água no fundo das represas.
Diferentemente do restante da água, que é captada pelos dutos pela força da
gravidade, o líquido do volume morto precisa ser sugado.
O
problema é que o monitoramento do comitê anticrise revela que a seca deste ano
está ainda mais crítica do que a de 1953. Naquele ano, as vazões médias do sistema
nos meses de janeiro e fevereiro foram de 24,5 e 29,1 m³/s, respectivamente.
Neste ano, os índices foram de 14,3 m³/s em janeiro e apenas 8,5 m³/s em
fevereiro.
Só no
mês passado, a vazão média de água liberada para a região de Campinas e para a
Grande São Paulo foi de 32,6 m³/s, o que criou um déficit de 24,1 m³/s. (OESP)

























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