De acordo com a concessionária, a compra das bombas custou
R$ 80 milhões e a previsão é de que o início da captação da água do volume
morto ocorra em 60 dias.
O índice que mede o
volume de água armazenado nos reservatórios do Sistema Cantareira registrou
novo recorde negativo em 28/02/14. O nível caiu para 16,4% da capacidade ante
16,6% reportado em 27/02/14. Há uma semana, o índice era de 17,7%. O Sistema
Cantareira é responsável pelo abastecimento de 8,8 milhões de cliente da Sabesp
na Grande São Paulo.
Entretanto, a Sabesp
nega a possibilidade da adoção de racionamento na Grande São Paulo. Em nota, a
concessionária responde que no momento "não trabalha com nenhum tipo de
restrição de consumo".
Para evitar um
possível cenário de desabastecimento de água, a concessionária recebeu
autorização do governo para explorar o volume morto do Sistema Cantareira,
volume de água que fica abaixo do nível operacional de captação do fundo dos
reservatórios. Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, a Sabesp anunciou a
compra de 20 bombas e o início das obras de infraestrutura necessária para
utilização da reserva adicional de 400 milhões m³.
De acordo com a concessionária,
a compra das bombas custou R$ 80 milhões e a previsão é de que o início da
captação da água do volume morto ocorra em 60 dias.
O Sistema Cantareira
é responsável pelo abastecimento de 8,8 milhões de cliente da Sabesp na Grande
São Paulo.
Segundo a presidente
da Sabesp, Dilma Pena, as bombas serão instaladas nas represas Jaguari/Jacareí
e Atibainha. "É importante a população saber que a Sabesp está tomando
todas as medidas para garantir o abastecimento", afirmou. Questionada
sobre a possível adoção de um racionamento, a executiva afirmou que a concessionária
está "fazendo todo o esforço para garantir o abastecimento de água".
Dilma classificou o
atual momento como uma "crise hídrica", causada exclusivamente pela
falta de chuvas. A pluviometria acumulada no mês sobre a região do Cantareira
(na divisa entre São Paulo e Minas Gerais) corresponde a apenas 36% da média
histórica para fevereiro. Em dezembro e janeiro, as chuvas também ficaram muito
abaixo do esperado.
Cálculo do Consórcio
PCJ (entidade que representa as demais cidades que dividem a outorga do Sistema
Cantareira com a Sabesp) estima que seriam necessários 1000 milímetros (mm) de
chuvas entre fevereiro e março para garantir que os reservatórios retornassem a
um nível considerado seguro. Para março, a média de chuvas esperada é de 184,1
mm, segundo dados da própria Sabesp.
No relatório que o
comitê anticrise instituído pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo
Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE),
divulgou em 18 de fevereiro, a estimativa para o pior cenário de estiagem é que
a água do nível operacional do sistema acabe no fim de agosto. Mesmo no cenário
mais positivo projetado pelo comitê, o índice do volume de água armazenado no
Cantareira em novembro deste ano deve ser de 17%, nível que ainda é considerado
crítico por técnicos do setor de saneamento.
No início do mês, a
concessionária anunciou um programa de descontos de até 30% na tarifa dos
clientes que reduzirem o consumo de água em 20%, benefício que será válido até
agosto ou até a normalização do sistema. Além disso, em janeiro, a Sabesp já
havia transferido o abastecimento de 1,6 milhão de consumidores da zona leste
da capital paulista para o Sistema Alto Tietê. A concessionária também chegou a
fechar um contrato de R$ 4,5 milhões com uma empresa para indução de chuvas
sobre o sistema. (diariodolitoral)

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