quinta-feira, 1 de maio de 2014

Ato em defesa do Sistema Cantareira pede racionamento

Os cerca de 300 manifestantes estenderam uma faixa com os dizeres “Salvem o Cantareira – Água para Todos”
Sistema Cantareira: ambientalistas e políticos se uniram no alerta para risco de que região sudeste de São Paulo tenha desenvolvimento econômico afetado pela escassez de água
Manifestantes pediram "racionamento já" durante ato em defesa do Sistema Cantareira, realizado em 25/04/14 no leito seco da Represa Jaguari-Jacareí, entre Piracaia e Joanópolis, na região de Campinas.
O coro fez eco a discursos de deputados, vereadores e ambientalistas defendendo medidas de restrição ao consumo na Grande São Paulo equivalentes às adotadas nas cidades abastecidas pelas bacias do Piracicaba, Jundiaí e Capivari (PCJ).
A maioria das cidades está sob racionamento ou rodízio em razão da crise hídrica que afeta a região.
Parte da água desses rios que abastecem a região é retida nos reservatórios do Cantareira para abastecer a Grande São Paulo.
Os cerca de 300 manifestantes estenderam uma faixa com os dizeres "Salvem o Cantareira - Água para Todos".
Ambientalistas e políticos se uniram no alerta para o risco de que a região sudeste de São Paulo, uma das que mais crescem no país, tenha seu desenvolvimento econômico afetado pela escassez de água.
Alguns grupos levavam cartazes e galões vazios. De mãos dadas, eles deram um abraço simbólico nos pilares da ponte da Rodovia José Augusto Freire (SP-36), cravados na terra seca.
A lâmina de água, que no ano passado quase chegava à ponte, agora está recuada à distância de um quilômetro - o nível do maior reservatório do Sistema Cantareira é de apenas 4,1%, enquanto o sistema todo operava nesta sexta-feira com 11,4%.
Durante a manifestação foi aprovado um documento elaborado pelo Consórcio PCJ com 39 reivindicações aos órgãos gestores e autoridades, entre elas as que propõem a decretação de calamidade pública e a redução imediata de 50% no consumo para evitar o uso do volume morto do Sistema Cantareira.
A captação dessa água do fundo dos reservatórios, já autorizada pelo governo, pode comprometer definitivamente o sistema, segundo o PCJ. O documento não faz menção expressa a rodízio ou racionamento.
A decretação de calamidade, segundo o PCJ, facilitará às prefeituras a obtenção de recursos para estimular o uso racional da água.
O texto também sugere a limitação na expansão urbana em áreas críticas de abastecimento e pede a liberação de recursos para obras que aumentem a disponibilidade de água nas áreas do PCJ.
O documento, já entregue aos deputados que estiveram no evento, será encaminhado na segunda-feira a órgãos gestores do sistema hídrico e aos parlamentos e governos do Estado e da União.
O Consórcio Intermunicipal das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, que esteve à frente da manifestação, é formado por vereadores de 43 municípios, além de usuários industriais, prefeituras, serviços de saneamento, universidades, sociedade civil organizada, promotoria pública e comunidade. (exame)

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