segunda-feira, 9 de junho de 2014

El Niño deve viabilizar chuvas no período seco

ONS: El Niño deve viabilizar chuvas no Sul no período seco
De acordo com o diretor-geral, negociações devem garantir execuções de medidas operativas.
Apesar de uma diminuição no risco de déficit de energia, o Operador Nacional do Sistema Elétrico não vai propor o desligamento de nenhuma usina térmica na reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico na próxima semana. Hermes Chipp, diretor-geral do ONS, quer que a chuva da região Sul se viabilize, provocada pelo fenômeno El Nino. Essas chuvas devem ocorrer entre agosto e setembro, segundo os meteorologistas. "Embora tenha reduzido o CMO e o PLD, não é o momento para se desligar térmicas", explica Chipp, que esteve presente em 03/06/14 no Seminário de Gás Natural, no Rio de Janeiro (RJ). Um desligamento das térmicas até o final do ano dependeria das condições de armazenamento ao término do período seco. Segundo ele, pode ser que chova no sudeste na média.
Chipp também defende que haja um entendimento entre os entes envolvidos para que ONS possa tomar as medidas operativas adicionais necessárias para preservar no período seco os estoques dos reservatórios de cabeceiras das principais bacias hidrográficas, como as do São Francisco e Grande Parnaíba. "Estamos buscando superar as restrições hidráulicas e ambientais que tem nas usinas que impedem o armazenamento nas cabeceiras, como o armazenamento mínimo em Mascarenhas de Moraes e a defluência mínima em Três Marias, além de problemas ambientais e abastecimento de água em algumas cidades", aponta. Segundo ele, apesar dessas questões serem importantes, eles devem ser resolvidos localmente e não pelo setor elétrico.
"Um abastecimento de água local pode ser resolvido com serviço de captação de água e não pode criar complicações para um abastecimento nacional", explica. Municípios de Minas Gerais entraram na justiça para garantir que não se alterasse os níveis dos reservatórios da usina de Mascarenhas de Moraes. Para o diretor do ONS, essas ações devem ser articulados entre ministérios, agências e órgãos de licenciamento. "Temos conseguido resolver. Falta uma pequena parte que Furnas está atuando para resolver", observa. Ele dá como exemplo a usina de Furnas, que com as atuais previsões de hidrologia, deve chegar ao fim do período seco com nível de 8% de armazenamento. Caso seja adotada uma medida de flexibilização operativa em Mascarenhas de Moraes, ela chega a quase 20%.
Chipp ainda revelou que acredita que no próximo leilão A-5 sejam vendidas térmicas a gás. Ele se queixou ainda que no leilão A-3 não haverá térmicas convencionais e que é necessário um trabalho para se diminuir os entraves para a viabilização dessas usinas térmicas, como o índice de custo e benefício e a inflexibilidade. "O operador quer mais térmicas, porque o sistema está perdendo regularização. Isso tem que ser trabalhado para que aconteça”, conclui. (canalenergia)

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