segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Previsão aquecimento global para 2026

O ano de 2026 é projetado para ser um ano crítico para o meio ambiente e a humanidade, com um aumento significativo na temperatura média global. Projeções indicam que 2026 pode estar entre os anos mais quentes já registrados, com uma temperatura média global até 1,58°C acima dos níveis pré-industriais. Especialistas destacam a aceleração do aquecimento global e os riscos de eventos climáticos extremos, reforçando a urgência de ações para mitigar emissões de gases.
Cientistas, incluindo especialistas do Copernicus e o ex- NASA James Hansen, alertam que 2026-2027 trará novos extremos climáticos, com alto risco de serem os anos mais quentes já registrados. A previsão indica aumento da instabilidade, alternando veranicos com chuvas intensas, impulsionado pela trajetória clara de aquecimento global e possível influência do El Niño.

Principais Alertas para 2026-2027:

Calor Extremo: 2026 deve se manter acima da média de temperatura dos anos anteriores, figurando entre os cinco mais quentes já registrados. O risco de um novo ano recorde de calor até 2027 é de 98%.

Instabilidade Climática: Especialistas preveem um clima mais instável, com alternância severa entre períodos de seca (veranicos) e chuvas fortes.

Risco de 1,5°C: Especialistas alertam que o aquecimento global pode ultrapassar a marca crítica de 1,5°C até 2027.

Consequências Tropicais: O avanço das mudanças climáticas, se não freado, pode tornar regiões tropicais inabitáveis, alertam cientistas como Carlos Nobre.

Emissões em Alta: O combate às emissões estagnou em algumas nações e o uso de carvão nos EUA subiu, anulando progressos anteriores.

A trajetória de aquecimento é descrita como "muito, muito clara", segundo Carlo Buontempo, do Copernicus, indicando que, independentemente de 2026 ou 2027 baterem o recorde, a tendência de calor extremo continuará.

Cientista faz alerta ao mundo sobre o clima do planeta em 2026-2027.

James Hansen, autoridade mundial em clima, faz previsão grave de um salto da temperatura planetária com El Niño.

O clima planeta pode enfrentar um novo salto de aquecimento global entre 2026 e 2027, impulsionado por um episódio de El Niño previsto para se formar no Oceano Pacífico. O alerta vem do climatologista James Hansen, cientista da NASA até 2013 e atual diretor de ciência climática da Universidade de Columbia, em Nova York, um dos cientistas mais respeitados do mundo quando o assunto é aquecimento global.

Novo salto na temperatura do planeta traria ainda mais extremos no clima como ondas de calor, secas, enchentes e incêndios florestais no segundo semestre de 2026 e em 2027.

Segundo Hansen, a temperatura média global em 2025 ficou preliminarmente 1,47°C acima dos níveis do período pré-industrial (1880 a 1920). Esse valor faz de 2025 o segundo ano mais quente já registrado, perdendo apenas para 2024, que estabeleceu o recorde histórico. A diferença entre os dois anos é pequena, cerca de 0,1°C, mas suficiente para mostrar que o planeta segue em trajetória de aquecimento contínuo.

Mais preocupante ainda é a média dos últimos 3 anos. Entre 2023 e 2025, a temperatura global média ficou em 1,5°C acima do nível pré-industrial, exatamente o limite mais ambicioso estabelecido pelo Acordo de Paris para evitar os piores impactos das mudanças climáticas. Para Hansen, esse dado indica que o aquecimento global não é mais uma ameaça distante, mas uma realidade presente.

O cientista lembra que, em março de 2024, ele e sua equipe já haviam previsto que o El Niño então em curso provocaria um aquecimento maior do que o observado em episódios anteriores do fenômeno. Na época, a projeção era de que a temperatura global atingisse pelo menos 1,6°C acima do período pré-industrial e que, mesmo após o fim do El Niño, o planeta não esfriasse muito, permanecendo em torno de 1,4°C.

Essa previsão se confirmou. Agora, com base em novos dados e modelos climáticos, Hansen afirma que a temperatura média global deve atingir um mínimo temporário em torno de 1,4°C no primeiro semestre de 2026 e partir daí a tendência será de uma nova elevação, impulsionada por um novo episódio de El Niño, que pode se desenvolver na segunda metade de 2026 e avançar por 2027.

Atualmente, o Oceano Pacífico tropical está sob influência da La Niña, fase fria do sistema conhecido como El Niño–Oscilação Sul (ENSO). Esse sistema é o principal responsável pelas variações naturais de temperatura de um ano para o outro no planeta. Durante o El Niño, as águas do Pacífico equatorial ficam mais quentes do que o normal, o que costuma elevar a temperatura média global.

Embora a NOAA, agência climática dos Estados Unidos, adote uma postura cautelosa e indique apenas a possibilidade de uma transição para condições neutras no início de 2026, Hansen destaca que diversos modelos climáticos independentes apontam para a formação de um El Niño mais adiante, ainda em 2026. Para ele, os sinais nos oceanos e na atmosfera já sugerem essa mudança.

Com a chegada desse novo El Niño, James Hansen faz uma projeção alarmante de que a temperatura média global possa alcançar cerca de 1,7°C acima do nível pré-industrial em 2027, estabelecendo um novo recorde histórico com marca que somente era esperada para daqui a uma década ou mais.

O intervalo curto entre esse possível recorde e o último grande El Niño, ocorrido em 2023, chama a atenção dos cientistas. Em apenas 4 anos, o planeta pode ganhar mais 0,1°C de aquecimento estrutural, sem considerar a variabilidade natural.

Hansen afirma que isso é um sinal claro de que o aquecimento global está se acelerando. Segundo ele, a taxa atual de aumento da temperatura média global é de cerca de 0,31°C por década, um ritmo considerado muito alto.

Um dos fatores por trás dessa aceleração seria a mudança no efeito dos aerossóis — partículas presentes na atmosfera que, por décadas, ajudaram a mascarar parte do aquecimento ao refletir a luz solar. Com a redução dessas partículas em várias regiões do mundo, esse “freio” temporário ao aquecimento estaria desaparecendo.

O climatologista reconhece que fazer previsões envolve riscos, mas defende que esse exercício é essencial para o avanço da ciência. Para ele, testar hipóteses com base nos dados disponíveis permite melhorar modelos, corrigir erros e compreender melhor o funcionamento do sistema climático da Terra.

Nuvens reflexivas da luz solar na atmosfera terrestre têm encolhido, aumentando aquecimento global.

Nuvens da Terra estão encolhendo, o que aumenta o aquecimento global

Cientistas acreditam que essa é a peça que faltava na explicação de por que mais energia solar têm entrado do que saído do planeta. (metsul.com)

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