quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Depois de 2 meses Cantareira fica acima de 8%

As chuvas que ocorreram sobre o Sudeste ao longo dos últimos dias beneficiaram também os principais reservatórios que abastecem a cidade de Sã0 Paulo. As sucessivas elevações nos níveis disponíveis para consumo aliviam, mas não resolvem o problema. O Sistema Cantareira ainda opera com a segunda cota da reserva técnica.
Os temporais que ocorreram entre a tarde de 16 e a madrugada de 17/02/15 trouxeram um acumulado de 22,3mm de chuva para o Sistema Cantareira. O Alto do Tietê registrou um total de 17,5mm e o Guarapiranga em total de 34,6mm, segundo informações da Sabesp.
Após um período de 2 meses e 11 dias o Cantareira volta  ficar acima dos 8%. A última vez que isso aconteceu foi em 06 de dezembro de 2014.
Mais chuva ao longo da semana, mas depois...
Até o fim desta semana a tendência é de mais chuva sobre as áreas de captação dos reservatórios que abastecem a cidade de São Paulo. A presença de um sistema de baixa pressão atmosférica vai auxiliar a organização de áreas de instabilidade e trazer mais chuva.
Mas a condição do tempo não é tão animadora ao longo da segunda quinzena de fevereiro. A alta subtropical do Atlântico Sul (ASAS) volta a favorecer uma condição de bloqueio atmosférico. Sem a organização de sistemas na costa de São Paulo ou a passagem de frentes frias a tendência é da diminuição da chuva sobre o todo o Sudeste.
Mais áreas de instabilidade avançam do interior em direção à Região Metropolitana de São Paulo e há o risco de mais chuva. Com os volumes registrados ao longo da noite de 16 e na madrugada de 17/02/15, há a possibilidade de novos alagamentos e extravasamentos de rios.
Os temporais que ocorreram entre a noite de 16 e da madrugada de 17/02/15 deixaram a cidade de São Paulo em alerta. Ocorreram extravasamentos no Rio Tietê e alagamentos na Zona Leste da capital. A partir da tarde da terça-feira já há o risco de novos temporais.
As imagens do satélite meteorológico mostram o avanço das áreas de instabilidade do interior de São Paulo em direção ao oceano passando pela faixa leste e trazendo mais nuvens carregadas.
Segundo informações do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) a região de São Matheus na Zona Leste da capital paulista entrou em estado de alerta devido aos alagamentos intransitáveis decorrentes da forte chuva. As estações de medição do CGE registraram um total de 50 mm na Penha entre as 10h da manhã de 16 e 17/02/15. No mesmo período a estação do Itaim Paulista registrou um total de 45,6 mm e no Butantã (Zona Oeste) um total de 56,2 mm.
O Sistema de Alerta a Inundações do Estado de São Paulo (SAISP) informou o extravasamento do Rio Tietê na altura de Mogi das Cruzes. A região do Jardim Romano entrou em estado de alerta para o risco de extravasamento de córregos.
A estação automática do INMET no Mirante de Santana registrou um total de 80,2 mm em apenas 12 horas. Deste acumulado 52 mm foram registrados em apenas uma hora. Já a estação convencional registrou um total de 85,3 mm no período de 12 horas, que representa 38,5% da média climatológica para o mês de fevereiro.
Não chove tanto no Mirante de Santana desde de 15 de dezembro de 2012 quando choveu 114,3 mm.
Ainda segundo informações da estação convencional do INMET, choveu desde o início de fevereiro um total de 216 mm que representa 97% da média climatológica. Com a chuva prevista até o fim desta semana há grandes possibilidades para que o mês de fevereiro encerre com chuva levemente acima da média.
Semana ainda será marcada pela chuva
A formação de um sistema de baixa pressão atmosférica entre a costa de São Paulo e do Paraná vai trazer mais áreas de instabilidade para a Região Metropolitana paulista. São esperados grandes volumes acumulados de chuva a qualquer momento até 19/02. Em 20/02/15 o distanciamento do sistema de baixa pressão atmosférica faz com que a chuva diminua sobre todo o Estado de São Paulo, ainda pode chover a qualquer momento, mas com uma intensidade menor.
Semana de muita chuva sobre SP
Os temporais foram frequentes sobre o Estado de São Paulo na primeira quinzena de fevereiro causando grandes alagamentos e outros transtornos em diversos municípios.
No litoral, o excesso de chuva já preocupa. Vários eventos de tempestades desde o começo do ano derramaram quantidades de chuva extremamente elevadas causando enchentes e o encharcamento do solo e das encostas. O mais recente temporal, no fim de semana, voltou a causar problemas em diversas cidades litorâneas.
Em Santos, pela medição da Defesa Civil de São Paulo, a chuva superou a média em janeiro, com 504 mm acumulados. Em 16 dias de fevereiro já choveu 267 mm, sendo que a média de chuva para este mês é de 220 mm.
Mais chuva
No decorrer desta semana, várias condições meteorológicas se combinam para manter grandes áreas de instabilidade sobre o Estado de São Paulo. A expectativa é de que muitos eventos de temporais ocorram até o fim da semana em todas as regiões do estado. O risco de chuva forte já é alto inclusive sobre a região da Grande São Paulo e pelo litoral.
A meteorologista Josélia Pegorim comenta as condições para chuva nos próximos dias.
Chuva forte na Grande SP
Áreas de instabilidade se intensificam sobre o Estado de São Paulo e nuvens carregadas voltam a crescer também sobre a região da Grande São Paulo. Por volta das 16 horas da segunda-feira, 16, os radares Climatempo-USP detectavam vários núcleos de chuva moderada a forte sobre as zonas oeste e leste da capital e em áreas do Grande ABC.
No decorrer da noite, estas áreas de instabilidade devem provocar mais pancadas de chuva em diversas áreas da região metropolitana e que podem ser fortes, causando alguns alagamentos.
Acompanhe a evolução da chuva sobre a Grande São Paulo pelos radares Climatempo-USP.
Sudeste seca na segunda quinzena de fevereiro
As chuvas observadas nos últimos dias sobre o Sudeste favoreceu uma modesta melhora nos índices dos reservatórios de São Paulo e de Belo Horizonte, mas as notícias não são boas até o fim do mês de fevereiro. As condições dos primeiros 15 dias do mês não serão nada parecidas com o que está por vir.
Apesar do mapa de 15 dias ainda mostrar chuva sobre São Paulo, Triângulo Mineiro e sul de Minas Gerais, os volumes de concentram apenas até o dia 21 de fevereiro.
Já é possível observar que entre os dias 22 e 26 de fevereiro a tendência é de pouca chuva. Os acumulados dificilmente chegam aos 30mm em toda a Região Sudeste.
Essa condição já mostra a configuração de um novo bloqueio atmosférico. O meteorologista César Soares comentou a previsão de chuva ao longo dos próximos 15 dias para todo o Brasil no Climatempo News.
Cantareira: chuva de fevereiro é a maior em 2 anos
O nível do Sistema Cantareira subiu 0,5% nas últimas 24 horas completando 14 dias consecutivos de sem queda. Na manhã de 16 de fevereiro de 2015, o armazenamento estava em 7,8%, mesma marca registrada em 8 de dezembro de 2014.
No gráfico, a cor vermelha indica queda em 24 horas, o amarelo estabilidade e o roxo elevação em 24 horas.
A chuva frequente sobre represas que compõem o Cantareira, a economia que a população está fazendo e a diminuição da pressão da água são fatores que estão contribuindo para a elevação do nível de água armazenada.
Volume de chuva de fevereiro alcança a média no Cantareira e no Alto Tietê
A chuva de fevereiro está surpreendendo. Em 16 dias, segundo a Sabesp, choveu 206,1 m sobre o Cantareira superando ligeiramente a média histórica que é de 199,1 mm. O volume de chuva acumulado até agora em fevereiro já é o maior desde fevereiro de 2013, quando choveu 249,0 mm em 28 dias. Há dois anos não chovia tanto sobre o Cantareira.
O nível do Alto Tietê e do Guarapiranga também subiu nas últimas 24 horas. O Alto Tietê teve alta de 0,5% e estava com 14,6% de armazenamento. O total de chuva acumulado em 16 dias foi de 197,3 mm, ligeiramente acima da média histórica para fevereiro que é de 192,0 mm.
O Guarapiranga teve alta de 0,1% e estava com 55,3% de armazenamento na manhã de 16 de fevereiro de 2015. O total de chuva acumulado foi 137,6 mm, sendo que a média é de 192,5 mm.
Mais chuva
Áreas de instabilidade vão continuar se formando sobre São Paulo no decorrer da semana e as pancadas de chuva vão continuar frequentes sobre todos os reservatórios que a abastecem a Grande São Paulo. Até o fim da semana, p Cantareira deve ter vários eventos de chuva forte. Porém, para a última semana de fevereiro, a expectativa é de grande redução da chuva.
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A presença de uma frente fria no mar e a formação de um sistema de Baixa Pressão favorecem a formação de nuvens carregadas sobre São Paulo e o centro-sul do Rio de Janeiro. Há risco para alagamentos e deslizamentos no litoral norte de São Paulo e na Costa Verde e Serra dos Araras no Rio de Janeiro.
As capitais também têm risco de chuva forte entre o fim de tarde e a noite de 15/02.
Chuva e raios na Baixada Santista (SP)
Nuvens carregadas que se formaram sobre a Grande SP avançaram e neste momento provocam chuva moderada com raios na Baixada Santista. A Base Aérea do Guarujá registrou 26°C.
Nível de armazenamento subindo no Cantareira
O Sistema Cantareira registrou novamente aumento do seu nível de armazenamento entre o sábado e o domingo. Segundo a Sabesp, na manhã de 15/02, o nível de armazenamento do Cantareira estava em 7,3%, alta de 0,2% com relação ao nível registrado na manhã da sábado, 14 de fevereiro. Ainda segundo os dados da Sabesp, até o dia 15 de fevereiro as chuvas já acumularam 163,5 mm na região, cerca de 82% da média para o mês.
O Sistema Alto Tietê também registrou um aumento nas últimas 24h: passou de 13,7% para 14,1% na entre os dias 14 e 15/02. O Guarapiranga registrou alta de 0,2% (passou de 55% em 14para 55,2% em 15/02).
Para os próximos dias, a formação de dois sistemas de baixa pressão próximo a costa do Sudeste vai favorecer a formação de nuvens carregadas sobre o Estado de São Paulo. A previsão indica mais chuva para os próximos dias em todos os mananciais que abastecem a Grande São Paulo.
Risco de chuva forte no litoral de SP e PR
A presença de uma frente fria e a formação de um sistema de Baixa Pressão irão favorecer a formação de nuvens muito carregadas entre o litoral sul de São Paulo e o litoral do Paraná entre a noite de 14 e a manhã de 15/02/15.
Nos mapas a seguir são apresentados os acumulados de chuva previstos pelos modelos meteorológicos entre as 10h e 22h do dia 14h e entre as 22h do dia 14 e as 10h do dia 15. As áreas em tons alaranjados e vermelhos indicam as regiões com o maior acumulado de chuva previsto.
Grande SP tem mais chuva até a noite
Uma linha de instabilidade avançou do interior de São Paulo em direção à faixa leste do Estado  trazendo nuvens carregadas para a Grande São Paulo. Os radares meteorológicos Climatempo-USP começaram a detectar chuva em áreas da Grande SP no fim da manhã e no começo da tarde já chovia forte. As áreas de instabilidade continuam se espalhando sobre a Grande São Paulo no decorrer da tarde. Há risco de temporais e alagamentos até a noite.
Kelly Galindo fotografou nuvens muito carregadas sobre São Bernardo da Campo na tarde de 13 de fevereiro de 2015
Até 16 horas, a chuva mais intensa havia ocorrido sobre a zona leste da capital. O Sistema de Alerta e Inundações do Estado de São Paulo (SAISP) e o Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura (CGE) registram 58,0 mm entre 15h e 16h sobre Itaquera, na região do córrego Jacu, na zona leste. Esta quantidade de chuva é muito elevada para um período de tempo de apenas 1 hora e pode causar alagamentos
Por volta das 16h, os radares Climatempo-USP detectavam chuva moderada a forte em vários locais entre o Grande ABC, a zona leste da capital, Guaruhos e Mogi das Cruzes.
Radares Climatempo USP – 13/02/15 - 15h55
Por volta das 14h, a chuva forte se espalhava pelo sul da capital e Grande ABC,  sobre Mogi das Cruzes e em também entre Cajamar e Barueri.
Radares Climatempo-USP 13/02/15 14h05
Fortes áreas de instabilidade se formaram sobre o interior de São Paulo e provocam temporais na manhã de 13/02, anunciando a aproximação de uma frente fria que vem do Sul do país.
Segundo as imagens dos radares meteorológicos operados pelo IPMET/UNESP choveu com intensidade entre moderada e forte pela manhã em cidades do centro-oeste e norte paulista.
Imagem dos radares IPMET/UNESP às 08h15
Os volumes acumulados de chuva também refletem os temporais. Segundo informações das estações meteorológicas do INMET, choveu 40,6mm sobre Lins em apenas uma hora, entre 7h e 8h. As imagens do satélite meteorológico da manhã de 13/02 mostraram também o avanço das nuvens carregadas para o interior de São Paulo. Os tons em azul e branco já representam grandes nuvens, em vermelho nuvens ainda maiores que são capazes de provocar chuva forte.
Fim de semana de folia e mais chuva
A presença de uma frente fria próxima ao litoral de São Paulo vai trazer mais instabilidades sobre o Estado de São Paulo e há previsão de chuva a qualquer momento tanto de 14 quanto em 15/02. A chuva pode ocorrer com forte intensidade e há o risco de temporais até mesmo em cidades nas quais as festas de Carnaval são famosas, como por exemplo, São Luis do Paraitinga.
Por conta da grande quantidade de nuvens no céu a temperatura tende a cair um pouco, mas ainda faz calor e a sensação é de abafamento. (climatempo)

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