Novo relatório sugere mais recordes de temperatura global nos próximos anos.
Um relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) aponta 75% de chance de o aquecimento global superar temporariamente a marca de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais e 86% de probabilidade de que algum ano entre 2026 e 2030 supere o recorde de 2024.
Principais
projeções do relatório:
•
Novos recordes: O recorde do ano mais quente (batido em 2024) pode ser quebrado
já nos próximos ciclos, impulsionado pela tendência de formação de um novo
fenômeno El Niño.
•
Limites de Paris: É previsto que a temperatura média global fique entre 1,3°C e
1,9°C acima da era pré-industrial durante o período de 2026 a 2030. Cruzar a
linha de 1,5°C temporariamente não decreta o fim do Acordo de Paris, já que ele
mede a média a longo prazo (20 anos), mas reforça o alerta climático.
•
Impactos locais: O Ártico deve aquecer mais de 3,5 vezes a média global. Isso
causa derretimento de gelo e perturbações nos sistemas meteorológicos, gerando
eventos climáticos extremos.
O
Observatório do Clima e o Valor Econômico destacam que a atualização, liderada
pelo Met Office do Reino Unido, serve como um forte sinal de que a
estabilização climática precisa ser acelerada.
As temperaturas médias globais provavelmente continuarão em níveis recordes ou próximos a eles nos próximos cinco anos, com anomalias de temperatura no Ártico previstas para continuarem acima da média global, de acordo com um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), produzido pelo Met Office do Reino Unido.
Concurso de Calendário da OMM 2026
A
Atualização Global Anual a Decenal também analisa o clima observado nos últimos
cinco anos e fornece previsões regionais de temperatura e precipitação para os
próximos cinco anos.
Prevê-se
que as temperaturas médias globais anuais próximas à superfície durante o
período de 2026 a 2030 variem entre 1,3°C e 1,9 °C acima da média de 1850-1900.
É provável (86% de chance) que um ano entre 2026 e 2030 ultrapasse 2024 como o
ano mais quente já registrado, de acordo com a atualização.
É
muito provável (91% de chance) que a temperatura média global próxima à
superfície ultrapasse temporariamente 1,5°C acima dos níveis médios de
1850-1900 por pelo menos um ano entre 2026 e 2030. Esse nível também foi
ultrapassado temporariamente em 2024, quando a temperatura média global da
superfície estava cerca de 1,55°C acima da linha de base pré-industrial.
É
provável (75% de chance) que a média quinquenal de 2026-2030 exceda 1,5°C acima
da média de 1850-1900. Considera-se extremamente improvável (menos de 1%) que
qualquer ano isolado exceda 2°C acima da média de 1850-1900 nos próximos cinco
anos.
A
previsão da temperatura média para os próximos cinco anos no Pacífico tropical
central (região Niño 3.4) indica uma tendência para condições de El Niño,
particularmente em 2027 e 2028, afirma o relatório.
O Dr. Leon Hermanson é o autor principal do relatório. Ele afirmou: “Há uma previsão de El Niño para o final de 2026, o que aumenta as chances de o ano seguinte, 2027, ser o próximo ano recorde”.
Jovem lava o rosto à medida que a temperatura aumenta em Nova Déli, na Índia
A
atualização é produzida pelo Met Office do Reino Unido, em sua função de Centro
Líder da OMM para Previsão Climática Anual a Decenal. Ela fornece uma síntese
das previsões fornecidas por 13 institutos diferentes, incluindo 4 Centros
Globais de Produção: Centro de Supercomputação de Barcelona, Centro Canadense
de Modelagem e Análise Climática, Serviço Meteorológico Alemão (Deutscher
Wetterdienst) e Met Office.
A confiança nas previsões da temperatura média global anual próxima à superfície é alta, visto que as previsões retrospectivas demonstram um alto grau de precisão.
Níveis de 1,5°C à 2°C especificados no Acordo de Paris referem-se ao aquecimento de longo prazo sustentado por um período prolongado, normalmente avaliado ao longo de 20 anos. Anos isolados com temperaturas médias globais anuais superiores a esses níveis não significam que as metas de temperatura de longo prazo do Acordo de Paris estejam fora de alcance. Espera-se que ultrapassagens temporárias ocorram com frequência crescente à medida que o aumento subjacente da temperatura global se aproxime desses níveis. (ecodebate)




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