segunda-feira, 11 de abril de 2016

Depois de El Niño, Brasil enfrentará La Niña

Depois de El Niño, Brasil se prepara para enfrentar La Niña
Após um ano repleto de alterações climáticas causadas pelo El Niño, que foi o mais forte dos últimos 19 anos, outro fenômeno natural, chamado La Niña, vai se formar no fim de 2016. Entre o fim de um evento e o início do outro, teremos neutralidade. Mas as previsões são positivas.
Em 2015 e no começo deste ano, o El Niño aumentou as chuvas na região Sul do país e tornou ainda mais rigorosa a seca do Nordeste. O fenômeno também foi responsável por causar perdas nos cultivos de muitas plantações em todo o país, elevando preços de alguns produtos no mercado e deixando muitos agricultores preocupados com as próximas safras. Mas, depois de tantos estragos, há uma boa notícia. Segundo o meteorologista da Climatempo Alexandre Nascimento, o El Niño vai enfraquecer gradativamente. “Ele está perdendo a força e vai terminar ao longo do outono, provavelmente no último mês da estação”, diz.
Com isso, o meteorologista explica que massas frias começam a se deslocar pelo país ainda no outono, o que é normal para a época quando não há nenhum fenômeno atuando.  “O frio não vai chegar mais cedo como andam dizendo por aí, mas sim na hora certa, o que não aconteceu nos últimos dois anos”, esclarece o meteorologista.
Quanto à La Niña, de acordo com Nascimento, ela só vai atuar a partir de novembro. “O fenômeno vai se desenvolver ao longo do segundo semestre, mas só atuará realmente no último trimestre, ou seja, o ano será praticamente todo sem La Niña”, ressalta Nascimento. 
Com a ausência do El Niño, e o início da La Niña, a primavera e o verão 2016/17 terão chuvas mais distribuídas pelo país. Ou seja, tanto o Norte quanto o Nordeste terão precipitações mais constantes, o que não ocorreu em 2015 e no começo deste ano.
No Sul, a chuva deve diminuir bastante em relação ao ano anterior, ou seja, a região não terá meses consecutivos debaixo d’água, o que aponta para um cenário climático mais dentro da normalidade e positivo, ainda mais para um ano com dois fenômenos opostos e tanta alteração no Pacífico.
O que são os fenômenos
Ao contrário do El Niño, que consiste no aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico (na região equatorial), a La Niña é o resfriamento irregular dessas águas, que contribui com o deslocamento de massas de ar mais frias pela América do Sul e a modificação do clima em outras partes do mundo. Segundo a Climatempo, ela estará presente no fim de 2016, fazendo com que este ano tenha dois fenômenos opostos (um no início e outro no fim). Em 2017, o ano deve ser sob o domínio da La Niña. (noticiasagricolas)

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