domingo, 31 de dezembro de 2017

Lixo eletrônico é crescente risco ao meio ambiente e à saúde humana

Lixo eletrônico representa ‘crescente risco’ ao meio ambiente e à saúde humana, diz relatório da ONU.
O crescente volume de lixo eletrônico, incluindo produtos descartados com bateria ou tomada, tais como celulares, laptops, televisores, refrigeradores e brinquedos eletrônicos, representam uma importante ameaça ao meio ambiente e à saúde humana, alertaram as Nações Unidas em 13/12/2017.
Em 2016, foram gerados 44,7 milhões de toneladas métricas de resíduos eletrônicos, um aumento de 8% na comparação com 2014. Especialistas preveem um crescimento de mais 17%, para 52,2 milhões de toneladas métricas, até 2021.
Em 2016, foram gerados 44,7 milhões de toneladas métricas de resíduos eletrônicos.
“A proteção do meio ambiente é um dos três pilares do desenvolvimento sustentável (…). A gestão do lixo eletrônico é uma questão urgente no mundo digitalmente dependente de hoje, onde o uso de aparelhos eletrônicos está aumentando”, disse Houlin Zhao, secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações (UIT).
O relatório “Global E-Waste Monitor 2017”, lançado por UIT, Universidade da ONU e Associação Internacional de Resíduos Sólidos (ISWA, na sigla em inglês), enfatiza os crescentes volumes de lixo eletrônico e seu descarte e tratamento impróprios por meio de queimadas ou lançamento em lixões.
Em 2016, foram gerados 44,7 milhões de toneladas métricas de resíduos eletrônicos, um aumento de 8% na comparação com 2014. Especialistas preveem um crescimento de mais 17%, para 52,2 milhões de toneladas métricas, até 2021.
Em 2016, apenas 20%, ou 8,9 milhões de toneladas métricas, de todo o lixo eletrônico foram reciclados.
“O Global E-Waste Monitor serve como uma fonte valiosa para governos desenvolverem suas necessárias estratégias políticas, de gestão e padronização para reduzir os efeitos adversos do lixo eletrônico para a saúde e o meio ambiente”, disse Zhao.
Com 53,6% dos domicílios globais acessando a Internet, as legislações e políticas nacionais de lixo eletrônico têm importante papel em governar as ações dos atores envolvidos no tema.
Atualmente, 66% da população mundial, vivendo em 67 países, estão coberta por leis nacionais de gestão do lixo eletrônico, um aumento significativo frente aos 44% de 2014.

As baixas taxas de reciclagem podem ter impactos econômicos negativos. Em 2016, foi estimado que o lixo eletrônico continha depósitos de ouro, prata, cobre, paládio e outros materiais recuperáveis, cujo valor total era estimado em 55 bilhões de dólares. (ecodebate)

Os 7 R's da Sustentabilidade em Ação

Os sete R's fazem parte de um processo educativo que tem por objetivo uma mudança de hábitos no cotidiano dos cidadãos e garantir um futuro melhor para todos nós. A questão-chave é levar o cidadão a repensar seus valores e práticas, reduzindo o consumo exagerado e evitando o desperdício.
Repensar:
Repense seus hábitos. Pense bem antes de comprar. Escolha comprar somente o que realmente é necessário. O consumo excessivo causa degradação ambiental.
Recusar
Recuse produtos fabricados por empresas que não respeitam a natureza ou prejudicam o meio ambiente. Opte por comprar de quem produz com baixo impacto no ambiente e beneficia a sociedade.
Reduzir:
Usando corretamente produtos com maior durabilidade e com embalagens na medida certa, você vai reduzir o consumo de energia, de água e a quantidade de lixo residual. Assim, quando for comprar alguma coisa, pense em como reduzir a quantidade de lixo que será gerado com aquilo e evite excessos de consumo.
Se você mora sozinho, por exemplo, é possível encontrar na maioria dos supermercados, embalagens apropriadas para o consumo de uma só pessoa. Isso evita que os alimentos percam a validade e acabem no lixo. Ou ainda se for organizar a festinha de aniversário do seu filho e convidou 50 amiguinhos, para que comprar uma embalagem de talheres com 200 unidades?
Reparar
Muitas vezes, consertar um produto quebrado sai mais barato do que comprar um novo. Além de ser sustentável, você ainda economiza.
 Reutilizar:
Com um pouco de imaginação e criatividade podemos utilizar o mesmo produto para outro fim. Um objeto pode ganhar funções totalmente diferentes da original e ainda continuar muito eficiente.
Existem diversas maneiras de reutilizar um objeto: garrafas de PET podem virar uma prática horta vertical ou simpáticos brinquedos para as crianças, uma latinha de alumínio pode ser seu próximo porta-trecos ou um lindo vasinho de plantas e um pneu velho pode ser transformado em uma boia da piscina ou um belo puff.
Devemos também adotar o hábito de adquirir produtos que sejam reutilizáveis, como: guardanapos de pano, sacolas retornáveis, fraldas de pano e embalagens reutilizáveis para armazenar alimentos ao invés das descartáveis.
Reciclar:
Não deu para reutilizar? Então renda-se à reciclagem. Cada material deve ser condicionado em um coletor específico para ser reciclado de acordo com sua natureza. Você pode separar os materiais em qualquer lugar e levá-los diretamente aos centros de reciclagem ou procurar serviços de coleta que passem pela sua casa ou trabalho. Lembre-se de separar os resíduos secos, procurando guardar os objetos limpos e secos.
Reintegrar:

Já aquilo que não pode ser reciclado, como restos de alimentos e outros materiais orgânicos, pode ser reintegrado à natureza. A compostagem orgânica é o melhor processo para transformar cascas de verduras e outros resíduos orgânicos em adubo. O composto que resulta do processo é um material altamente nutritivo e pode ser utilizado em jardins, hortas e pomares. (autossustentavel)

Os 8 Rs da sustentabilidade

Tenho certeza que você já ouviu falar dos famosos 3 Rs da Sustentabilidade – ReduzirReutilizar e Reciclar.
No entanto, existem diversas outras ações que podem estabelecer uma relação mais harmônica entre Homem e Meio Ambiente, e muitos outros Rs da sustentabilidade podem, e devem, ser destacados.
Assim, fizemos uma lista de alguns destes conceitos para te inspirar e ajudar na adoção de novos hábitos.
Conheça aqui os 8 Rs da sustentabilidade e aplique-os no seu dia a dia para contribuir com um mundo melhor.
1) REPENSAR
Qualquer ato de consumo causa impactos. O consumo excessivo, incentivado pelo atual sistema, é uma das principais causas de degradação ambiental e social no mundo. Assim, antes de comprar qualquer coisa, reflita se realmente precisa dela. Você verá que nem tudo é necessário e que pode cortar várias coisas do seu dia a dia.
2) REDUZIR
Reduzir é uma atitude essencial para o consumo consciente. Reduza o consumo e o lixo, compre somente o necessário e evite desperdícios. Use a água e a energia de forma racional. Substitua sacolas e copos plásticos por ecobags e canecas. Com pequenas ações como estas, além de contribuir com o meio ambiente, você estará também economizando dinheiro.
3) REUTILIZAR
Dê uma segunda chance ao “lixo” e abuse da criatividade. Garrafas PET, latas, pneus, pallets e muitos outros produtos que costumam virar lixo podem se transformar em móveis, brinquedos, vasos para sua horta, objetos de decoração, etc. Vale lembrar que a doação também é uma ótima alternativa, assim outra pessoa pode reutilizar aquele objetivo que você não usa mais – Pratique o desapego!.
4) RECICLAR
Se não foi possível reutilizar, então recicle, possibilitando que seu lixo se transforme novamente em matéria-prima. Separe o lixo reciclável (papel, metal, plástico, vidro) do orgânico e entregue à coleta seletiva ou às cooperativas de catadores. A reciclagem economiza energia e diminui a exploração dos recursos naturais, além de contribuir com a geração de emprego.
5) RECUSAR
Recuse o que não é necessário, como as sacolinhas no supermercado, panfletos que você sabe que não são de seu interesse, copos descartáveis, etc. Além disso, fique de olho em quem fabrica os produtos, recuse empresas que não respeitam os direitos de seus trabalhadores e o meio ambiente.
6) RESPEITAR
Respeito é essencial para viver em harmonia. Assim, respeite o meio ambiente, as outras pessoas e a si mesmo.
7) RESPONSABILIZAR-SE
Responsabilizar-se pelos seus impactos, bons e ruins, e tomar as medidas necessárias em relação a eles. Seja responsável pela sua rua, seu bairro, sua cidade. Cuide!
8) REPASSAR
Passe adiante. Compartilhe com seus amigos. Inspire outras pessoas.
Muitas dessas ações não exigem esforço algum, tratam-se apenas de uma escolha mais consciente. Faça a sua parte e incentive todos a sua volta a adotar tais práticas! Todos juntos por um mundo melhor. (armarioorganico)

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Os R’s da sustentabilidade

A prática dos ''erres'' é indispensável para o desenvolvimento sustentável. É conhecido da maioria os três erres principais: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Mas poucos conhecem como a evolução dos R's.
1- Reduzir: Evitar adquirir produtos desnecessários. Também é usado no sentido de reduzir a quantidade de lixo produzido em residências
2- Reutilizar: Reutilizar alguns objetos como, por exemplo, embalagens. Com um pouco de imaginação e criatividade podemos aproveitar sobras de materiais para outras funcionalidades.
3- Reaproveitar: Diferente de reutilizar, é reaproveitar objetos que serão descartados, como por exemplo, roupas velhas.
4- Reciclar: Transformar o resíduo antes inútil em matérias-primas ou novos produtos, é um benefício tanto para o aspecto ambiental como energético.
5- Repensar: Pensar em algumas questões relacionadas ao nosso consumo, como por exemplo: Realmente precisamos de determinado produto que compramos?
6- Recusar: É recusar produtos que agridem o meio ambiente.

7- Recuperar: Temos de recuperar o que foi danificado; compensar o planeta pelos desgastes e retiradas que temos realizado. (enerfus)

4 R’s da Sustentabilidade

4 R’s da Sustentabilidade: Repensar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar
A necessidade contínua de revisar a interrelação “homem-ambiente”, engloba o envolvimento de governantes, setor privado, mídia, comunidade científica e a sociedade civil, como um todo.
Nessa perspectiva, têm surgido inúmeras ações frente à crise ambiental, como o jornalismo ambiental e a educação ambiental, por exemplo, que visam principalmente desenvolver nas pessoas conhecimentos, habilidades e atitudes voltadas para a conservação dos recursos naturais e melhoria do meio ambiente.
A partir da Conferência das Nações Unidas sobre o meio Ambiente e Desenvolvimento (também conhecida como RIO 92), foi escolhida três palavras para incentivar atitudes mais sustentáveis: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Pouco tempo depois surgiu o quarto “R” (Repensar), com o objetivo de reforçar a importância de analisar hábitos de consumo (Walmart Brasil, 2016).
A expressão sustentabilidade vem sempre associada a uma maior conscientização sobre as diferentes formas de preservar o meio ambiente, estabelecendo-se, assim, um vínculo direto com a política dos 4R’s. Esta abreviação corresponde às quatro (04) medidas práticas a serem adotadas pelas pessoas, com vistas à melhoria do meio ambiente e promoção da sustentabilidade.
1- Repensar: corresponde à atitude que tomamos e que tem consequência direta em nossas vidas e ao meio ambiente. Assim, deve-se sempre reavaliar e mudar a postura. Nesse sentido, cabem indagações, como: os gastos com a energia são compatíveis com as suas necessidades, ou há exageros? Você consome só o que precisa? Ou também compra por impulso? Você abre mão de usar o carro por alguns dias? Na verdade, não se trata de deixar de fazer as coisas, mas sim de fazer de uma maneira que melhore a qualidade de vida e respeite o meio ambiente.
2- Reduzir: refere-se ao ato de diminuir o lixo e também a emissão de poluentes, a partir de um consumo mais consciente e poupador de recursos naturais. Se atentarmos para as compras que realizamos no cotidiano e nos serviços que contratamos, poderemos perceber que muitas vezes adquirimos coisas que não precisamos ou que usamos poucas vezes.
Como ações práticas, estas podem ser resumidas essencialmente em:
a) uso econômico da água – uso sem desperdício, não usar água para lavar calçadas ou ruas (evitar o uso condenável de “vassouras hidráulicas”), fechar a torneira quando estiver escovando os dentes ou ensaboando as mãos, e ficar atento a qualquer vazamento na rede de água, interna e/ou externa;
b) economia de energia – usar energia limpa (solar e/ou eólica) no aquecimento interno das casas, instalando sensores para evitar desperdícios. Também, dar preferência para as lâmpadas LED, que oferecem grandes vantagens principalmente em termos de durabilidade e economia, além de que não possuem metais pesados (chumbo e mercúrio) em sua composição, causando assim, menor risco ambiental.
c) economia de combustíveis – fazer percursos a pé ou de bicicleta, o que gera economia financeira e de recursos naturais, com ganhos para a saúde e redução de poluição do ar;
d) criar soluções inteligentes e poupadoras, como: produzir seus próprios temperos, cultivando hortas caseiras; usar embalagens recicláveis (papel ou papelão); exercitar a compra a granel, o que vai reduzir as embalagens descartadas.
3- Reutilizar: descartamos muitas coisas que poderiam ser reutilizadas para outros fins. Reutilizar contribui não só para a economia doméstica, mas também para o desenvolvimento sustentável do planeta. Sabe-se que tudo que é fabricado necessita do uso de energia e matéria-prima, assim, ao jogarmos algo no lixo, estamos desperdiçando também a energia que foi usada na fabricação (combustível usado no transporte e matéria prima empregada). Deve-se considerar, ainda, que objetos descartados de forma incorreta, poderá poluir o meio ambiente. A doação também pode ser boa alternativa, tanto a quem precisa quanto à proteção ambiental.
Como ações práticas, resumidamente, cita-se:
a) potes e garrafas pet podem ser usadas como vasos de plantas;
b) usar a impressão dos dois lados do papel e só imprima se for realmente indispensável;
c) móveis (armário, guarda-roupa, sofá, estante, mesa e cadeira) quebrados não precisam ir parar no lixo. Podem ser consertados ou doados;
d) computadores, impressoras e visores podem ser doados para uso em entidades sociais, pessoas carentes;
e) aproveite cascas, frutas e legumes danificados para incorporá-los ao solo;
f) aumente a vida útil de livros, jornais e revistas, trocando-os com amigos.
4- Reciclar: esta ação transforma um objeto usado em um novo produto, que pode ser igual ou diferente. Esta prática resulta em economia de matéria-prima, que é retirada da natureza, isto é, procedimento poupador de recursos naturais. O primeiro passo é proceder a coleta seletiva em sua casa, separando o lixo orgânico do reciclável (plástico, metais, vidro, papel), além de resíduos perigosos (pilhas, lâmpadas, medicamentos, material de limpeza, tinta de cabelos e outros produtos químicos, igualmente danosos ao meio ambiente e à saúde humana).
Cerca de um terço do lixo produzido corresponde aos materiais que podem ser reutilizados, gerando ganhos financeiros e novos empregos, além de que a prática de reciclagem contribui positivamente para a redução do volume de lixo que vai para os aterros sanitários. Processo que pode ser considerado como “ganha-ganha”, isto é, tanto a população quanto o meio ambiente são fortemente beneficiados.
Como considerações finais, pode-se dizer: é preciso inverter a pirâmide, ou seja, colocar em prática a desejável política dos “4 Rs” (Repensar, Reduzir, Reusar e Reciclar) e não continuar produzindo e gerando mais resíduos, deixando que “alguém” assuma a responsabilidade de tratar e dispor adequadamente.
Todas essas práticas não só reduzirão o volume de resíduos gerados diariamente, mas também permitirão o exercício de reuso e reciclagem, culminando em um gerenciamento mais eficiente dos resíduos. São atitudes simples e viáveis que podem ser incorporadas cada vez mais no dia a dia, a fim de proteger o ar, o solo e a água, bem como a preservação de grandes extensões de cobertura vegetal (ou florestas nativas), trazendo como consequências melhores condições de saúde humana, qualidade de vida e saúde ambiental. (ecodebate)

Brasil e China: o desafio de enriquecer antes de envelhecer

Todo país rico – isto é, com alta qualidade de vida e elevado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH acima de 0,87) – passou pela transição demográfica e aproveitou a janela de oportunidade gerada pela mudança da estrutura etária da pirâmide populacional. Não existe exceção. A transição demográfica é fundamental para o enriquecimento de qualquer país em função de dois vetores: 1) redução das taxas de mortalidade; e 2) redução das taxas de fecundidade.
A redução da taxa bruta de mortalidade é fundamental para o desenvolvimento por vários aspectos. Primeiro, é preciso considerar que toda morte significa uma perda. Segundo, a diminuição da mortalidade infantil é uma condição essencial para evitar o trauma da perda precoce de um filho e para evitar que as mulheres em período reprodutivo passem muito tempo se dedicando às tarefas de reprodução. Terceiro, a queda das taxas de mortalidade de adultos aumenta a esperança de vida e permite que as pessoas tenham mais tempo para se dedicar às tarefas produtivas.
Já a redução das taxas de fecundidade é fundamental para a redução do tamanho das famílias e para a possibilidade da mobilidade intergeracional ascendente. Casais com menor número de filhos, em geral, conseguem aumentar o investimento em seu próprio capital humano e na saúde e educação das crianças, aumentando os retornos futuros para toda a família.
Além do mais, a transição demográfica gera necessariamente uma janela de oportunidade com a modificação da estrutura etária, via redução da base da pirâmide etária e aumento da proporção de pessoas em idade produtiva. Este fenômeno conhecido como bônus demográfico é fundamental para a decolagem do desenvolvimento econômico e social de qualquer nação. O bônus demográfico só acontece uma vez na história de cada país e o seu aproveitamento é a condição para o enriquecimento antes do envelhecimento populacional.
O Brasil e a China são dois países que estão tentando aproveitar o bônus demográfico para erradicar a pobreza e dar um salto na qualidade de vida de seus habitantes. O gráfico abaixo mostra que o Índice de Envelhecimento (pessoas de 65 anos e mais sobre as pessoas de 0 a 14 anos) tem aumentado nos dois países, mas com maior rapidez na China, pois a transição demográfica está mais avançada no gigante asiático.
O Índice de Envelhecimento, em 1980, estava em 9,7 idosos (65 anos e mais) para cada 100 crianças e adolescentes (0-14 anos) no Brasil e em 12,4 na China. Em 2015, o IE subiu para 34 no Brasil e 55,4 na China. Em 2025, o IE deve ficar em 58 no Brasil e 87 na China. Portanto a China está passando por um processo de envelhecimento populacional em ritmo mais acelerado do que o Brasil. O IE deve ultrapassar a barreira simbólica de 100 (quando o número de idosos é maior do que o número de crianças e adolescentes) pouco antes de 2030 na China e pouco antes de 2040 no Brasil. Se a data de início do envelhecimento for considerada 60 anos, então estas datas devem ocorrer ainda mais cedo.
É exatamente neste período no qual o IE está abaixo de 100 que acontece o bônus demográfico e em que a janela de oportunidade permite que se dê o salto no processo de desenvolvimento econômico e social. Ou se aproveita este momento histórico ou o sonho do enriquecimento se perde para sempre.
A China é um país que tem aproveitado bem o seu bônus demográfico e o Brasil aproveitou apenas parcialmente. Em 1980, a renda per capita do Brasil (em poder de paridade de compra – ppp) era de US$ 4,8 mil, enquanto a renda per capita da China era de apenas US$ 0,3 mil (300 dólares), segundo dados do Fundo Monetário Internacional. Ou seja, o Brasil tinha uma renda per capita quase 16 vezes maior do que a renda per capita chinesa.
Em 2016, a renda per capita brasileira chegou a US$ 15 mil, mas foi ultrapassada pela renda per capita chinesa que chegou a US$ 15,1 mil. As projeções do FMI indicam que em 2021 a renda per capita chinesa será de US$ 21,7 mil e a do Brasil será de US$ 17,1 mil. Em 41 anos da janela de oportunidade, a renda per capita corrente do Brasil terá sido multiplicada por um fator de 3,6 vezes, enquanto a renda per capita da China terá sido multiplicada por um fator de 71 vezes. Mesmo tendo um ritmo mais acelerado do avanço do envelhecimento populacional, a China conseguiu avançar bem mais do que o Brasil.
Tudo indica que a renda per capita chinesa, mesmo com uma população de quase 1,4 bilhão de habitantes, vai ultrapassar os US$ 30 mil per capita, antes do IE atingir a cifra de 100 idosos (65 anos e +) para cada 100 crianças e adolescentes (0-14 anos). Ou seja, a China deve atingir o grupo de países de alta renda antes de ficar envelhecida. A economia chinesa tem indicadores relativamente sólidos na área de comércio internacional, nas taxas de investimento, na melhoria das condições de saneamento básico e, principalmente, na área de educação e no avanço científico e tecnológico.
Já o Brasil tem apresentado ganhos modestos no crescimento da renda e a década de 2011-20 já pode ser chamada de segunda década perdida, pois haverá decréscimo da renda per capita. Além do mais, o Brasil tem vários problemas sociais para resolver, um sistema educacional de baixa qualidade e a economia brasileira não tem baixa produtividade e enfrenta um déficit fiscal de grandes proporções. A dívida interna brasileira pode comprometer o futuro do país. Assim é grande a possibilidade de o Brasil envelhecer antes de ficar rico. Seria uma derrota monumental e agravaria o bem-estar das gerações presentes e futuras.
O Brasil pode ficar preso para sempre na chamada “armadilha da renda média”, sem nunca dar o salto para o clube das nações mais ricas do globo. A atual crise econômica brasileira pode comprometer, definitivamente, as perspectivas de um alto padrão de vida para a maioria da população e uma perspectiva de uma velhice plenamente saudável e confortável. O alto nível de desemprego e a baixa qualidade da educação brasileira estão provocando o fim precoce do bônus demográfico e será quase impossível arranjar uma mágica para o Brasil se tornar um país plenamente desenvolvido na nova configuração sociodemográfica. (ecodebate)

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

10 atitudes que você pode tomar para salvar os oceanos

Janeiro, verão, sol, praia. O mar traz diversão e alívio nessa época do ano. Mas os oceanos e a vida marinha estão ameaçados por causa da superexploração dos biomas, da gestão inadequada do lixo e do esgoto e de padrões produtivos altamente poluentes.
Você pode fazer a sua parte e ajudar a ONU a proteger a natureza. Confira essas dez dicas de como combater a degradação do meio ambiente.
Os oceanos são fonte de vida, abrigando uma vasta parcela da biodiversidade e fornecendo recursos naturais preciosos para a sobrevivência de comunidades costeiras. Todavia, a superexploração dos biomas marinhos, a gestão inadequada do lixo e do esgoto e padrões produtivos altamente poluentes ameaçam a saúde dos mares. Atualmente, cerca de 40% dos oceanos são considerados densamente afetados por ações do homem.
A ONU propõe dez atitudes que cada um de nós pode tomar para ajudar a reverter esse cenário:
1. Pare de beber água em garrafas de plástico.
2. Não jogue bitucas de cigarro na rua.
3. Faça escolhas mais conscientes quando comer frutos do mar.
4. Diminua sua pegada de carbono.
5. Não use copos, talheres nem canudos descartáveis feitos de plástico.
6. Seja um consumidor informado.
7. Organize um mutirão de limpeza de praia.
8. Evite embalagens e sacos plásticos.
9. Cuide do seu animal doméstico com responsabilidade.
10. Apoie uma organização que proteja a vida marinha.
Troque garrafas de plástico por garrafas de metal reutilizáveis.
Você provavelmente já comprou uma garrafa de água e a jogou fora logo depois de bebê-la. Por dia, milhões de pessoas em todo o mundo estão fazendo exatamente a mesma coisa. A taxa média global de reciclagem de plástico é de 25%, o que significa que um volume enorme de lixo plástico vai parar nos oceanos — e, acredite, muitos desses resíduos são garrafas descartáveis de água.
São necessários pelo menos 450 anos para que uma garra plástica se decomponha e desapareça do meio ambiente. Você pode imaginar as consequências disso para a natureza. Em vez de continuar consumindo esse tipo de produto, substitua-o por uma garrafa de aço inoxidável que não seja descartável.
Filtros de cigarro liberam substâncias químicas danosas nos oceanos quando descartados sem cuidado.
Cigarros fazem mal aos humanos, mas você sabia que eles também fazem mal aos oceanos?
Por ano, 4,5 trilhões de guimbas de cigarro são jogadas no lixo em todo o mundo. Assim como as garrafas plásticas, muitas delas vão parar no mar e nas praias. Filtros de cigarro têm, em sua composição, milhares de substâncias químicas, que podem matar peixes marinhos e de água doce. Se você fuma, jogue sua bituca numa lata de lixo e não, no chão da rua.
A sobrepesca pode esgotar recursos marinhos. Por isso, é importante saber a procedência dos frutos do mar consumidos no dia a dia.
Com a demanda global por peixe crescendo a cada ano, locais de pesca em todo o mundo estão entrando em colapso por causa de práticas pesqueiras insustentáveis. Quando você comprar peixe, tenha certeza de que se trata de peixe capturado ou criado de uma forma ambientalmente responsável.
Use bicicletas ou transporte público para reduzir emissões de gás carbônico.
Os oceanos absorvem mais de 25% das emissões de dióxido de carbono geradas pelo homem. Mas não sem consequências. O resultado é a “acidificação” das águas marinhas, um fenômeno que ameaça uma ampla gama de espécies. Combater a acidificação marinha é igual a combater as mudanças climáticas: precisamos reduzir as emissões de CO2.
A nível individual, isso significa optar por se deslocar de bicicleta ou transporte público em vez de usar o carro; diminuir o consumo geral de energia; usar fontes de energia “verdes”, como energia solar e eólica; e fazer escolhas mais conscientes sobre o que comer e o que comprar.
Por dia, a população dos Estados Unidos consome 500 milhões de canudos.
Mais de 50% das tartarugas marinhas morrem por ingerir alguma forma de lixo. Cerca de 90% de todo o lixo flutuando nos oceanos é plástico. Estudos mostram que, diariamente, a população dos Estados Unidos usa e joga fora 500 milhões de canudos.
Algumas estimativas apontam que, se não for diminuído o ritmo com que se descartam itens como copos, talheres, sacolas, canudos e garrafas descartáveis, os oceanos terão até 2050 mais plásticos que peixes, e 99% das aves marinhas terão ingerido o material.
Escolha produtos que sejam reutilizáveis.
Produtos cosméticos e de higiene pessoal podem conter micropartículas de plástico que poluem os oceanos.
Com o esgoto, microplásticos da sua pasta de dente, produtos de higiene e roupas são lançados ao mar. Ainda é impossível retirá-los dos oceanos por causa do seu tamanho pequeno. Pesquisas indicam que pelo menos 51 trilhões de partículas de microplástico já estejam em nossos mares atualmente.
Isso coloca em risco não apenas os animais que ingerem esse lixo, mas também os humanos, que comem o material ao consumir frutos do mar.
Ao comprar produtos de cuidado pessoal, evite os que contêm micropartículas. Você pode fazer isso olhando a lista de ingredientes. Se contiver polipropileno, polietileno, tereftalato de polietileno ou metacrilato de polimetilo, não compre.
Crianças em Granada lembram importância de proteger praias e oceanos da poluição. Na placa, lê-se ‘jogue o lixo na lata e mantenha nosso país limpo’. Granada
Provavelmente você verá a poluição marinha em primeira mão se for à praia mais próxima de você. Pedaços de plástico, como tampinhas de garrafa ou canudos, são frequentemente encontrados na costa. Que tal levar seus amigos e os amigos deles para uma coleta de lixo? Lembre-se de se assegurar que o material recolhido seja descartado de uma maneira sustentável, de modo que os resíduos não cheguem, por uma segunda vez, ao mar.
O plástico demora pelo menos 450 anos para se decompor no meio ambiente.
Você já deve ter entendido que o plástico destrói os oceanos. Quando for ao supermercado, use sacolas de papel em vez das de plástico na hora de empacotar as compras. Prefira produtos que vêm embalados em vidro ou papel aos que chegam já em embalagens plásticas para o consumidor.
Crianças com animais de estimação no Peru. Peru
Se você tem um animal de estimação, é muito provável que você tenha causado algum mal aos ecossistemas oceânicos sem nem saber. Os resíduos das caixas de areia dos gatos são muito destrutivos para a vida marinha. Portanto, não os despeje na privada, pois eles vão parar no mar ao longo da cadeia de esgotos.
Ao comprar ração, tenha certeza de que o produto está livre de ingredientes que não sejam ambientalmente responsáveis.
Se tiver um aquário, evite comprar peixes de água salgada capturados de ambientes silvestres.
Nunca solte peixes de aquário, que não são nativos da região, no mar. Embora possa parecer uma ótima ideia, a iniciativa pode ter impactos negativos consideráveis para a vida marinha nativa.
Você pode ajudar a ONU e a comunidade internacional a proteger a vida marinha. Maldivas
Toda a vida marinha — das tartarugas aos corais e focas — está ameaçada. A acidificação dos oceanos, a perda de habitats, espécies invasoras, poluição e sobrepesca são os principais fatores responsáveis por reduzir a biodiversidade dos nossos oceanos. Se você se preocupa com a vida debaixo d’água e se você se preocupa consigo mesmo, doe tempo ou dinheiro para uma organização que ajudará a combater esses problemas.
Você pode fazer a sua parte e ajudar a ONU a proteger a natureza. (ecodebate)

Meio ambiente: 2017 tumultuado e 2018 de renovação

Medidas equivocadas de governos e fenômenos climáticos extremos mostraram que as questões ambientais têm reflexos sociais e econômicos e, portanto, precisam de mais atenção.
Um ano turbulento. Essa é a definição da maioria dos ambientalistas para 2017, com relação às tomadas de decisões ligadas à conservação da natureza brasileira e aos eventos climáticos extremos nacionais e internacionais.
Nacionalmente, as Unidades de Conservação (UC) brasileiras foram as que mais sofreram ameaças, de acordo com especialistas. Diversas ações do Governo colocaram em riscos áreas extremamente importantes para a biodiversidade, principalmente por propostas de alteração na legislação. As Medidas Provisórias 756 e 758, do Governo Federal, enviadas ao Congresso Nacional em maio deste ano propuseram a redução de mais de 1 milhão de hectares da área de UCs no Pará, na Amazônia, e de outras regiões do Brasil, como também Santa Catarina. Felizmente, por pressão nacional e internacional, o presidente Michel Temer vetou essa redução.
Parque Nacional de São Joaquim sofria ameaças da MP 756.
Outra tentativa de mudança na legislação foi o andamento do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 427 de 2016. Por meio dele, buscou-se sustar os efeitos legais da lista de animais em extinção definida pela Portaria nº 444 do Ministério do Meio Ambiente. Conhecidas como “listas vermelhas”, elas representam uma parte essencial da política de Estado para garantir que fauna, flora e micro-organismos nativos sejam protegidos. “Entre tantas tentativas de prejudicar a nossa biodiversidade por meio de propostas de mudanças na legislação, a possibilidade de se sustar os efeitos legais da lista de animais em extinção se mostrou assustadora e incompreensível”, destaca o biólogo Fabiano Melo, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.
Em agosto, outra proposta do Governo Federal propôs a extinção da Renca, que é uma reserva de cobres e associados, com o intuito de possibilitar a exploração mineral em uma grande região entre o Pará e o Amapá – uma área quase do tamanho do Estado do Rio de Janeiro – e, novamente pela pressão da sociedade civil e da classe artística, o Governo voltou atrás.
Assim como no Norte do país, no Paraná, uma grande mobilização vem sendo feita para engavetar uma proposta criada pela Assembleia Legislativa que prevê a redução da Área de Preservação Ambiental da Escarpa Devoniana – maior Unidade de Conservação do Sul do País. Para Emerson Oliveira, coordenador de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, mesmo que essas ameaças não tenham seguido em frente, elas são preocupantes. “Temos que estar atentos à pauta ambiental do Governo. Neste ano, se não fosse a pressão da sociedade, todas essas medidas teriam sido aprovadas e o resultado disso seria um desastre ambiental”, analisa.
Mas não foram somente notícias ruins que permearam a pasta ambiental. Mesmo com tantas tentativas de reduções de áreas protegidas, outras propostas (e demandas antigas) também foram aprovadas, como a ampliação da área do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, da Estação Ecológica do Taim (RS), da Reserva Biológica União (RJ) e o Parque Nacional dos Campos Ferruginosos (PA). Além disso, no Paraná foi recategorizada e ampliada a Floresta Estadual do Palmito (agora Parque Estadual do Palmito) e ampliada a Estação Ecológica do Guaraguaçu, que são áreas que protegem florestas e planícies do Bioma Mata Atlântica, um dos mais ameaçados do Brasil e onde vivem mais de 70% da população nacional.
“Diante de tantos retrocessos, o impacto foi direto na sociedade civil que precisou agir para evitar a alteração de diversos aspectos ligados à Legislação Ambiental. Mas isso pode ser visto também como algo positivo, pois mostra o quanto mobilizações como essas dão resultado positivos e fazem com que o Governo não permita situações tão adversas”, analisa Rachel Biderman, diretora do World Resources Institute (WRI – Brasil) e membro da Rede de Especialistas de Conservação da Natureza.
Más notícias também no cenário internacional
Desde a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, o presidente Donald Trump tem causado preocupação quando o assunto é combater a mudança climática. Tal decisão colocou o mundo em um ritmo mais lento nas negociações climáticas, principalmente em assuntos ligados a investimentos, empresas e países que já estavam em negociações internacionais avançadas. “Por outro lado, há pontos positivos lá fora. Existem lideranças importantes despontando, como é o caso do presidente da França, Emmanuel Macron, que convocou uma Comissão em Paris para debater a agenda climática; assim como na Islândia despontou uma líder mulher, a primeira-ministra Katrin Jakobsdottir, líder do movimento Esquerda Verde, que também aponta nessa direção. A China, que é um motor fundamental da economia e também da agenda do baixo carbono, tem dado bons direcionamentos; e a Alemanha, a Noruega, e a Europa em geral nos mostram boas iniciativas”, comemora Rachel.
No âmbito da mudança global do climática, o mundo em 2017 teve comprovações de que as coisas não andam bem. Eventos climáticos extremos se mostraram cada vez mais frequentes, como as queimadas acima do normal em Portugal, África do Sul, Califórnia e no Cerrado brasileiro, além do número de furacões de grande escala que também foi intenso em um curto período de tempo. “No Brasil, houve um aumento significativo nos problemas com enchentes durante o período do verão. O que nos preocupa com tudo isso é que não vemos investimentos necessários para a adaptação nesse novo cenário de mudança climática e isso ficou claro durante a 23ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 23) que foi realizada em novembro deste ano, em Bonn, na Alemanha”, pondera André Ferretti, gerente de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.
Exemplo dessa falta de investimentos foi a Medida Provisória 795 encaminhada ao Congresso Nacional durante a COP 23, em novembro, que dá incentivos à indústria de combustíveis fósseis (óleo e gás) estimados em subsídios na ordem de um trilhão de reais em 25 anos. Por esse motivo, o Brasil acabou recebendo o Fóssil do Dia, prêmio oferecido pela organização Climate Action Network para países que atrapalham o progresso das negociações ou que se afastam do cumprimento das metas para conter o aquecimento global. “No futuro, com a confirmação da COP 25 no Brasil em 2019, espera-se que o tema da mudança climática esteja mais presente nas próximas eleições e que seja mais debatido com a sociedade”, anseia Ferretti.
O que esperar ambientalmente para 2018
Boas notícias são esperadas para o ano que inicia em breve. Considerando que 2018 é um ano eleitoral, o desejo de especialistas na área é de que temas ambientais estejam na pauta do Brasil e do mundo. Para Rachel Biderman, com a agenda eleitoral em atividade, o próximo ano será a oportunidade de atrair os candidatos para uma agenda ambiental e de sustentabilidade. “Precisamos atrair ao máximo os candidatos e convencer os eleitores de que é necessário um candidato com esse perfil. A intenção tem que ser trabalhar principalmente com o público jovem, para tentar a renovação do Congresso e das Assembleias Legislativas”, analisa.
Mudança climática e políticas públicas do Governo Federal que vão na contramão da conservação da natureza são as maiores preocupações dos ambientalistas. De acordo com Fabiano Melo, esses são assuntos que irão ganhar cada vez mais força. “Considerando a mudança climática e o futuro cada vez mais difícil relacionado a esse tema, nós precisamos falar e agir sobre isso, acreditar nas propostas, participar de maneira positiva, de forma a melhorar a posição do Brasil e das políticas públicas voltadas a biodiversidade”, reflete.
Para Emerson Oliveira esse é o rumo também para as Unidades de Conservação. “Para 2018, espera-se que os governantes tenham uma atenção maior para as nossas unidades de conservação, pelo menos deixando de colocar em risco essas áreas com os projetos de leis estaduais, municipais e federais. Por isso, nossa expectativa é que o Governo Federal anuncie a criação de algumas UCs costeiro-marinhas que a própria sociedade civil (como a Fundação Grupo Boticário) tem articulado junto ao Governo Federal, via Ministério do Meio Ambiente e Instituto Chico Mendes e que essas boas notícias possam ser anunciadas no próximo Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, em julho do ano que vem”, almeja. (ecodebate)

26% das jovens fora da escola alegam cuidar da casa, crianças ou idosos

Das jovens fora da escola, em 2016, 26% alegam cuidar da casa, de crianças ou idosos.
IBGE
Uma em cada quatro mulheres jovens de 14 a 29 que não estudavam, em 2016, alegaram como motivo a necessidade de realizar afazeres domésticos e cuidar de crianças ou idosos. O percentual de mulheres nessa faixa que mencionaram essa razão (26,1%) era 30 vezes superior ao dos homens (0,8%). Foi o que revelou o módulo de Educação da Pnad Contínua, divulgado ontem pelo IBGE, que traz um retrato atualizado do setor no país.
Segundo a analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Marina Aguas, a Pnad Educação mostra que a necessidade de cuidar de afazeres domésticos ou de crianças – pessoas em geral – é muito mais comum para as mulheres do que para os homens. “É o segundo motivo declarado como principal entre as mulheres. Nas regiões Norte e Nordeste, ele supera o motivo de trabalho. Entre os homens, esse percentual é ínfimo, mostrando realmente que as mulheres ainda dedicam muito de seu tempo aos afazeres domésticos, que é aquele trabalho invisível, e que compete em grande parte a elas”.
A pesquisa mostrou que 24,8 milhões de adolescentes e jovens de 14 a 29 anos de idade, de ambos os sexos, não frequentavam escola, nem cursos de pré-vestibular, técnico de nível médio ou qualificação profissional. Nesse grupo, 41% das pessoas estavam fora da escola porque trabalhavam, estavam procurando trabalho ou conseguiram trabalho que iriam começar em breve. Outros 19,7% disseram que não tinham interesse em estudar e 12,8% tinham que cuidar de afazeres domésticos ou de criança, adolescente, idosos ou pessoa com necessidades especiais.

Além disso, 8,0% declararam já terem concluído o nível de estudo que desejavam e 7,8% disseram que faltava dinheiro para pagar as despesas. Em relação à dificuldade de acesso, 2,6% não frequentavam a escola porque não existia vaga ou escola na localidade ou próxima.
Inversão de papéis.
A pesquisadora alertou para as consequências da interrupção do estudo: “Tanto para a mulher quanto para o homem, deixar de estudar é reduzir o capital humano. A questão é que os homens deixam de estudar para se dedicar ao mercado de trabalho, que é uma fonte de renda para a família. Entre as mulheres, um maior número alega que precisa se dedicar às atividades de cuidados e afazeres domésticos, que é um trabalho não remunerado. Com isso, a remuneração delas tende a ser menor que a dos homens”, conclui a pesquisadora. (ecodebate)

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

5 a cada 10 adultos brasileiros cursaram até ensino fundamental

5 em cada 10 brasileiros adultos não frequentaram a escola além do ensino fundamental, diz IBGE.
No Brasil, em 2016, 51% da população de 25 anos ou mais possuía o ensino fundamental completo ou equivalente; 26,3% tinham o ensino médio completo ou equivalente e 15,3%, o superior completo.
5 em cada 10 adultos brasileiros não frequentaram escola além do Ensino Fundamental.
Cinco em cada dez brasileiros adultos não frequentaram a escola além do ensino fundamental, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua): Educação, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 21/12/17.
A conta leva em consideração pessoas de 25 anos ou mais de idade, porque já poderiam ter concluído o processo regular de escolarização. No Brasil, 51% da população de 25 anos ou mais de idade possuía o ensino fundamental completo ou equivalente; 26,3% tinham o ensino médio completo ou equivalente; e 15,3%, o superior completo.
Em 2016, o número médio de anos de estudo para essa faixa etária foi de 8 anos. No Nordeste, apenas 6,7 anos. Com relação à cor ou raça, mais uma vez a diferença foi considerável, 9 anos de estudo para as pessoas brancas e 7,1 anos para as pessoas de cor preta ou parda.
Analfabetismo entre pretos e pardos é mais que o dobro do que entre brancos, diz IBGE.
"As pessoas brancas historicamente sempre tiveram mais acesso a educação. A questão do rendimento é muito importante. O rendimento das pessoas brancas é historicamente muito maior, então eles acabam tendo mais oportunidade", justificou Helena Monteiro, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.
O Plano Nacional de Educação instituído pela Lei n. 13.005, de 2014, estabelece como uma das metas para 2024 que a escolaridade média da população de 18 a 29 anos alcance 12 anos, no mínimo, para alguns grupos mais vulneráveis, entre eles as pessoas pretas ou pardas e a população da Região Nordeste. Além disso, a meta estipula a igualdade da escolaridade média entre as pessoas pretas ou pardas e as pessoas não pretas ou pardas.
Taxa de analfabetismo estava em 2015 em 8%.
Em 2016, no grupo de 18 a 29 anos, o número médio de anos de estudo foi de 9,4 anos para a Região Nordeste e de 9,6 anos para as pessoas pretas ou pardas. Por outro lado, entre as pessoas brancas de 18 a 29 anos, a média alcançou 11 anos de estudo. A Região Sudeste apresentou a maior média de escolaridade entre as Grandes Regiões, 10,7 anos. "Os dados refletem muito as diferenças tanto regionais quanto históricas no País", ressaltou Marina Aguas, também analista do IBGE.
Quando o corte etário é ampliado para 25 anos ou mais, as Regiões Norte e Nordeste registraram os maiores porcentuais de pessoas sem nenhuma instrução (14,5% e 19,9%, respectivamente). As maiores proporções de nível superior completo ocorreram nas Regiões Centro-Oeste (17,4%) e Sudeste (18,6%).
Na Região Nordeste, 52,5% da população não alcançaram o ensino fundamental completo, ao passo que na Região Sudeste 51,1% tinham pelo menos o ensino médio completo.
Considerando a cor ou raça, as diferenças no nível de instrução se mostraram ainda maiores: enquanto 7,3% das pessoas brancas não tinham instrução, 14,7% das pessoas pretas ou pardas estavam nesse grupo. No nível superior completo, ocorreu o fenômeno oposto: 22,2% das pessoas brancas tinham terminado a graduação, mas entre as pretas ou pardas a proporção era de 8,8%. (OESP)

51% da população acima dos 25 completaram só o ensino fundamental

No Brasil, 51% da população de 25 anos ou mais tinham até o ensino fundamental completo em 2016.
Taxa de escolarização das pessoas de 18 a 24 anos de idade, por cor ou raça, segundo as Grandes Regiões – 2016
Em 2016, entre as pessoas de 14 anos ou mais de idade cujo nível de instrução alcançou, no máximo, o ensino fundamental completo (ou equivalente), apenas 08,% estava frequentando curso de qualificação profissional, o que equivale, em termos absolutos, a568 mil pessoas. O percentual é pequeno, dado o grupo que poderia ter acesso a esta formação, e varia pouco entre homens e mulheres e entre as Grandes Regiões.
IBGE
Em 2016, cerca de 66,3 milhões de pessoas de 25 anos ou mais de idade (ou 51% da população adulta) tinham concluído apenas o ensino fundamental. Além disso, menos de 20 milhões (ou 15,3% dessa população) haviam concluído o ensino superior.
A desigualdade na instrução da população tem caráter regional: no Nordeste, 52,6% sequer haviam concluído o ensino fundamental. No Sudeste, 51,1% tinham pelo menos o ensino médio completo.
Ainda entre a população com 25 anos ou mais, no Brasil, apenas 8,8% de pretos ou pardos tinham nível superior, enquanto para os brancos esse percentual era de 22,2%. O nível superior completo era mais frequente entre as mulheres (16,9%) do que entre os homens (13,5%).
A taxa de analfabetismo no país foi de 7,2% em 2016 (o que correspondia a 11,8 milhões de analfabetos), variando de 14,8% no Nordeste a 3,6% no Sul. Para pessoas pretas ou pardas, essa taxa (9,9%) era mais que duas vezes a das brancas (4,2%).
Entre as pessoas de 60 anos ou mais de idade, a taxa de analfabetismo chegou a 20,4%, sendo 11,7% para os idosos brancos e 30,7% para os idosos pretos ou pardos.
Em média, a população do país tinha 8,0 anos de estudo e as menores médias regionais eram do Norte (7,4 anos) e do Nordeste (6,7 anos). As pessoas brancas mostraram-se mais escolarizadas (9 anos) em relação às pretas ou pardas (7,1 anos).
Cerca de 3,1 milhões de crianças com até 3 anos de idade (ou 30,4% desse grupo etário) frequentavam creche. O Norte apresentou a menor taxa de escolarização para essas crianças (14,4%) e o Sul, a maior (38,0%). Já entre as crianças de 4 e 5 anos, a taxa de escolarização era de 90,2%, ou seja, 4,8 milhões de estudantes.
Para as pessoas de 6 a 14 anos as taxas de escolarização chegaram a 99,2%, e para as pessoas de 15 a 17 anos, 87,9%. Entre os jovens de 18 a 24 anos, 32,8% estavam frequentando escola e 23,8% cursavam o ensino superior.
A frequência de estudantes à rede pública predominava na educação básica: 73% na educação infantil, 83,4% no ensino fundamental e 85,8% no médio. Já no ensino superior de graduação, 74,3% dos estudantes frequentavam a rede privada.
Em 2016, a educação profissional era realizada por 842 mil estudantes de graduação tecnológica, 2,1 milhões em cursos técnico de nível médio e 568 mil pessoas estavam frequentando algum curso de qualificação profissional.
No Brasil, 24,8 milhões de pessoas de 14 a 29 anos não frequentavam escola e não haviam passado por todo ciclo educacional até a conclusão do ensino superior. Desse grupo, 52,3% eram homens e mais da metade deles declararam não estar estudando por conta do trabalho, além de 24,1% não terem interesse em continuar os estudos. Entre as mulheres, 30,5% não estudavam por conta de trabalho, 26,1% por causa de afazeres domésticos ou do cuidado de pessoas e 14,9% por não terem interesse.
Esses são alguns destaques do módulo temático da Pnad-Contínua sobre Educação, com dados para 2016. As informações completas da pesquisa estão aqui.
Nordeste apresentou a maior taxa de analfabetismo (14,8%)
No Brasil, em 2016, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade foi estimada em 7,2% (11,8 milhões de analfabetos). Na faixa de 60 anos ou mais de idade, a taxa atingiu 20,4%. A região Nordeste apresentou a maior taxa de analfabetismo (14,8%), quase quatro vezes maior do que as taxas do Sudeste (3,8%) e do Sul (3,6%). Já na região Norte, essa taxa foi de 8,5% e no Centro-Oeste foi 5,7%. A meta 9 do Plano Nacional de Educação para 2015, que previa a redução desse indicador para 6,5%, só foi alcançada para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
A taxa de analfabetismo para os homens com 15 anos ou mais de idade foi de 7,4% e para as mulheres 7,0%. Entre as pessoas de cor preta ou parda (9,9%) a taxa foi mais que o dobro das pessoas de cor branca, (4,2%). Entre os idosos de 60 anos ou mais, essa taxa foi de 11,7% para a população branca e 30,7% para os pretos e pardos.
51% da população de 25 anos ou mais possuem apenas o ensino fundamental completo e 15,3% concluíram o ensino superior
No país, 11,2% da população de 25 anos ou mais não tinham instrução; 30,6% tinham o fundamental incompleto; 9,1% tinham fundamental completo; 3,9% tinham ensino médio incompleto; 26,3% tinham o ensino médio completo e 15,3% o superior completo. Portanto, mais da metade da população de 25 anos ou mais no Brasil possuíam apenas até o ensino fundamental completo. As regiões Norte e Nordeste registaram os maiores percentuais de pessoas sem instrução, 14,5% e 19,9%, respectivamente. As maiores proporções de nível superior completo foram estimadas para o Centro-Oeste (17,4%) e Sudeste (18,6%), enquanto as regiões Norte e Nordeste tiveram as menores proporções, 11,1% e 9,9%. No Nordeste 52,6% da população não alcançou o ensino Fundamental completo. Na região Sudeste, 51,1% tinha pelo menos o Ensino Médio Completo.
8,8% dos pretos ou pardos e 22,2% dos brancos tinham nível superior 
Mulheres apresentaram níveis de instrução mais elevados do que os homens: enquanto 52,8% dos homens possuíam ensino fundamental completo, essa proporção para as mulheres era de 49,4%. Com nível superior completo, o percentual era de 16,9% entre as mulheres e 13,5% dos homens.
Enquanto 7,3% das pessoas de cor branca não tinham instrução, a proporção das pessoas de cor preta ou parda que estavam nesse grupo era o dobro: 14,7%. Situação inversa ocorreu nos percentuais dos que tinham nível superior completo: 22,2% para os brancos e 8,8% para os pretos ou pardos. A diferença no nível superior, foi mais acentuada na Região Sudeste, 25,6% para pessoas de cor branca, e 9,0% para pessoas pretas ou pardas. O Centro-Oeste mostrou a maior proporção (12,9%) de pretos ou pardos com o nível superior completo.
Distribuição das pessoas de 25 anos ou mais de idade, por cor ou raça, segundo o nível de instrução – Brasil – 2016.
Em média, as pessoas com 25 anos ou mais de idade tinham 8 anos de estudo.
Em 2016, o número médio de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de idade foi de 8,0 anos. Nordeste e Norte ficaram abaixo da média nacional, com 6,7 anos e 7,4 anos respectivamente, enquanto que Sul (8,3 anos), Centro-Oeste (8,3 anos) e Sudeste (8,8 anos) ficaram acima. Para as mulheres foram 8,2 anos, e para homens 7,8 anos. Para as pessoas de cor branca, a média foi de 9,0 anos, e para preta ou parda, 7,1 anos.
Menos de um terço das crianças com até 3 anos de idade frequentavam creche
Cerca de 56,5 milhões de pessoas frequentavam escola ou creche. Entre as crianças de 0 a 3 anos, faixa correspondente à creche, a taxa de escolarização foi de 30,4%, o equivalente a 3,1 milhões de estudantes. A região Norte apresentou a menor taxa, 14,4%, e o Sul a maior, 38,0%. Segundo a cor ou raça, foi estimado que a taxa de escolarização nesse segmento de crianças brancas (34,1%) foi maior do que a de pretas ou pardas (27,1%).
Já entre as crianças de 4 e 5 anos, faixa correspondente à pré-escola, a taxa foi 90,2%, o equivalente a 4,8 milhões de estudantes. As regiões Norte (84,1%) e Centro-Oeste (84,4%) tiveram as menores taxas, e as regiões Sudeste (90,8%) e Nordeste (94,1%) as maiores. Para as crianças de 4 e 5 anos, a taxa de escolarização foi maior entre brancos (91,5%) do que entre pretos ou pardos (89,1%).
Na creche ou pré-escola, a maior parte estudava em um único turno: somente de manhã, 40,9%, ou somente de tarde, 34,8%; 23,4% estudavam de manhã e tarde.
99,2% das crianças e adolescentes frequentavam escola
Para as crianças e adolescentes de 6 a 14 anos de idade, a faixa correspondente ao ensino fundamental obrigatório, a taxa foi de 99,2%, o equivalente a 26,5 milhões de estudantes.
Por fim, para o grupo de 15 a 17 anos de idade, a faixa etária compatível à frequência ao ensino médio, a taxa foi de 87,2%, o equivalente a 9,3 milhões de estudantes.
32,8% dos jovens de 18 e 24 anos frequentavam escola
No Brasil, 32,8% dos jovens de 18 a 24 anos de idade estavam frequentando escola, o equivalente a 7,3 milhões de estudantes. Para as pessoas de 25 anos ou mais de idade, a taxa de escolarização foi de 4,2%, o equivalente a 5,5 milhões de estudantes. As taxas de escolarização entre as grandes regiões variaram de 31,2% no Nordeste a 35,5% no Centro-Oeste.
Segundo a cor ou raça, a taxa de escolarização de brancos (37,4%) foi superior à de pretos ou pardos (29,4%), isso se repetiu para todas as grandes regiões. Foi no curso superior de graduação em que ocorreu a maior diferença entre brancos e pretos ou pardos, 8,0 p.p..
73,5% dos estudantes frequentam escola pública.
Do total dos estudantes, 73,5% frequentavam escola pública e 26,5% escola privada. Em todas as grandes Regiões a rede de ensino público era superior à privada, com destaque para o Norte, onde 82,5% dos estudantes estavam na rede pública. Já o Sudeste apresentou a maior proporção de estudantes escolas privadas: 30,1%.
Enquanto que, para os cursos até o ensino médio, a rede pública corresponde a mais de 70,0% dos estudantes, no ensino superior de graduação esse percentual se reduz a 25,7%, e na especialização, mestrado e doutorado, 32,9%.
Quase todos os alunos do ensino médio estudam em turno único
Na creche ou pré-escola, a maior parte estudava em um único turno: somente de manhã, 40,9%, ou somente de tarde, 34,8%; 23,4% estudavam de manhã e tarde. O ensino fundamental apresentou comportamento semelhante, mas com a frequência de turno único mais elevada: 53,5% somente manhã e 40,5% somente tarde; o turno manhã e tarde foi de 4,0%. No ensino médio, 92,0% dos estudantes estavam em turno único: 50,5% somente manhã, 18,5% somente de tarde e 23,0% somente de noite. No ensino superior, 83,6% dos estudantes estudavam em turno único: somente manhã ou somente tarde (21,5%), e somente noite (62,1%); 10,7% estudavam de manhã e de tarde.
26,1% das mulheres jovens que não estudavam deixaram a escola para realizar afazeres domésticos ou cuidar de pessoas
Em 2016, o país tinha 24,8 milhões de adolescentes e jovens de 14 a 29 anos de idade que não frequentavam escola, nem cursos de pré-vestibular, técnico de nível médio ou qualificação profissional. As razões mais frequentes foram: não frequentavam por motivo de trabalho, seja porque trabalhavam, estavam procurando trabalho ou conseguiram trabalho que iria começar em breve (41,0%); não tinham interesse (19,7%); e por ter que cuidar dos afazeres domésticos ou de criança, adolescente, idosos ou pessoa com necessidades especiais (12,8%). Além disso, 8,0% declararam já ter concluído o nível de estudo que desejavam e 7,8% disseram que faltava dinheiro para pagar as despesas. Em relação à dificuldade de acesso, 2,6% não frequentavam a escola porque não havia vagas ou escolas na localidade, ou porque a escola estava muito distante.
Distribuição das pessoas de 14 a 29 anos de idade que não frequentavam escola, por motivo de não frequentar escola, segundo sexo – 2016.
Entre os homens jovens que não estudavam, a razão mais frequente para não estarem na escola foi o fato de estarem trabalhando (50,5%). Além disso, 24,1% deles disseram que não tinham interesse e 8,2%, que já tinham concluído o nível de estudo que desejavam. Entre as mulheres os motivos para não estudarem foram: trabalho (30,5%); por ter que cuidar dos afazeres domésticos ou de criança, adolescente, idosos ou pessoa com necessidades especiais (26,1%), e por não ter interesse (14,9%). Destaque-se que a proporção de mulheres jovens que não estudavam para realizar afazeres domésticos ou cuidar de pessoas era 32,6 vezes superior à dos homens envolvidos nessas atividades.
1,7 milhão de pessoas faziam cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA)
Em 2016, 1,7 milhão de pessoas frequentavam cursos de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os turnos mais frequentes do ensino fundamental regular foram os turnos da manhã e tarde, já para as pessoas do EJA do ensino fundamental, 83,2% era noturno. Novamente o ensino médio seguiu o comportamento do ensino fundamental, onde os turnos predominantes do curso regular foram manhã e tarde, e para o EJA do ensino médio, o turno noturno, 85,2%.
10,5% dos estudantes universitários estavam em graduação tecnológica
Em 2016, entre os mais de 8 milhões de estudantes do ensino superior de graduação no Brasil, 842 mil estudantes frequentavam cursos tecnológicos, o que corresponde a 10,5% do total de estudantes do ensino superior. A região Sudeste apresentou o maior percentual, 11,4%, enquanto no Nordeste 8,5% dos estudantes estavam na graduação tecnológica. Essa modalidade de educação profissional era mais frequente entre os homens (12,6%) do que entre as mulheres (8,8%) e não mostrou diferenças relevantes entre pessoas brancas e as pretas ou pardas.
No ano de 2016, cerca de 54 milhões de pessoas no Brasil poderiam frequentar um curso técnico de nível médio. Deste grupo, 3,9% estavam frequentando curso técnico de nível médio e, entre as Grandes Regiões, esse percentual manteve o mesmo patamar, exceto o Sul com 5,0% de participação em cursos técnicos.
O estoque de pessoas no Brasil que já haviam frequentado curso técnico de nível médio e não chegaram a concluir o ensino superior nem estavam frequentando curso técnico alcançou um montante de 6,9 milhões de pessoas em 2016. Neste grupo, aproximadamente 3,6 milhões eram homens e 3,3 milhões mulheres.
Apenas 718 mil pessoas frequentavam curso de qualificação profissional em 2016.
A conta da escolaridade leva em consideração pessoas de 25 anos ou mais, porque já poderiam ter concluído o processo regular de escolarização.
No Brasil, 15,8 milhões de pessoas 14 anos ou mais de idade com nível de instrução até o ensino médio completo e aquelas com superior incompleto e sem diploma de curso técnico de nível médio, já haviam frequentado algum curso de qualificação profissional, ou seja, 11,0% dessa população. Desse contingente, 93,7% concluiu o curso. A Região Centro-oeste apresentou o maior percentual (14,9%) e o Nordeste o menor (8,9%). Os homens apresentaram maiores percentuais do que as mulheres, 12,1% e 9,9%, respectivamente. Não houve diferenças significativas entre pessoas de cor branca e preta ou parda. (ecodebate)