quarta-feira, 25 de abril de 2018

Sinais que antecederam a maior extinção em massa do nosso planeta

Estamos vendo os mesmos sinais agora que antecederam a maior extinção em massa do nosso planeta.
De acordo com uma nova pesquisa alemã, diversos sinais de alerta que ocorreram antes do maior evento de extinção em massa da história estão se repetindo nos dias atuais.
Cientistas alertam: podemos estar repetindo a pior extinção em massa da história
A Terra já passou por cinco eventos de extinção em massa, sendo que o maior deles foi a extinção do Permiano-Triássico, 252 milhões de anos atrás.
Esse evento marcou o fim do período Permiano e o início do Triássico, matando 96% de toda a vida marinha e até 70% de toda a vida terrestre.
Enquanto as extinções em massa não acabam com a vida totalmente, elas alteram o curso de como ela se desenvolve. Sem a extinção dos dinossauros, por exemplo, a ascensão dos mamíferos – incluindo nós, seres humanos – poderia nunca ter ocorrido.
Sinais
A maior extinção em massa que conhecemos foi provavelmente causada por uma atividade vulcânica maciça na Sibéria, que alterou a atmosfera em todo o mundo e levou ao colapso parcial de muitos ecossistemas, devido ao efeito que teve sobre a camada de ozônio, afinando-a e interrompendo os ciclos de vida das plantas.
Os cientistas pensavam que esse evento tinha acontecido de repente e sem aviso prévio.
Agora, uma equipe de pesquisa da Universidade Friedrich-Alexander Erlangen-Nürnberg e do Museum für Naturkunde, na Alemanha, defende que houveram indícios da extinção que se seguiria.
Nós sobreviveremos a esta extinção em massa?
Examinando fósseis anteriormente não pesquisados no Irã, eles encontraram sinais de alerta datados de 700.000 anos antes do evento.
Evidências
Por exemplo, os pesquisadores descobriram que várias espécies de amonites, que são moluscos marinhos, desapareceram na época e as espécies que sobreviveram ficaram cada vez menores e menos complexas.
Nos últimos milhões de anos do período Permiano, os tamanhos de braquiópodes estavam diminuindo em terra; no mar, protozoários chamados radiolários também estavam em declínio.
Há evidências de que animais marinhos estejam encolhendo em tamanho hoje. No ano passado, pesquisadores revelaram que o nível do Oceano Atlântico diminuiu em 15% nos últimos 65 anos, provavelmente como resultado direto da mudança climática.
Outro estudo de 2015 descobriu, em uma análise do registro geoquímico, que houve uma deterioração ambiental progressiva levando à extinção do Permiano-Triássico. E mais um artigo do mesmo ano encontrou altos níveis de atividade de magma antes, durante e após o evento.
Além disso, já naquela época haviam muitas evidências de um aquecimento global severo, acidificação dos oceanos e falta de oxigênio. “O que nos separa dos eventos do passado é a extensão desses fenômenos. Por exemplo, o aumento atual da temperatura é significativamente menor do que há 250 milhões de anos”, disse o principal autor do estudo, Wolfgang Kießling.
O chamado “Jardim de Ediacara” foi um período de tranquilidade no qual os primeiros organismos multicelulares complexos da Terra prosperaram. Depois de durar milhões de anos, chegou ao fim como resultado da primeira extinção em massa do planeta, cerca de 540 milhões de anos atrás.
Sim, nós estamos no começo de uma extinção em massa
Não podemos perder os alertas
A nova pesquisa se junta a um crescente corpo de evidências de que estamos à beira do sexto evento de extinção em massa da Terra.
“O aumento da taxa de extinção em todos os habitats que estamos atualmente observando é atribuível à influência direta dos seres humanos, como a destruição do habitat, a pesca excessiva e a poluição”, disse Kießling. “No entanto, o nanismo das espécies animais nos oceanos em particular pode ser claramente atribuído à mudança climática. Devemos levar esses sinais muito a sério”.
Temos 20 anos, no máximo, para prevenir extinção em massa.
As descobertas do estudo foram publicadas na revista científica Geology. (hypescience)

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