terça-feira, 17 de abril de 2018

Mudança climática pode aumentar o risco de insegurança alimentar

Pesquisa indica que as mudanças climáticas podem aumentar o risco de insegurança alimentar.
Os extremos climáticos causados pelas mudanças climáticas podem aumentar o risco de escassez de alimentos em muitos países, sugere uma nova pesquisa.
Índice de Vulnerabilidade à Fome e Clima para clima de 1981-2010.
O estudo, conduzido pela Universidade de Exeter, examinou como a mudança climática pode afetar a vulnerabilidade de diferentes países à insegurança alimentar – quando as pessoas não têm acesso a uma quantidade suficiente de alimentos nutritivos e acessíveis.
Os cientistas analisaram a diferença entre o aquecimento global de 1,5°C e 2°C (comparado aos níveis pré-industriais) e descobriram que – apesar do aumento da vulnerabilidade à insegurança alimentar em ambos os cenários – os efeitos seriam piores para a maioria dos países a 2°C.
O estudo analisou 122 países em desenvolvimento e menos desenvolvidos, principalmente na Ásia, África e América do Sul.
“Espera-se que a mudança climática leve a extremos de chuvas intensas e secas, com efeitos diferentes em diferentes partes do mundo”, disse o professor Richard Betts, presidente de Impactos Climáticos da Universidade de Exeter.
“Esses extremos climáticos podem aumentar a vulnerabilidade à insegurança alimentar”.
“Algumas mudanças já são inevitáveis, mas se o aquecimento global estiver limitado a 1,5°C, essa vulnerabilidade deverá permanecer menor que a 2°C em aproximadamente 76% dos países em desenvolvimento”.

Espera-se que o aquecimento leve a condições mais úmidas em média – com as enchentes colocando a produção de alimentos em risco -, mas a agricultura também pode ser prejudicada por secas mais frequentes e prolongadas em algumas áreas.
As condições mais úmidas deverão ter o maior impacto no sul e no leste da Ásia, com as projeções mais extremas sugerindo que o fluxo do rio Ganges poderia mais que dobrar a 2°C do aquecimento global.

Espera-se que as áreas mais afetadas pelas secas sejam o sul da África e a América do Sul – onde os fluxos na Amazônia deverão cair em até 25%.
Os pesquisadores examinaram as mudanças projetadas nos extremos climáticos e suas implicações para a disponibilidade de água doce e a vulnerabilidade à insegurança alimentar.
A equipe incluiu pesquisadores do Met Office, da Comissão Europeia, da Universidade Técnica de Creta, da Cranfield University e do Rossby Centre na Suécia. (ecodebate)

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