domingo, 15 de abril de 2018

2017, ano mais dispendioso de eventos climáticos e tempo extremo

2017 foi o ano mais dispendioso com eventos climáticos e tempo extremo.
Ilyas Ahmed A seca na África Ocidental é uma das grandes consequências da mudança climática.
Relatório sobre o estado do clima destaca impactos econômicos e sociais.
Registou-se em 2017 o ano mais dispendioso com eventos climáticos e tempo extremo, segundo um relatório da Organização Mundial de Meteorologia, OMM.
Contribuíram para isto uma temporada de furacões grave no Atlântico Norte, cheias extremas no subcontinente indiano e a continuação da seca na África Ocidental. Segundo o estudo, estes eventos causaram prejuízos de US$ 320 bilhões.
Impacto
O relatório sublinha o impacto que estes eventos tiveram no desenvolvimento econômico, segurança alimentar, saúde e migração. O secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, disse que “2018 começou da mesma forma que 2017 terminou – com tempo extremo a roubar vidas e a destruir formas de subsistência”.
Estes eventos provocaram o deslocamento de 23,5 milhões de pessoas. O risco de doenças relacionadas com temperaturas altas aumentou de forma constante desde os anos 80. Hoje, 30% a população vive em locais com temperaturas potencialmente mortais durante, pelo menos, 20 dias do ano.
Segundo o relatório, os impactos do clima afetam nações vulneráveis de forma mais forte. Os autores garantem que “a época de furacões erradicou décadas de ganhos de desenvolvimentos nas ilhas do Caribe”.
Aquecimento
Numa declaração, Taalas referiu o aumento dos níveis de dióxido de carbono e disse que “estes níveis devem manter-se nas próximas gerações, condenando o nosso planeta a um futuro mais quente, com mais extremos meteorológicos, climáticos e de água”.
O documento confirma que 2017 foi o terceiro ano mais quente desde que há registo. Se não for tida em conta a influência do El Niño, foi o ano mais quente.
Os nove anos com calor mais intenso de que há registo aconteceram todos desde 2005. Os cinco mais quentes aconteceram todos desde 2010.
A temperatura dos oceanos baixou em relação aos dois anos anteriores, mas 2017 ainda foi o terceiro mais quente de que há registo. O estudo diz que “a magnitude de todos os componentes da subida do nível dos mares aumentou nos últimos anos”.
A extensão do gelo, tanto no Ártico como na Antártida, foi a menor já medida.
Preparação
O lançamento do documento ocorreu nas vésperas do 23 de março, Dia Mundial da Meteorologia.
Este ano, a organização sublinha “a necessidade de fazer um planeamento informado para acidentes, como cheias, assim como para a variação normal do clima e as mudanças de longo prazo”.
O secretário-geral da OMM disse que este tema é importante porque “as mudanças climáticas de longo prazo estão a aumentar a intensidade e a frequência do tempo extremo e dos eventos climáticos”.
Prejuízos com condições meteorológicas extremas tiveram impacto significativo no desenvolvimento económico, segurança alimentar, saúde e migração. Mais de 23 milhões de pessoas foram obrigadas a deslocar-se. (ecodebate)

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