“A floresta precede os povos. E
o deserto os segue” - François-René Chateaubriand (1768-1848)
Mais
da metade (55%) do PIB global, equivalente a US$ 41,7 trilhões, depende da
biodiversidade e de serviços ecossistêmicos de alto funcionamento. No entanto,
um quinto dos países do Globo (20%) corre o risco de seus ecossistemas entrarem
em colapso devido a um declínio na biodiversidade e serviços benéficos
relacionados, segundo o Instituto Swiss Re.
O
estudo, que é baseado no Índice de Serviços do Ecossistema, mostra que tanto o
desenvolvimento quanto o avanço das economias estão em risco. O relatório encontra
países em desenvolvimento que têm uma forte dependência de setores agrícolas,
como Quênia ou Nigéria, são suscetíveis a choques do BES e de uma série de
questões de biodiversidade e dos ecossistemas.
Entre as economias do G20, África do Sul e Austrália lideram o ranking de países frágeis no BES. O conhecido impacto da escassez de água é um motivador para esses países, ao lado de fatores como proteção costeira e polinização. Brasil e Indonésia possuem a maior porcentagem de ecossistemas intactos dentro do G20. No entanto, a forte dependência econômica dos países de recursos naturais, destaca a importância do desenvolvimento sustentável e da conservação para a sustentabilidade de longo prazo de suas economias, segundo a Swiss Re.
Cabe notar que toda esta análise não foi feita por ambientalistas contrários ao sistema econômico hegemônico, mas sim é um alerta lançado por uma instituição do centro do poder financeiro internacional. Isto mostra a gravidade da perda da biodiversidade no mundo.
Um
levantamento publicado no dia 05 de novembro pelo IBGE mostrou que 20% das
espécies brasileiras de animais e plantas estavam ameaçadas em 2014 – quase 3,3
mil. Desse total, 1.989 estavam na Mata Atlântica, o bioma mais afetado. A
pesquisa “Contas de Ecossistemas” analisou a situação da biodiversidade no
país, a partir das espécies de fauna e flora listadas pelo Centro Nacional de
Conservação da Flora do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (CNCFlora/JBRJ) e
pelo ICMBio.
Relatório Planeta Vivo 2020, divulgado em 10/9/20 pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), mostra que o avanço do processo de crescimento contínuo da produção e consumo de bens e serviços ao bel-prazer da humanidade tem provocado uma degradação generalizada dos ecossistemas globais e gerado um ecocídio da vida selvagem que sempre existiu no planeta muito antes dos seres humanos.
Um em cada 5 países pode estar caminhando para o colapso ambiental.
Enquanto a população humana passou de 3,5 bilhões para cerca de 7,5 bilhões de habitantes, as populações de vertebrados silvestres, como mamíferos, pássaros, peixes, répteis e anfíbios, sofreram uma redução de 68% entre 1970 e 2016. Sem dúvida, o ecocídio é também um suicídio. (ecodebate)



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