Manual orienta como fazer compostagem em ambiente doméstico,
comunitário e institucional.
Disponível gratuitamente na Internet, publicação orienta sobre a
prática de compostagem em ambiente doméstico, comunitário e institucional.
Os orgânicos representam cerca de 50% dos resíduos urbanos gerados no
Brasil. Apesar disso, apenas 1% desse total é destinado a compostagem. Para popularizar
a prática e disseminar conhecimento sobre a reprodução do ciclo dos resíduos
orgânicos, está disponível gratuitamente na Internet a publicação Compostagem
Doméstica, Comunitária e Institucional de Resíduos Orgânicos: Manual de
Orientação.
O manual é o primeiro resultado do Acordo de Cooperação Técnica firmado em 2015 entre a Secretaria de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, o Serviço Social do Comércio de Santa Catarina (Sesc/SC) e o Centro de Estudo e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro). A parceria tem por objetivo estabelecer intercâmbio de experiências, informações, material técnico, metodologias e tecnologias referentes à gestão comunitária e institucional de resíduos orgânicos, associada à agricultura urbana e à educação ambiental.
Com linguagem acessível e ilustrações lúdicas, o manual traz técnicas de compostagem doméstica, comunitária e institucional de resíduos orgânicos e aborda o “Método UFSC” (em referência à Universidade Federal de Santa Catarina, onde foi mais estudado e adaptado às condições brasileiras), que consiste em uma estratégia segura e de baixo custo.
Segundo a diretora do Departamento de Qualidade Ambiental e Gestão de Resíduos do MMA, Zilda Veloso, a publicação contribui para o debate em curso no país sobre novas formas de enxergar e lidar com resíduos orgânicos. “Temos uma resolução sobre compostagem sendo debatida no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Então, há um grande interesse sobre o tema neste momento”, afirma.
“O material reúne um conjunto de soluções em compostagem (doméstica, comunitária e institucional) capaz de mudar a realidade da destinação de resíduos orgânicos no Brasil, hoje desperdiçados em aterros sanitários e lixões”, diz Marcos José de Abreu, autor do texto e ex-coordenador de Projetos Urbanos do Cepagro.
Para ele, os modelos apresentados se tratados de forma integrada representam uma inovação ainda inexplorada pelos municípios brasileiros. (ecodebate)



Nenhum comentário:
Postar um comentário