Ao mesmo tempo, é viável
evitar um aquecimento mais elevado. É o que mostram pesquisadores da Chalmers
University of Technology e da Lund University, na Suécia, em um novo estudo.
“Mais e mais países estão prometendo que eliminarão gradualmente o carvão de seus sistemas de energia, o que é positivo. Mas, infelizmente, seus compromissos não são fortes o suficiente. Se quisermos ter uma chance realista de atingir a meta de 2°C, a eliminação gradual do carvão precisa acontecer mais rapidamente”, diz Aleh Cherp, professor do Instituto Internacional de Economia Ambiental Industrial da Universidade de Lund.
China e Índia precisam começar a eliminar gradualmente o uso de carvão
A eliminação gradual do
carvão é necessária para manter o aumento da temperatura mundial abaixo de 2°C,
em comparação com os níveis pré-industriais. Em um estudo do programa de
pesquisa Mistra Electrification, um grupo de pesquisadores analisou os
compromissos assumidos por 72 países de eliminar gradualmente o uso de carvão
até 2022–2050.
Na melhor das hipóteses, os pesquisadores mostram que é possível que o aumento da temperatura permaneça em 2°C. Mas isso pressupõe, entre outras coisas, que tanto a China quanto a Índia comecem a eliminar gradualmente o uso de carvão dentro de cinco anos. Além disso, sua eliminação gradual precisa ser tão rápida quanto no Reino Unido, que é a mais rápida que já aconteceu em um país grande, e mais rápido do que a Alemanha prometeu. Isso pode criar desigualdades que precisarão ser abordadas por políticas internacionais.
O aquecimento global de até 3°C é provável
O grupo de pesquisa também
desenvolveu cenários que considera mais realista. Esses cenários indicam que a
Terra está caminhando para um aquecimento global de 2,5° a 3°C.
“Os compromissos dos países
não são suficientes, nem mesmo entre os países mais ambiciosos. Além disso, a
invasão da Ucrânia pela Rússia pode impedir que alguns países eliminar
gradualmente o carvão, como prometeram”, diz Jessica Jewell, professora
associada da Divisão de Teoria dos Recursos Físicos da Chalmers University of
Technology.
O estudo mostra que os compromissos dos 72 países para eliminar gradualmente a energia a carvão são semelhantes entre si e estão alinhados com dados históricos sobre a rapidez com que a energia a carvão foi eliminada no passado.
IPCC alerta que é clara a influência humana no clima e pede ações urgentes. (ecodebate)




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