Tecnologia CCUS/ Carbon
capture, utilisation and storage (captura de carbono) ajuda Petrobras a reduzir
em 39% as emissões de CO2.
Tecnologia CCUS ajuda Petrobras a reduzir em 39% as emissões de CO2.
Resultado corresponde ao período de 2015 a 2022 e conta com desempenho de reinjetar o CO2 de volta ao reservatório de onde saiu.
O processo de descarbonização
é um dos grandes desafios proposto pela transição energética. E a Petrobras já
deu o pontapé nessa iniciativa utilizando o CCUS (Programa de captura, uso e
armazenamento geológico de CO2). Com a ajuda da tecnologia de CCUS,
que engloba a separação do CO2 e do gás natural e a posterior
reinjeção do CO2 de volta ao reservatório de onde saiu, a estatal
conseguiu reduzir em 39% as emissões de gases de efeito estufa. A reinjeção foi
uma solução encontrada pela companhia para atender ao compromisso de não emitir
para a atmosfera o CO2 que está presente no gás natural.
Durante o Seminário de Gás Natural, que aconteceu em 10 e 11/05/23 no Rio de Janeiro, Viviana Coelho, Gerente Executiva de Mudanças Climáticas da Petrobras, destacou que a melhor trajetória de descarbonização é a que custa menos e que cada país sabe qual a melhor forma de desempenhar esse papel de acordo com sua realidade socioeconômica e com a realidade de sua população, o que pode funcionar na Europa, pode não ser tão eficaz no Brasil.
Um consenso é que a transição energética já se iniciou e acontece de forma natural, visto que entre optar por um energético que custa mais caro e afeta o meio ambiente, naturalmente se escolhe aquele que tem menor custo e uma externalidade de menor impacto. Somente nos campos de pré-sal, essa reinjeção feita através do CCUS chega a 25%. É o maior projeto em operação no mundo, destacou Viviana.
Os projetos de CCUS possuem custos que demandam uma organização maior, como uma regulação que não está pronta, precisa existir acordo entre todos os agentes de CCUS e assim encontrar mecanismo de financiamento, mecanismos de parceria, agentes dispostos a realizar a descarbonização, previsão de riscos tecnológicos desses projetos, entre outras coisas, mas nada que sejam barreiras intransponíveis.
Biogás
Sobre a utilização do Biogás e Biometano, Gabriel Kropsch, Diretor Executivo da ABiogás, destacou que ao falar do potencial do Biogás alguns conceitos são diferentes, pois ele é um produto da decomposição da matéria orgânica, gerado de um processo natural e é um recurso energético renovável. O que é feito é pegar esse processo natural e acelerar isso dentro de um ambiente industrial e controlado, e quando se fala do potencial do biogás, não é sobre o potencial de geração em si, mas sobre o é o potencial de aproveitamento do biogás.
O Brasil, segundo Kropsch, gera 120 milhões de metros cúbicos por dia de resíduo orgânico, onde estão incluídos o aterro sanitário, estações de tratamento de esgoto e principalmente, toda a agroindústria brasileira. “O biometano não é o combustível do futuro, ele já é o combustível do presente, e possui um potencial de aquecimento global cerca de 20 vezes menor”, finalizou. (canalenergia)




Nenhum comentário:
Postar um comentário