Transição Demográfica
• O Pico Populacional: A
população chinesa atingiu seu ápice histórico de 1,43 bilhão de habitantes em
2021.
• Declínio: A partir de 2022,
o país iniciou um processo de decrescimento populacional. Projeções indicam que
a população pode cair para 633 milhões até 2100.
• Causas: Este fenômeno é
reflexo do aumento nos custos de vida urbanos, mudanças sociais e os efeitos
prolongados da antiga "política do filho único".
• Impacto Econômico: O
envelhecimento populacional e a redução na base de trabalhadores vêm forçando
uma retração no setor de construção civil e imobiliário, diminuindo a demanda
por matérias-primas intensivas em carbono.
Transição Energética e
Emissões de CO2
• Queda nas Emissões: Após
décadas de forte expansão, o volume de gases do efeito estufa entrou em
estabilidade e passou a registrar quedas marginais nas médias móveis dos
últimos trimestres.
• Aceleração Renovável: A
principal alavanca para frear as emissões tem sido o crescimento exponencial na
adoção de energias renováveis. O país planeja multiplicar sua capacidade eólica
e solar por mais de seis vezes e garantir que mais de 30% da energia venha de
fontes não fósseis.
• Metas Climáticas Oficiais:
Dentro do 15º Plano Quinquenal, o governo chinês assumiu o compromisso de
reduzir a intensidade de carbono (por unidade do PIB) em 17% e promover reduções
absolutas na emissão de gases.
Não é coincidência, mas uma
consequência da transição demográfica e da transição energética que estão
mudando o cenário sociodemográfico e ambiental da maior economia do mundo
(quando se considera o poder de paridade de compra).
A população da China era de
539 milhões de habitantes em 1950, atingiu 1 bilhão de habitantes em 1982,
chegou ao pico de 1,43 bilhão em 2021 e começou a diminuir a partir de 2022,
devendo chegar a 633 milhões de habitantes em 2100.
Nas últimas décadas, o
crescimento populacional aumentou a demanda por imóveis e o setor de construção
civil liderou o crescimento econômico chinês. Mas a bolha imobiliária estourou
na década passada e os investimentos na transição energética (veículos
elétricos, energia solar e eólica e baterias) passaram a liderar o crescimento
econômico e o crescimento das exportações na atual década. Estes fatores
reduziram a proporção da demanda por combustíveis fósseis e aumentaram a
proporção das energias renováveis.
Matéria da Carbon Brief (Myllyvirta, 12/02/2026) mostra que as emissões de dióxido de carbono (CO2) da China caíram 1% no último trimestre de 2025, o que provavelmente garante uma redução de 0,3% para o ano todo. Isso amplia uma tendência de “estabilidade ou queda” nas emissões de CO2 da China, que começou em março de 2024 e já dura quase dois anos, como mostra o gráfico abaixo.
A grande novidade da China na atual década é a diminuição da população a partir de 2022, seguida da redução das emissões de CO2.
Não é coincidência, mas uma
consequência da transição demográfica e da transição energética que estão
mudando o cenário sociodemográfico e ambiental da maior economia do mundo
(quando se considera o poder de paridade de compra).
A população da China era de
539 milhões de habitantes em 1950, atingiu 1 bilhão de habitantes em 1982,
chegou ao pico de 1,43 bilhão em 2021 e começou a diminuir a partir de 2022,
devendo chegar a 633 milhões de habitantes em 2100.
Nas últimas décadas, o
crescimento populacional aumentou a demanda por imóveis e o setor de construção
civil liderou o crescimento econômico chinês. Mas a bolha imobiliária estourou
na década passada e os investimentos na transição energética (veículos
elétricos, energia solar e eólica e baterias) passaram a liderar o crescimento
econômico e o crescimento das exportações na atual década. Estes fatores
reduziram a proporção da demanda por combustíveis fósseis e aumentaram a
proporção das energias renováveis.
Matéria da Carbon Brief (Myllyvirta, 12/02/2026) mostra que as emissões de dióxido de carbono (CO2) da China caíram 1% no último trimestre de 2025, o que provavelmente garante uma redução de 0,3% para o ano todo. Isso amplia uma tendência de “estabilidade ou queda” nas emissões de CO2 da China, que começou em março de 2024 e já dura quase dois anos, como mostra o gráfico abaixo.
Transição demográfica e transição energética fez a China atingir o pico das emissões
Os números de CO2
indicam que a intensidade de carbono da China – suas emissões de combustíveis
fósseis por unidade de PIB – caiu 4,7% em 2025 e 12% durante o período de 2020
a 2025. Mas isso está bem abaixo da meta de 18% estabelecida para esse período
pelo 14º Plano Quinquenal. Além disso, a China agora precisaria reduzir sua
intensidade de carbono em cerca de 23% nos próximos cinco anos para cumprir um
de seus principais compromissos climáticos no âmbito do Acordo de Paris.
Desta forma, a capacidade de geração de energia da China proveniente de fontes não fósseis, incluindo solar, eólica, nuclear e hidrelétrica, ultrapassou sua capacidade baseada em combustíveis fósseis pela primeira vez, atingindo 52% do total em fevereiro de 2026.
Apesar de liderar o investimento global na transição energética e de ter uma enorme expansão de energia limpa, a China colocou em operação 78 GW de novas usinas a carvão em 2025, o maior total anual em uma década, para garantir a segurança energética e a estabilidade das redes durante os picos de demanda.
As preocupações com a
segurança energética e a pressa em avançar com projetos antes de possíveis
restrições políticas significam que a China continua a ter o maior parque de usinas
a carvão do mundo e responde por 71% da capacidade total global de geração de
energia a carvão em desenvolvimento.
Porém, pela primeira vez na
história, a China possui mais capacidade de geração de energia proveniente de
fontes limpas do que de combustíveis fósseis, graças a uma década de
instalações solares e eólicas em franca expansão.
A capacidade de energia limpa da China, incluindo energia nuclear e hidrelétrica, está atingindo níveis recordes, à medida que a segunda maior economia do mundo busca fazer com que suas fontes de energia domésticas – com a ajuda de uma enorme cadeia de suprimentos de painéis e baterias – atendam a uma parcela cada vez maior da crescente demanda por eletricidade.
A China não está abandonando uma fonte de energia em favor de outra; ela utiliza sua cadeia de produção doméstica para expandir as energias renováveis, enquanto ainda depende do carvão para geração de base e redes elétricas estáveis. Mas com o avanço da transição demográfica e da transição energética a China deve acelera a redução das emissões de CO2. Resta saber se esta redução será rápida o suficiente para evitar que a temperatura global ultrapasse os 2ºC, meta necessária para evitar uma catástrofe climática global. (ecodebate)





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