quinta-feira, 25 de junho de 2026

Diminuição da população e das emissões de CO2 na China

A diminuição populacional da China e de suas emissões de CO2 não é uma coincidência, mas uma consequência direta de suas transições demográficas e energéticas. Ambas as curvas registraram picos recentes e agora caminham para um declínio estrutural, impactando a economia global e a geopolítica climática.

Transição Demográfica

• O Pico Populacional: A população chinesa atingiu seu ápice histórico de 1,43 bilhão de habitantes em 2021.

• Declínio: A partir de 2022, o país iniciou um processo de decrescimento populacional. Projeções indicam que a população pode cair para 633 milhões até 2100.

• Causas: Este fenômeno é reflexo do aumento nos custos de vida urbanos, mudanças sociais e os efeitos prolongados da antiga "política do filho único".

• Impacto Econômico: O envelhecimento populacional e a redução na base de trabalhadores vêm forçando uma retração no setor de construção civil e imobiliário, diminuindo a demanda por matérias-primas intensivas em carbono.

Transição Energética e Emissões de CO2

• Queda nas Emissões: Após décadas de forte expansão, o volume de gases do efeito estufa entrou em estabilidade e passou a registrar quedas marginais nas médias móveis dos últimos trimestres.

• Aceleração Renovável: A principal alavanca para frear as emissões tem sido o crescimento exponencial na adoção de energias renováveis. O país planeja multiplicar sua capacidade eólica e solar por mais de seis vezes e garantir que mais de 30% da energia venha de fontes não fósseis.

• Metas Climáticas Oficiais: Dentro do 15º Plano Quinquenal, o governo chinês assumiu o compromisso de reduzir a intensidade de carbono (por unidade do PIB) em 17% e promover reduções absolutas na emissão de gases.

• Qualidade do Ar: O rigoroso controle antipoluição também gerou melhorias históricas: a concentração de partículas finas (PM2.5) em Pequim, por exemplo, atingiu mínimas históricas, com quedas drásticas em relação aos níveis da década passada.
A grande novidade da China na atual década é a diminuição da população a partir de 2022, seguida da redução das emissões de CO2.

Não é coincidência, mas uma consequência da transição demográfica e da transição energética que estão mudando o cenário sociodemográfico e ambiental da maior economia do mundo (quando se considera o poder de paridade de compra).

A população da China era de 539 milhões de habitantes em 1950, atingiu 1 bilhão de habitantes em 1982, chegou ao pico de 1,43 bilhão em 2021 e começou a diminuir a partir de 2022, devendo chegar a 633 milhões de habitantes em 2100.

Nas últimas décadas, o crescimento populacional aumentou a demanda por imóveis e o setor de construção civil liderou o crescimento econômico chinês. Mas a bolha imobiliária estourou na década passada e os investimentos na transição energética (veículos elétricos, energia solar e eólica e baterias) passaram a liderar o crescimento econômico e o crescimento das exportações na atual década. Estes fatores reduziram a proporção da demanda por combustíveis fósseis e aumentaram a proporção das energias renováveis.

Matéria da Carbon Brief (Myllyvirta, 12/02/2026) mostra que as emissões de dióxido de carbono (CO2) da China caíram 1% no último trimestre de 2025, o que provavelmente garante uma redução de 0,3% para o ano todo. Isso amplia uma tendência de “estabilidade ou queda” nas emissões de CO2 da China, que começou em março de 2024 e já dura quase dois anos, como mostra o gráfico abaixo.

A grande novidade da China na atual década é a diminuição da população a partir de 2022, seguida da redução das emissões de CO2.

Não é coincidência, mas uma consequência da transição demográfica e da transição energética que estão mudando o cenário sociodemográfico e ambiental da maior economia do mundo (quando se considera o poder de paridade de compra).

A população da China era de 539 milhões de habitantes em 1950, atingiu 1 bilhão de habitantes em 1982, chegou ao pico de 1,43 bilhão em 2021 e começou a diminuir a partir de 2022, devendo chegar a 633 milhões de habitantes em 2100.

Nas últimas décadas, o crescimento populacional aumentou a demanda por imóveis e o setor de construção civil liderou o crescimento econômico chinês. Mas a bolha imobiliária estourou na década passada e os investimentos na transição energética (veículos elétricos, energia solar e eólica e baterias) passaram a liderar o crescimento econômico e o crescimento das exportações na atual década. Estes fatores reduziram a proporção da demanda por combustíveis fósseis e aumentaram a proporção das energias renováveis.

Matéria da Carbon Brief (Myllyvirta, 12/02/2026) mostra que as emissões de dióxido de carbono (CO2) da China caíram 1% no último trimestre de 2025, o que provavelmente garante uma redução de 0,3% para o ano todo. Isso amplia uma tendência de “estabilidade ou queda” nas emissões de CO2 da China, que começou em março de 2024 e já dura quase dois anos, como mostra o gráfico abaixo.

Transição demográfica e transição energética fez a China atingir o pico das emissões

Os números de CO2 indicam que a intensidade de carbono da China – suas emissões de combustíveis fósseis por unidade de PIB – caiu 4,7% em 2025 e 12% durante o período de 2020 a 2025. Mas isso está bem abaixo da meta de 18% estabelecida para esse período pelo 14º Plano Quinquenal. Além disso, a China agora precisaria reduzir sua intensidade de carbono em cerca de 23% nos próximos cinco anos para cumprir um de seus principais compromissos climáticos no âmbito do Acordo de Paris.

Desta forma, a capacidade de geração de energia da China proveniente de fontes não fósseis, incluindo solar, eólica, nuclear e hidrelétrica, ultrapassou sua capacidade baseada em combustíveis fósseis pela primeira vez, atingindo 52% do total em fevereiro de 2026.

Apesar de liderar o investimento global na transição energética e de ter uma enorme expansão de energia limpa, a China colocou em operação 78 GW de novas usinas a carvão em 2025, o maior total anual em uma década, para garantir a segurança energética e a estabilidade das redes durante os picos de demanda.

As preocupações com a segurança energética e a pressa em avançar com projetos antes de possíveis restrições políticas significam que a China continua a ter o maior parque de usinas a carvão do mundo e responde por 71% da capacidade total global de geração de energia a carvão em desenvolvimento.

Porém, pela primeira vez na história, a China possui mais capacidade de geração de energia proveniente de fontes limpas do que de combustíveis fósseis, graças a uma década de instalações solares e eólicas em franca expansão.

A capacidade de energia limpa da China, incluindo energia nuclear e hidrelétrica, está atingindo níveis recordes, à medida que a segunda maior economia do mundo busca fazer com que suas fontes de energia domésticas – com a ajuda de uma enorme cadeia de suprimentos de painéis e baterias – atendam a uma parcela cada vez maior da crescente demanda por eletricidade.

A China não está abandonando uma fonte de energia em favor de outra; ela utiliza sua cadeia de produção doméstica para expandir as energias renováveis, enquanto ainda depende do carvão para geração de base e redes elétricas estáveis. Mas com o avanço da transição demográfica e da transição energética a China deve acelera a redução das emissões de CO2. Resta saber se esta redução será rápida o suficiente para evitar que a temperatura global ultrapasse os 2ºC, meta necessária para evitar uma catástrofe climática global. (ecodebate)

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