quarta-feira, 3 de março de 2010

Degelo nos pólos se acentua

Degelo nos pólos se acentua, alerta agência da ONU Antártida está derretendo a um ritmo mais rápido do que se imaginava. O alerta é de estudo da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência das Nações Unidas. A conseqüência é a elevação dos oceanos a níveis não previstos pelo Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC). As conclusões do painel deveriam servir como base de políticas públicas sobre mudanças climáticas. O relatório, preparado no âmbito das comemorações do Ano Polar, indica que os pólos estão sofrendo “acelerada e generalizada” perda de gelo, admite-se que não esperava conclusão tão sombria. O estudo foi realizado durante dois anos e envolveu mais de mil cientistas de 60 países. Para chegar ao resultado, eles utilizaram satélites, submarinos e alta tecnologia. A pesquisa concluiu que, em dez anos, as águas próximas ao continente aqueceram duas vezes mais que o resto dos oceanos nos últimos 30 anos. Pode ser o indício de um colapso da cobertura de gelo da Antártida. Essas mudanças provam que o aquecimento global está afetando a Antártida de forma que não conhecíamos antes. Outra conclusão foi que o número de blocos de gelo deslocados do continente atinge uma taxa sem precedentes. Isso seria parte das evidências de que há uma mudança climática na região. A maior preocupação se refere ao Glacial de Pine: o degelo faz com que se mova 40% mais rápido que a taxa média registrada nos anos 1970. No caso do Glacial Smith, a velocidade é 83% maior que a verificada em 1992. Segundo os cientistas, a aceleração é uma variável que indica perda de gelo. Por ano, o degelo dos glaciais já soma 114 bilhões de toneladas. O IPCC, em 2007, havia previsto uma alta de 80 centímetros nos níveis dos oceanos até 2100. Se a cobertura de gelo da Antártica derreter por completo, os níveis dos mares aumentarão em até 1,5 metros. Isso significa que mais de 200 milhões de pessoas serão afetadas.

ONU evita destruição da camada de ozônio

No dia 16 de setembro de 1987, 46 países assinaram um documento chamado "Protocolo de Montreal" no qual se comprometiam a parar de fabricar o gás Clorofluorcarbono (CFC), apontado como o maior responsável pela destruição da camada de ozônio na estratosfera. Para comemorar o feito, em 1994, a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou a data como o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio. Os países signatários, neste dia, procuram meditar sobre a questão e realizar diversos eventos que conscientizem a população sobre o significado do Protocolo. A destruição da camada de ozônio, ainda que parcial, foi certamente o maior desastre ecológico de todos os tempos causado pelo homem moderno. Hoje, mesmo com a queda do consumo de CFC, o gás ainda é comercializado no mercado paralelo.

Buraco na camada de ozônio levará 2 décadas para diminuir

O buraco na camada de ozônio, que surgiu nos anos de 1980 sobre a Antártica, não deve se reduzir antes de 10, ou 20 anos, e não desaparecerá, se todas as medidas forem cumpridas, antes de 2075, previu a Organização Meteorológica Mundial (OMM). Há mais de 20 anos, a ONU tenta evitar a maior destruição da camada de ozônio. "A situação continuará sendo grave nos próximos 10, ou 20 anos, antes que o buraco comece a desaparecer, sob a condição de que se respeite o protocolo de Montreal", avaliou a organização, às vésperas do Dia Internacional de Preservação da Camada de Ozônio, em 16 de setembro. Serão necessárias várias décadas até que o buraco desapareça e se volte à situação anterior a 1980. Calcula-se que isso vá acontecer para 2075. A concentração dos gases CFC diminui a um ritmo de 1% ao ano.

Aquecimento dos Pólos é muito maior que se imaginava

Estudo mostra que gelo derrete cada vez mais rápido na Groelândia. A Antártica está derretendo a um ritmo mais rápido que se imaginava. O alerta é de um estudo realizado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), em colaboração com mais de mil especialistas sobre as regiões polares do planeta. A consequência será a elevação sem precedentes dos oceanos a níveis nem mesmo previstos pelo Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Mais de 200 milhões de pessoas que vivem em regiões costeiras poderão sofrer. Outro foco de preocupação é a de perda de gelo na Groenlândia e o derretimento das águas do Ártico. O relatório, preparado no âmbito das comemorações do Ano Polar, concluiu que tanto o Polo Sul como o Norte estão sofrendo uma "acelerada e generalizada" perda de gelo. A parte ocidental da Antártica também sofreria com o aquecimento. Informações obtidas até recentemente apontavam que essa região estaria de certa forma isenta das mudanças climáticas. Cientistas estimavam que o gelo sobre o território da Antártica e Groenlândia não estavam sofrendo da mesma forma que o gelo na águas polares. Mas as constatações agora são de que esses blocos também estão sendo perdidos. Para os cientistas, o resultado ainda pode ser uma deterioração ainda maior do aquecimento global, já que o derretimento desse gelo polar pode liberar gases que estavam presos e intensificar os problemas climático. Não se esperava que a conclusão fosse tão sombria. O que vemos é que não é apenas a parcela de terra que chega até o sul da América do Sul que está sendo afetada. O estudo foi realizado durante dois anos e envolveu mais de mil cientistas de 60 países. Para chegar ao resultado, utilizaram satélites, submarinos e alta tecnologia. A pesquisa concluiu que a águas que estão próximas ao continente estão 0,3 graus Fahrenheit mais quentes que há dez anos. Isso representaria uma elevação duas vezes mais rápida que o resto dos oceanos nos últimos 30 anos. Esses podem ser os indícios de um incipiente colapso da cobertura de gelo da Antártica. Essas mudanças provam que o aquecimento global está afetando a Antártica de formas que não conhecíamos antes. Outra conclusão foi a de que o número de blocos de gelo que estão deslocados do continente boiando sobre as águas atinge uma taxa sem precedentes. Isso seria parte das evidências de que há uma mudança climática na região. A maior preocupação se refere ao glacial de Pine, com um degelo fazendo com que os glaciais se movam 40% mais rápido que as taxas de 1970. No Glacial Smith, a velocidade é 83% maior que em 1992. Segundo os cientistas, a velocidade é um sinal da perda de gelo. Por ano, o degelo dos glaciais já soma 114 bilhões de toneladas, esse derretimento terá repercussões para os níveis dos oceanos nos próximos anos. A constatação é de que, hoje, o derretimento do gelo da Antártica já contribui para uma elevação de 3 milímetros nos níveis do mar no planeta a cada ano. Cientistas admitem que a taxa de perda de gelo na região é mais alta que o que o IPCC havia previsto em seus relatórios, considerados como a base da atuação política mundial ara frear as mudanças climáticas. O IPCC, em 2007, havia previsto uma alta de 80 centímetros nos níveis dos oceanos até 2100. Se a cobertura de gelo da Antártica derreter por completo, os níveis dos mares aumentarão em até 1,5 metros. Isso significará que mais de 200 milhões de pessoas serão afetadas.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Monitoramento independente contradiz dado

O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que faz o monitoramento independente da floresta amazônica, chegou a uma conclusão diferente do governo em relação ao desmatamento. Para o Imazon, de agosto a novembro de 2009, o desmate totalizou 757 quilômetros quadrados. No mesmo período do ano anterior, o desflorestamento somou 586 quilômetros quadrados. Ou seja, em vez de redução, a ONG avalia que houve um aumento de 29%. "Para nós, houve um ligeiro crescimento no desmate e não uma redução", afirma o pesquisador do Imazon Adalberto Veríssimo. Ele diz que o desmatamento é imprevisível, mas que a tendência histórica é ter um aumento da pressão em 2010 por ser um ano de eleição. A melhora da economia também pode representar um fator de preocupação. "Nada indica que vamos ter um desmatamento muito abaixo do registrado no ano passado", diz ele. Marcio Astrini, da campanha Amazônia do Greenpeace, ressalta que o Deter não mede desmate, mas serve para fazer alertas para a fiscalização. "O desmatamento ainda continua fora do controle governamental. Essa redução anunciada não significa que a União está fazendo a lição de casa", afirma ele. Segundo Astrini, o governo federal não tem políticas para evitar o desmatamento e para fomentar o desenvolvimento sustentável na região. Sistemas de monitoramento de desmatamento Deter: É um sistema de alerta para auxiliar a fiscalização e o controle do desmatamento. Indica tanto áreas de corte raso (completa retirada da mata e floresta nativa) quanto as classificadas como degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região. O sistema detecta apenas regiões de desflorestamento com área maior que 25 hectares. Prodes: Sistema usado para calcular a taxa anual do desmatamento. Detecta exclusivamente o corte raso em polígonos superiores a 6,25 hectares.

55 países do Acordo de Copenhague se comprometem

55 dos 194 países participantes cumprem compromisso do "Acordo de Copenhague"e anunciam suas metas.
Cumprindo o compromisso assumido no mês passado na conferência de Copenhague, 55 países, representando quase 80 por cento das emissões globais de gases do efeito estufa, apresentaram metas com relação ao combate à mudança climática, informou a Organização das Nações Unidas na segunda-feira. “Isso representa uma avigoramento importante das negociações da ONU sobre a mudança climática”, disse Yvo de Boer, chefe do secretariado climático da ONU, sobre as metas apresentadas até o prazo previsto em Copenhague, 31 de janeiro de 2010. Tais metas dizem respeito à redução nas emissões de gases do efeito estufa até 2020. A maioria dos governos – inclusive China e EUA, os dois maiores emissores – apenas reiteraram promessas divulgadas antes da cúpula de Copenhague, que frustrou muitos observadores por não resultar em um tratado que seja de cumprimento obrigatório. De Boer disse que as promessas apresentadas por 55 dos 194 países participantes representam 78 por cento das emissões resultantes do uso energético. A ONU diz que o prazo é flexível e que outros países podem apresentar seus planos mais tarde. O diplomata disse que os compromissos são “claros sinais da disponibilidade em avançar as negociações para uma conclusão bem sucedida”. A expectativa dos envolvidos é selar o novo tratado climático global, que entraria em vigor em 2013, durante uma reunião entre 29 de novembro e 10 de dezembro em Cancún (México). O acordo de Copenhague busca limitar o aumento médio da temperatura global a 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industrial, e sugere a liberação de 100 bilhões de dólares em ajuda climática a países em desenvolvimento a partir de 2020. Mas o texto deixava em branco as metas individuais dos países para a redução de emissões de gases do efeito estufa. Analistas dizem que as atuais metas levarão a um aumento superior a 2C. A União Europeia propõe um corte de 20 por cento nas emissões, em relação aos níveis de 1990, ou 30 por cento se outras nações ampliarem suas ações. Os EUA prometem um corte de 17 por cento em relação aos níveis de 2005, o que significa 4 por cento em relação ao ano-base 1990. A legislação norte-americana, no entanto, está parada no Senado. Já a China promete “se empenhar” em reduzir em 40-45 por cento as emissões por unidade do PIB até 2020, em relação aos níveis de 2005. Esse tipo de meta permitiria que as emissões continuassem crescendo, mas em ritmo inferior ao crescimento econômico. Concebido originalmente por EUA, China, Índia, Brasil e África do Sul, ao final da conferência de Copenhague, o acordo não foi adotado formalmente pelo plenário, devido à oposição de alguns países em desenvolvimento, como Sudão, Venezuela e Cuba. O fato de grandes países em desenvolvimento, como China e Índia, submeterem suas metas não significa necessariamente que eles desejam se “associar” ao tratado. A Índia, por exemplo, sugere que o Protocolo de Kyoto continue norteando a política climática global depois de 2012, em vez do eventual Acordo de Copenhague.

Desmate cai e governo analisa antecipar metas

Desmate cai e governo fala em antecipar meta de 2020.
Para atingir objetivo, País não pode ultrapassar 3,5 mil km² de florestas derrubadas no ano. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou ontem que o Brasil poderá antecipar para este ano a meta de reduzir em 80% o desmatamento na Amazônia, prevista para ser alcançada em 2020, segundo documento entregue à Organização das Nações Unidas (ONU). Minc disse que isso ocorrerá se o País mantiver o ritmo de devastação florestal alcançado nos últimos meses do ano passado. De acordo com Minc, se a Amazônia fechar este ano com 3,5 mil km² de desmatamento, cumprirá com dez anos de antecedência a meta para 2020. O ministro fez a afirmação enquanto comentava os dados do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Conforme o levantamento, nos meses de outubro e novembro de 2009, o desmate atingiu 247,6 km² de floresta, número 72,5% menor do que o registrado no mesmo período de 2008 (896 km²). No quadrimestre agosto-novembro, o desmatamento da Amazônia caiu de 2.238 km², em 2008, para 1.144 km² em 2009 - redução de 49%. A cobertura de nuvens na região no período foi de 17% - ou 14% menor do que os 31% registrados em 2008 -, o que permitiu maior visibilidade na observação dos satélites. "Ninguém pode dizer que não vimos desmatamento porque estava tudo coberto", disse Minc. O Pará liderou o ranking dos Estados que mais derrubaram florestas, com 108 km² desmatados em outubro e novembro. A taxa, porém, ficou 60% abaixo do índice do mesmo período do ano anterior. Em Mato Grosso, o segundo colocado, foram devastados 50 km² de floresta, mas o índice também caiu significativamente. O destaque negativo ficou por conta do Amazonas. Apesar de ostentar a menor taxa da região, o Estado registrou crescimento de mais de 200% no desmatamento nos meses de outubro e novembro. TECNOLOGIA Minc também anunciou um reforço tecnológico: entra em operação neste ano o Satélite de Observação Avançada da Terra (Alos, sigla em inglês), um equipamento japonês. O sistema, contratado há dois anos pelo IBAMA, permitirá o monitoramento do desmatamento por entre as nuvens, o que é impossível com os equipamentos atuais do INPE. Com isso, segundo o ministro, "acaba a cegueira" do satélite em alguns meses do ano, como dezembro, quando a cobertura de nuvens passa de 50%. "Tremei, poluidores, a invisibilidade vai acabar", disse. Minc atribuiu a redução dos índices à repressão, atualmente feita pelo Comitê Interministerial de Combate aos Crimes e Infrações Ambientais (Ciccia), combinada com apoio financeiro à produção sustentável. O órgão permite a realização de ações articuladas entre diversos órgãos policiais e fiscais da União, como Polícia Federal, Receita, Polícia Rodoviária, Força Nacional de Segurança Pública, IBAMA e Instituto Chico Mendes. A meta de reduzir o desmatamento em 80% até 2020 - tendo como ponto de partida o índice de 19,5 mil km² de floresta desmatada, de 2002 - foi assumido pelo governo brasileiro diante da ONU como contribuição do País ao combate ao aquecimento global.

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