quinta-feira, 21 de julho de 2011

Lâmpada incandescente sairá de cena

Obsolescência programada: lâmpada incandescente saíra de cena
As lâmpadas incandescentes, responsáveis por uma luz amarela e incômoda aos olhos e que esquentam o ambiente, estão com os dias contados. O rendimento deste tipo de lâmpada é mínimo: apenas o equivalente a 5% da energia elétrica consumida é transformado em luz, e o resto é transformado em calor, o que gera grande desperdício e baixa eficiência. Na União Europeia, elas já não serão encontradas no mercado a partir do ano que vem. Por aqui sairão de cena até 2016, graças a uma portaria dos Ministérios de Minas e Energia, Ciência e Tecnologia, e Indústria e Comércio, expedida em janeiro de 2011, visando diminuir o consumo de energia.
A portaria do governo oferece grandes vantagens aos consumidores que passarão a utilizar de 70 a 80% menos energia em iluminação, economizando na conta de energia elétrica. O país ganhará, já que estará economizando investimentos em geração e distribuição de energia.
Cerca de 80% da iluminação do país deverá sofrer alterações com a portaria, com a substituição de aproximadamente 300 milhões de lâmpadas. As fluorescentes compactas, as mais famosas substitutas, são cerca de cinco vezes mais eficientes e têm uma vida útil de três a dez vezes maior do que as incandescentes. Já as lâmpadas LED são cerca de 6,5 vezes mais eficientes, além de durarem de 25 a 50 vezes mais.
No entanto, os consumidores também terão mais custos com a saída das incandescentes. O preço de uma fluorescente compacta chega a ser cerca de seis vezes mais cara do que um modelo incandescente. Já as LED podem ser até nove vezes mais caras.
A lei de Resíduos Sólidos aprovada no congresso em 2010 determina que a indústria também é responsável por fazer a reciclagem ou o reaproveitamento quando a vida útil do produto tem fim. Mas o novo serviço prestado pelas empresas fabricantes de lâmpadas deverá encarecê-las ainda mais. A partir de 2016, a conta de luz do brasileiro deverá diminuir em função da iniciativa, mas as novas lâmpadas deverão ficar mais caras. (institutoideias)

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