sábado, 5 de novembro de 2011

O mundo de 7 bilhões

Bebês em seus berços na enfermaria de uma maternidade em Singapura. Nos últimos anos, o governo introduziu descontos nos impostos, bônus por filho e uma licença-maternidade mais extensa para encorajar as mulheres a ter mais filhos.
O Dia Mundial da População foi em 11 de julho. Este ano a população mundial atingiu a marca dos 7 bilhões. O número pode ser inédito, mas os problemas populacionais que enfrentamos não são nada novos. Precisamos pensar muito bem como fazer para que a história desses 7 bilhões de pessoas seja feliz.
É surpreendente pensar que em breve haverá 7 bilhões de almas neste planeta. Em termos biológicos, a espécie humana tem sido incrivelmente bem-sucedida.
Bem-sucedida até demais, dirão alguns, em povoar e pilhar um planeta frágil, de modo a apressar seu próprio fim. Basta olhar para a catástrofe que se desenrola no Chifre da África – uma situação resultante do conflito humano e do tipo de seca que muitos cientistas associam com a mudança climática provocada pelo homem.
No entanto, o número de pessoas continua a crescer, o que em alguns círculos é motivo de comemoração, pois significa que, nas últimas décadas, o tipo de fome, morte e doença em massa – que hoje afligem a Somália, o Quênia e partes da Etiópia – tornou-se uma exceção.
As taxas de mortalidade entre bebês e crianças caíram drasticamente; a expectativa de vida, a despeito da epidemia de AIDS, subiu em quase todos os países. Centenas de milhões de pessoas saíram da pobreza.
"Sob muitos aspectos, um mundo com 7 bilhões de pessoas é uma conquista. Em termos globais, as pessoas estão vivendo mais e com mais saúde, e os casais estão preferindo ter menos filhos", afirma o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em seu website ao comentar o Dia Mundial da População.
Conforme mostram estatísticas da ONU, a população mundial está crescendo não porque as pessoas estão tendo mais filhos, mas porque elas estão vivendo mais. Na verdade, as taxas de crescimento da população mundial atingiram seu ponto máximo, ao passo que os índices de fertilidade declinaram devido ao aumento da riqueza e à melhoria na saúde.
Porém, ainda há enormes problemas populacionais. Desses 7 bilhões de habitantes, todo dia um bilhão passa fome – uma situação grotesca em um mundo onde os ricos jogam fora entre um quarto e um terço de todo o alimento que compram.
Pode muito bem ser que haja gente demais e comida de menos no Chifre da África, mas o desperdício sugere que existe muito alimento sendo monopolizado por umas poucas pessoas nas nações ricas. Essa é uma falha colossal de mercado.
Por conta disso, o UNFPA lançou uma campanha denominada "7 Bilhões de Ações" para lidar com as questões populacionais mais prementes que temos pela frente, enfatizando 7 áreas essenciais de risco demográfico e de oportunidades:
- redução da pobreza e da desigualdade
- mais independência ao público feminino
- o maior contingente de jovens em toda a história
- direitos reprodutivos e saúde
- a saúde do planeta
- o envelhecimento das populações
- planejamento urbano (prevendo os próximos 2 bilhões de pessoas)
As questões demográficas afetam o mundo todo, desde as sociedades do hemisfério Norte, que estão envelhecendo e encolhendo, até as populações jovens e em expansão no hemisfério Sul. São 7 bilhões de histórias a serem contadas. (sustentabilidade.allianz)

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