Em queda, nível de água do Cantareira atinge 15% da
capacidade.
Medição da Sabesp aponta novo recorde negativo do sistema que é a
principal fonte de abastecimento de água da Grande São Paulo.
O nível de água no
Sistema Cantareira atingiu novo recorde negativo nesta segunda-feira, 17.
Medição feita pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo
(Sabesp) aponta que o volume armazenado no principal manancial que
abastece a Grande São Paulo e a região de Campinas caiu para 15% da
capacidade. Ontem, o índice estava em 15,2%. Há um ano, o nível era de 58,9%.
O volume do
Cantareira continua em queda mesmo após a adoção de uma série de medidas
tomadas pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB) para tentar evitar o racionamento
de água generalizado nas duas regiões. Entre elas estão o plano de desconto na
conta para quem reduzir o consumo, a redução em ao menos 10% do volume de água
retirado do Cantareira, e o remanejamento de água dos sistemas Alto Tietê e
Guarapiranga para cerca de 3 milhões de pessoas.
A Sabesp também
reduziu em 15% da oferta de água vendida no atacado na Grande São
Paulo. Após a medida, Guarulhos anunciou na semana passada o início do esquema
de rodízio de abastecimento na cidade, a segunda mais populosa do Estado.
Bairros da capital, em especial na zona norte, também sofrem há semanas com
falta de água à noite. A Sabesp, porém, nega que haja racionamento.
Em seu relatório
diário, o comitê anticrise que monitora o Cantareira aponta que o "volume
útil" de água armazenada nas represas Jaguari e Jacareí, que
correspondem a 82% da reserva de todo o manancial, chegou a 8,9% da capacidade,
a mais baixa da história. Diante desse cenário, o grupo estima que o volume
útil de todo o sistema se esgote em julho, durante a Copa do Mundo.
Por causa disso, a
Sabesp deve instalar equipamentos para iniciar a captação de água
do chamado "volume morto", cerca de 400 bilhões de litros que
ficam no fundo dos reservatórios, abaixo do nível das bombas. Segundo a
companhia, a operação deve entrar em funcionamento em maio a um custo estimado
em R$ 80 milhões. (OESP)
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