segunda-feira, 21 de abril de 2014

Sabesp deve reduzir perda de água para 27%

Sabesp deve reduzir perda de água para 27%, diz agência
'Estado' revelou em fevereiro que empresa desperdiçou 31,2% do volume produzido no trajeto até a caixa d’água dos consumidores em 2013.
Apesar da queixa da Sabesp, a Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo (Arsesp) manteve em 27% a meta do índice de perdas de água na distribuição para 2016. Em fevereiro, o Estado revelou que a empresa desperdiçou 31,2% do volume produzido no trajeto até a caixa d’água dos consumidores em 2013, acima dos 24,4% divulgados pela companhia.
A diferença ocorre porque a Sabesp calcula a perda sobre o volume de água faturado, ou seja, que é pago pelo consumidor. Por causa da tarifa mínima, muitos clientes pagam a mais do que realmente consomem, fazendo com que esse índice seja inferior ao de perda efetiva.
"A Arsesp reconhece que a meta de perdas de 27% para 2016 representa um desafio para a Sabesp, mas entende que é exequível", afirma a agência. Segundo o órgão, a companhia alegou que o porcentual de perdas apresentado nos últimos anos, em torno de 32%, está entre os cinco menores das empresas do Brasil.
Mas, para a Arsesp, se excluir o volume de água que é vendido no atacado, como para a cidade de Guarulhos, a perda de água em 2012, por exemplo, foi de 35,6%. "Nesse caso, a Sabesp estaria numa posição muito inferior no ranking nacional", diz a agência. A média nacional de desperdício efetivo é de 38,8%, segundo dados de 2011 do Ministério das Cidades.
Em fevereiro, a Sabesp havia informado que "não há índice certo ou errado para calcular as perdas no sistema de abastecimento" e que "cada indicador tem uma finalidade e deve ser usado de acordo com a necessidade para avaliar o sistema". (OESP)

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