sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

ONU: combate do Brasil às mudanças climáticas é ‘muito ruim’

O país ficou em 49° lugar em um ranking de 61 posições, divulgado na Conferência das Nações Unidas sobre o clima.
Participantes chegam para a COP 20, conferência do clima realizada pela ONU, na cidade de Lima, no Peru.
O Brasil teve seu desempenho classificado como “muito ruim” em um relatório sobre mudanças climáticas divulgado nesta segunda-feira na conferência das Nações Unidas sobre o clima, COP20, realizada em Lima, no Peru. O documento, denominado The Climate Change Performance Index (Índice de performance sobre mudanças climáticas), foi elaborado pela instituição alemã Germanwatch e pela ONG europeia Climate Action Network Europe.
O documento elencou o desempenho dos 58 principais países emissores de gases estufa. O Brasil ficou na 49.ª posição nesse ranking, logo abaixo da Argentina e acima de Japão, Coreia do Sul, Rússia, Canadá e Austrália, por exemplo. Na listagem do ano anterior, o país estava na 35.ª posição. “O desempenho do Brasil nos últimos anos parece ter chegado ao fundo do poço, com a perda de catorze posições e tendência de declínio em quase todos os setores", diz o texto. De acordo com o documento, porém, há indícios de que "o Brasil conseguiu reduzir o desmatamento significativamente” de 2010 para cá, o que deve melhorar o desempenho do país no relatório do próximo ano.
Destaques
Para deixar claro que nenhum país está fazendo tudo o que deveria para frear a mudança climática, as primeiras três posições do ranking foram deixadas em branco. O índice começa de fato na quarta posição, com a Dinamarca no topo, seguida por Suécia, Grã-Bretanha e Portugal.
Uma das surpresas foi o Marrocos, que passou da 15.º para o 9.º lugar, e o México, que ficou entre os vinte primeiros. A Austrália surpreendeu pelo desempenho ruim, o pior entre os países industrializados: ficou na posição número 60, à frente apenas da Arábia Saudita.
O índice avalia os países em cinco categorias: emissões de poluentes, tendência das emissões, eficiência energética, política em relação a energias renováveis e a abordagem das mudanças climáticas em nível nacional e internacional. (abril)

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