domingo, 19 de abril de 2015

Mudança climática põe em risco direitos humanos

Mudança climática põe em risco direitos humanos de milhões de pessoas
Alerta foi feito pela vice-alta comissária da ONU em reunião no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra; Flavia Pansieri afirmou que a mudança do clima enfraquece os direitos à saúde e à comida.
A vice-alta comissária da ONU, Flavia Pansieri, alertou que a mudança climática põe em risco os direitos humanos de milhões de pessoas no mundo.
Em pronunciamento feito no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, Pansieri disse que a mudança do clima enfraquece os direitos à saúde, à comida, à água e ao saneamento.
Guerras
Segundo a vice alta comissária, “os desastres ambientais atualmente deslocam mais pessoas do que as guerras”.
Ela citou ainda o iminente desastre humanitário enfrentado por milhões que vivem nas ilhas do Pacífico.
Pansieri declarou que “seus direitos à habitação e até mesmo à cidadania estão ameaçados pelo aumento do nível dos mares, que obrigou a retirada dessas pessoas não só de suas casas, mas também as deixou numa terra de ninguém”.
A representante da ONU disse que “é apenas uma questão de décadas até que as ilhas de Kiribati e Tuvalu desapareçam debaixo das ondas. Para ela, não é somente uma questão de empacotar os pertences e mudar para outro lugar”.
Encruzilhada
Pansieri explicou que nestas regiões existem prédios públicos, tribunais, hospitais e escolas que vão desaparecer também. Ela disse que esses “refugiados da mudança climática” correm o risco de se tornarem apátridas se não convencerem outros países a lhes conceder passaportes, bem-estar e proteção.
O presidente do Conselho de Direitos Humanos, Joachim Rücker, afirmou que “o mundo está numa encruzilhada”.
Ele disse que em dezembro, o novo acordo sobre o clima será finalizado e poderá definir o curso que os países vão adotar para o futuro não só ambiental, mas também de suas sociedades.
Numa mensagem de vídeo, o secretário-geral, Ban Ki-moon, declarou que chegou a hora de uma ação climática. Segundo ele, o mundo deve transformar suas economias e aproveitar o potencial de um futuro de baixo carbono. (ecodebate)

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