segunda-feira, 15 de junho de 2015

Guarapiranga completa 1 mês de quedas

Guarapiranga completa 1 mês de quedas; Cantareira fica estável
Hoje o principal da Grande SP, reservatório cai há 30 dias seguidos.
Entre os demais sistemas, Alto Cotia foi o único a não baixar em 17/06.
O Sistema Guarapiranga, alçado ao principal da Grande São Paulo com a crise hídrica, completou 30 dias de quedas consecutivas em 17/06,  mostra levantamento do G1 feito com base nos dados divulgados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
O índice usado como referência foi o nível em relação ao volume útil, que é o utilizado há mais tempo pela companhia. Por este critério, o volume do manancial, que atende 5,8 milhões de clientes, passou de 82,6%, no dia 18 de maio, para 76,5% em 17/06.
O sistema recebeu apenas 13,2 milímetros dos 53,7 mm previstos para junho, o equivalente a 24,58%. O desempenho é pior que o do ano passado, quando a represa havia recebido 25,8 mm de chuva até 17/06.
O volume do Sistema Cantareira, por sua vez, se manteve em 19,9% em 16 e 17/06. Não choveu nada nas últimas 24 h nos reservatórios e a precipitação acumulada no manancial, de 22,1 milímetros, representa 37,7% do previsto para junho.
Os reservatórios tiveram déficit de água no mês de maio e a situação ainda exige cautela, já que o período mais seco do ano segue até setembro. A estação chuvosa terminou com apenas a segunda cota do volume morto recuperada, ou seja, a primeira cota ainda não foi reposta e o manancial segue operando no vermelho.
Entre os demais sistemas que abastecem a Grande São Paulo, Alto Cotia foi o único a não cair, permanecendo estável. Alto Tietê, Rio Grande e Rio Claro perderam volume.
Abastecimento
O Sistema Cantareira, que já foi o principal da Grande São Paulo, atendendo 8,8 milhões de pessoas, teve uma nova redução no número de clientes, passando de 5,4 milhões para 5,2 milhões, informou a Sabesp.
Os 200 mil clientes tirados do Cantareira foram incorporados pelo Sistema Rio Claro, que aumentou seu abastecimento na Grade São Paulo de 1,5 milhão para 1,7 milhão. Isso foi possível após a conclusão, no dia 30 de maio, de uma ligação entre duas adutoras na Vila Ema, Zona Leste.
Com a obra, os bairros da Mooca, São Mateus, Vila Formosa, Vila Alpina e Sapopemba passam a ser atendidos prioritariamente pelo Sistema Rio Claro, que agora responde por 80% da água fornecida. Os demais 20% ficaram com o Cantareira.
Até 2013, antes da crise, a proporção era inversa: o Cantareira fornecia cerca de 80% da água consumida nesses locais, contra 20% do Sistema Rio Claro.
Índices
O índice de 19,9% do Cantareira divulgado pela Sabesp considera o cálculo feito com base na divisão do volume armazenado pelo volume útil de água.
Após ação do Ministério Público, aceita pela Justiça, no entanto, a Sabesp passou a divulgar outros dois índices para o Sistema Cantareira.
O segundo índice leva em consideração a conta do volume armazenado pelo volume total de água do Cantareira. Em 17/06 ele era de 15,4%.
O terceiro índice leva em consideração o volume armazenado menos o volume da reserva técnica pelo volume útil. Nesta quarta, o índice era de -9,3%. (g1)

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