quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Cigarros nos oceanos


Bitucas de cigarro estão provocando estragos na vida marinha

Estima-se que cinco trilhões de bitucas acabem nos mares todos os anos por serem descartadas de forma incorreta.
Problema alarmante!
Bitucas de cigarro chegam ao mar e trazem consequências desastrosas e devastadoras para a vida marinha.
Todos nós sabemos que fumar, além de ser um hábito terrível, provoca um impacto negativo na natureza. Ele pode até parecer pequeno, mas pode piorar com um ato muito simples: quando jogamos as bitucas de cigarro onde não devemos, causamos um problema bem maior.
Quão maior? De acordo com um artigo recente as consequências podem ser bastante significativas. As bitucas dos cigarros contêm muitas substâncias, principalmente metais pesados, que são tóxicas para os organismos. As implicações são especialmente preocupantes em ecossistemas marinhos, onde estas substâncias se dissolvem e são integradas às cadeias alimentares.

As bitucas, na realidade, são filtros. Elas filtram as substâncias tanto do tabaco quanto do papel, e as acumulam entre suas fibras. Desta forma os fumantes não as absorvem ou pelo menos não na mesma quantidade. Se elas forem descartadas da forma correta, não há problema.

No entanto, em muitos casos não é isso que acontece. O número é difícil de calcular, mas estima-se que cinco trilhões de bitucas acabem nos mares todos os anos. Uma cifra extremamente alarmante.

Para entender este número tão alto é preciso levar em conta um fator: Nem todas estas bitucas são jogadas diretamente no mar ou deixadas nas praias, mas chegamos a este total quando consideramos também as que são descartadas erroneamente no campo e nas cidades, e chegam ao mar pelos rios ou outras vias similares.

Quando os filtros dos cigarros chegam ao mar os metais pesados começam a se “dissolver”. Os principais são o cádmio, zinco, níquel e arsênico. Todos eles são altamente tóxicos, embora sua toxicidade dependa da concentração, e todos contam com um fator extra que deve ser considerado: a bioacumulação.

Os seres vivos têm sistemas para que seus organismos se desfaçam das substâncias tóxicas. Geralmente eliminamos essas substâncias pela urina ou pelas fezes, mas algumas delas, entre as quais se encontram os metais pesados, não podem sair do corpo por estes meios.
Assim, o organismo as acumula em lugares onde não causam problemas. Seria algo como um “aterro corporal”, e o mais comum é acumulá-las no tecido adiposo. Ou seja, misturamos estas substâncias à gordura corporal.

O problema é que isso aumenta a concentração destas substâncias no corpo, já que os organismos vão ficando com uma parte da quantidade que havia no ambiente. Quando chega um predador e se alimenta de uma presa que havia bioacumulado, a concentração aumenta no predador, que também bioacumula. Se o processo continua, os níveis tóxicos chegam a concentrações perigosas, podendo causar a morte de animais de que encontram na parte superior da cadeia alimentar.
O que podemos fazer para resolver isso? Ainda que sejam necessários mais estudos para entender o problema em profundidade, é possível começar com algo muito simples: Quando estiver na praia, no campo, ou em qualquer lugar, não jogue as bitucas de cigarro no chão. Se não estiver perto de uma lixeira, guarde-as em um saquinho e descarte-as corretamente quando puder. Você estará ajudando, ainda que seja pouco, a conservar o nosso planeta. (yahoo)


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