quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Sustentabilidade ambiental e mudanças climáticas em AL e Caribe


Mudanças climáticas e sustentabilidade ambiental na América Latina e no Caribe.

As mudanças climáticas ameaçam a produção agrícola pela elevação da temperatura, alterações no regime das chuvas e eventos climáticos extremos ocorrendo com maior frequência, tais como secas e inundações.
As práticas agrícolas aperfeiçoadas são necessárias para atenuar as alterações climáticas, práticas que com frequência são as necessárias para incrementar a produtividade, segurança alimentar e adaptação.
O mundo tem o desafio de aumentar a produção de alimentos para sustentar uma população em crescimento, cuidar dos recursos naturais e do meio ambiente, e enfrentar os efeitos da mudança climática.
A agricultura usa a água de forma intensiva, a pecuária pode em muito degradar o solo e o uso irresponsável de pesticidas e fertilizantes pode contaminar o solo e as fontes de água potável.

Manejo sostenible de recursos

Conservação do solo e das águas

Nos últimos 50 anos, a área de uso agrícola cresceu de 561 milhões para 741 milhões de hectares. O aumento da produção trouxe também a degradação do solo e das águas, a redução da biodiversidade e o desmatamento, de acordo com uma lógica de mercado que ameaça não só a qualidade e a disponibilidade dos recursos naturais, mas também os meios de subsistência dos mais vulneráveis.
O processo de expansão da pecuária vivenciado pelos países da América Latina é tanto uma oportunidade quanto uma ameaça ao desenvolvimento sustentável da região. Pode ser uma oportunidade para a criação de riqueza e redução da pobreza, se as decisões políticas corretas forem tomadas e se sistemas para a pecuária sustentável forem promovidos, sem agredir o meio ambiente. Entretanto pode ser uma ameaça, se a expansão da atividade seguir sem considerar os custos ambientais e o efeito em potencial de marginalização dos pequenos produtores.

Manejo florestal sustentável

O principal desafio da região é combater o desmatamento, que continua elevado apesar da diminuição dos últimos anos. Um contraste positivo é taxa de crescimento das áreas de floresta designadas para a conservação da biodiversidade: 3 milhões de hectares por ano desde 2000.
Bioenergia
Os biocombustíveis líquidos utilizados em transportes, e outros fins, foram identificados como meios viáveis para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Podem também impulsionar o desenvolvimento rural e assegurar a independência energética, mas é necessário uma gestão adequada.
Particularmente o desenvolvimento de biocombustíveis líquidos em grande escala pode colocar em risco a segurança alimentar dos pequenos agricultores e comunidades rurais pobres, além de intensificar mudanças climáticas através da emissão de gases de efeito estufa, como consequência direta ou indireta da alteração do uso da terra. Por isso, em bioenergia são necessárias estratégias que possam atenuar os riscos e potencializar os benefícios.
A América Latina e a África são as duas regiões com o maior potencial de expansão de biocombustíveis, de acordo com o relatório da FAO,"El Estado de la Agricultura y la Alimentación 2008".
Na América Latina e no Caribe, os biocombustíveis de primeira geração (produzidos a partir de cultivos alimentares como o milho, a cana-de-açúcar e óleos vegetais) podem ser financeiramente viáveis em países com vantagens naturais absolutas e que disponha de uma dinâmica contínua em pesquisas, desenvolvimento e inovação.
Os biocombustíveis de segunda geração (produzidos a partir de resíduos agrícolas, florestais e algas), cuja produção não concorra com a agricultura pelo uso do solo ou da água, podem ser financeiramente viáveis em países capazes de sustentar práticas florestais em massa, ou que tenham em abundância biomassa em resíduos, ou litorais marítimos ricos em nutrientes.
Gestão de desastres
O impacto dos desastres naturais são muitos e afetam seriamente a segurança alimentar e a agricultura, devido à perda de colheitas, terras cultiváveis, pecuária, habitações e infraestrutura produtiva, além das irrecuperáveis vidas perdidas.
Em 2010, 98 das maiores catástrofes naturais do mundo ocorreram na América Latina, 79 das quais foram causadas pelo clima. Provocaram mais de 300 000 mortes e perdas de US$ 49,400 bilhões, impactando a vida de 13,8 milhões de pessoas, sendo o terremoto do Haiti o evento com maior número de mortos.
Um dos efeitos das alterações no clima é o aumento de eventos climáticos extremos. A FAO alertou para a necessidade de tornar os sistemas de produção de alimentos mais resistentes, pois são altamente sensíveis à variabilidade climática e ao impacto das secas, inundações e outros desastres naturais.
Nos vários países da região, a FAO apoia os governos na prevenção e mitigação de desastres naturais através de uma série de iniciativas para prevenir e lidar com os efeitos, fortalecendo as capacidades locais, com destaque especial aos pequenos produtores da agricultura familiar.
A luta contra a fome e a pobreza deve ter como condição fundamental o respeito ao meio ambiente e o cuidado com os recursos naturais. Por isso, a FAO promove técnicas que preservam os recursos naturais usados na agricultura, pesca, pecuária e silvicultura. (fao.org)

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