sábado, 7 de fevereiro de 2015

Com chuvas fortes, Sistema Cantareira chega a 5,4%

Temporais que atingiram a capital e Grande São Paulo ajudaram o nível dos seis principais mananciais a subir.
Com chuvas fortes, reservatórios sobem e Sistema Cantareira chega a 5,4%.
As chuvas que atingiram a capital e Grande São Paulo ajudaram o nível dos seis principais mananciais a subir. O principal deles, o Sistema Cantareira, teve o maior aumento neste ano, com 0,2% a mais do que no dia anterior, segundo aponta relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), publicado em 06/02.
Sobre a região do Cantareira a chuvas marcaram 25,3 milímetros, a maior até então em fevereiro, e ajudaram o nível do manancial a subir para 5,4%, ante 5,2% no último relatório. Com o volume de chuva, a pluviometria acumulada do mês saltou para 80,1 milímetros, o que representa cerca de 88% a mais do que se a média histórica de janeiro, de 7,11 mm por dia, estivesse se repetindo.
Quando comparado ao dia 1º de janeiro, quando estava com 7,2% da capacidade, o atual volume armazenado de água, no entanto, é 1,8% inferior. Em 2015, já foram registradas 26 quedas no nível do Cantareira - nenhum delas nos últimos cinco dias. O cálculo da Sabesp já considera duas cotas do volume morto - uma de 182,5 bilhões, adicionada em maio, e outra de 105 bilhões de litros de água, em outubro.
Outros mananciais
Além do Cantareira, os outros cinco mananciais tiveram aumento no volume de água represada. Em termos proporcionais, o Guarapiranga sofreu a maior alta, saltando de 48,1% para 49,8% da capacidade: 1,7% a mais em apenas 24 horas. A pluviometria do dia na região foi de 43,8 mm, quase o dobro do que havia chovido até então neste mês.
Após um dia de chuvas de 33,6 mm, o Sistema Alto Tietê também subiu bem: 0,5%. Em 06/02 o reservatório, que chegou a "socorrer" regiões abastecidas pelo Cantareira, opera com 11,5%, contra 11% no dia anterior. Esse número leva em conta 39,4 bilhões de litros do volume morto.
Já os sistemas Alto Cotia, Rio Grande e Rio Claro tiveram aumento de 1,5, 1,3 e 0,4%, respectivamente. Os reservatório operam com 30,6%, 76,4% e 30,4% da capacidade. (yahoo)

Uso do 3° volume morto será reservado para o inverno

Alckmin diz que uso do terceiro volume morto ficará reservado para o inverno
Crise hídrica. Sobre o Sistema Cantareira, choveu ontem 10,4 milímetros. No valor acumulado do mês, já são 54,8 milímetros: 54% acima da média histórica de fevereiro, mas a meteorologia indica que a estação fria deverá ter índices menores de precipitação.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou ontem que a terceira cota do volume morto do Sistema Cantareira não será usada agora e deve ficar para o inverno. “Nós não pretendemos utilizá-la. É uma reserva importante para o período de inverno”, disse, durante a inauguração de uma unidade do Corpo de Bombeiros, em Hortolândia, região de Campinas. Os serviços de meteorologia preveem que o inverno deverá ter índices menores de chuva do que a média. Em 2014, o outono e o inverno foram excepcionalmente secos e agravaram a crise hídrica, levando o governo a usar a primeira cota do volume morto - a água que fica abaixo do sistema de bombeamento, que somou 182,5 bilhões de litros. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) já utiliza a segunda cota para manter o abastecimento de 5,2 milhões de pessoas na Grande São Paulo - são 105 bilhões de litros. Após dois dias seguidos de aumento, em 05/02 o nível do Cantareira se manteve estável em 5,2% da capacidade. Em 2015, o sistema já registrou 26 quedas. Comparado ao primeiro dia do ano, quando estava com 7,2% da capacidade, o atual nível é 2% inferior. O Alto Tietê também estacionou ontem, em 11%. Os demais reservatórios tiveram aumento no volume represado.
Chuva acima da média. Durante a viagem para o interior paulista o governador esteve também em Iracemápolis, na mesma região, Alckmin chegou a pedir informações a assessores sobre o efeito das precipitações no Sistema Cantareira. Chovia forte na região e, em Campinas, foram registrados alagamentos. Sobre o Cantareira, a pluviometria do dia foi de 10,4 milímetros. No valor acumulado do mês, as chuvas somam 54,8 milímetros: 54% acima da média histórica para o mês de fevereiro, de 7,11 mm por dia. (cliptvnews)

Déficit do Sistema Cantareira cresce 41% em janeiro

Balanço mostra que todas as ações adotadas pela (Sabesp) para tentar evitar o colapso têm sido insuficientes até agora.
Multa de desperdício e menor pressão nas redes.
Mesmo com a ampliação severa da redução da pressão da água na rede e com o início da cobrança de multa para quem aumentar o consumo, o déficit do Sistema Cantareira cresceu 41% em janeiro, em relação ao mês anterior. A diferença entre o volume de água que entrou no manancial e o que saiu para abastecer 12 milhões de pessoas na Grande São Paulo e na região de Campinas ficou negativa em 21,7 bilhões de litros, fazendo o sistema perder 2,2% da capacidade em pleno período em que deveria subir. Em dezembro de 2014, o saldo foi de menos 15,4 bilhões de litros.
O balanço mostra que todas as ações adotadas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para tentar evitar o colapso do maior sistema de abastecimento de água paulista têm sido insuficientes até agora. As medidas mais recentes foram a sobretaxa de até 100% na tarifa de água para quem consumir mais agora do que antes da crise, em vigor desde o dia 8, e a ampliação da redução da pressão na rede, que tem começado às 13 horas na maioria dos bairros da capital e deixado famílias sem água por mais de 18 horas ao dia.
Apesar dos esforços para reduzir a retirada de água do Cantareira em 7%, de 19,9 para 18,5 mil litros por segundo entre dezembro e janeiro - há um ano, a saída era de 33 mil litros por segundo -, a vazão afluente (volume que entra) nos reservatórios caiu 34% em relação ao mês anterior, atingindo apenas 8,4 mil litros por segundo.
Esponja
Com essa média, o manancial registrou o janeiro mais seco em 85 anos de medições, batendo janeiro de 2014, quando a crise do Cantareira foi declarada pela Sabesp. O que preocupa especialistas e autoridades é o fato de que neste primeiro mês do ano choveu 68% a mais nos reservatórios do que no início do ano passado, 147,8 e 87,8 milímetros, respectivamente. Mas o volume de água que efetivamente entrou no sistema agora foi 41% menor.
"Esse é o efeito esponja sobre o qual tanto falamos. Quanto mais seco o solo estiver, mais água ele absorve. É preciso chover muito acima da média para recarregar o lençol freático antes, para depois aumentar o nível das represas", explica o engenheiro e especialista em hidrologia José Roberto Kachel. Diante deste cenário, a Sabesp não descarta implementar um rodízio no abastecimento de água da Grande São Paulo, caso a seca nos mananciais continue crítica em fevereiro. A medida não é adotada oficialmente desde 2000, quando houve um racionamento de três meses na região do Sistema Guarapiranga.
Conforme o Estadão apurou, a saída mais provável estudada pela Sabesp é um rodízio de 4 dias sem água e 2 dias com, o esquema mais drástico desde a construção do Sistema Cantareira, em 1974. De acordo com fontes ligadas à empresa, só esse racionamento resultaria em uma economia de água maior do que a já obtida hoje com a redução da pressão. Oficialmente, a Sabesp e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmam que nenhuma decisão foi tomada a respeito.
Para Adriana Cuartas, hidróloga e pesquisadora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do governo federal, o rodízio no abastecimento de água em São Paulo deveria ter sido adotado no início da crise. "Se ele tivesse sido iniciado há um ano, quando os reservatórios já estavam em situação crítica, seria menos drástico. Agora, certamente será pior", afirma.
Conforme o Estadão revelou em agosto, a Sabesp fez um plano de rodízio para o Cantareira em janeiro de 2014 de dois dias com água e um dia sem, que resultaria em uma economia de 4,2 mil litros por segundo, ou 120 bilhões de litros no ano passado. A medida, porém, foi vetada pelo governo, que achou o plano "inadequado". (yahoo)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

‘Não tenho mais água, penso em deixar São Paulo’

Mesmo com negativas do governo, racionamento afeta boa parte da população paulistana.
Leia o depoimento de quem vive o problema.
Falta d'água já faz com que moradores de SP cogitem volta às cidades natais.
Com seus 461 anos completados em 25/01, São Paulo começa a assumir um papel diferente do que o Brasil se acostumou a ver. Se por anos a fio a cidade abrigou gente de todo o país, agora, enfrentando uma crise hídrica jamais vista, ela faz com que esses migrantes pensem em abandonar a metrópole por falta de estrutura.
Tanto na periferia quanto em área mais nobres, a falta de água é latente e sentida por toda a população. Em relato de seu cotidiano como morador da rua Augusta, na região central da cidade, Tales Longo Araújo, 24, estudante de Direito e vindo de Fartura, no interior de São Paulo, conta como ficar sem água em casa pode fazer com que ele tenha de abandonar não só a capital, mas também seus estudos e o estágio que tem na cidade.
"Poucos dias antes do Natal, entre 20 e 22 de dezembro, a água foi cortada por 12 horas em cada dia. Como na república todos saíram de férias logo depois, não sentimos os problemas. Isso até voltarmos no dia 5 de janeiro. Um dia depois começaram a cortar a água no período da noite e durante a manhã também.
Isso durou três ou quatro dias, até que no mesmo final de semana já começaram a cortar a água durante todo o dia. Tivemos que sair de casa e ficar com amigos ou parentes que nos ofereceram hospedagem durante o final de semana.
Como todos trabalham — eu, inclusive, moro a 15 minutos a pé do meu estágio —, fica difícil largar as coisas na sua casa e mudar pra outro lugar. Tivemos que comprar galões de 20 litros pra dar descarga, tomar banho de caneca, beber, lavar louça, chão e etc., até que houvesse uma solução por parte do dono do prédio. Como o edifício é antigo, não temos cisterna como nos prédios mais novos, nem bomba para empurrar a água até a caixa.
Na Augusta há duas semanas que todo dia vejo caminhões pipa parados em frente aos hotéis e prédios residenciais maiores do que o meu. É paliativa, claro, mas não há outra medida, não está chegando água nos prédios!
Coisas básicas do dia-a-dia, fica difícil de fazer. Lavar as mãos só de vez em quando, usar a descarga (de balde com água mineral) depois de urinar é proibido!
Eu não vejo uma solução em curto prazo para São Paulo, não está chovendo suficiente, a água vai acabar em poucos meses e já estou pensando em voltar pra minha cidade, pelo menos por um período de tempo até as coisas se estabilizarem. Nunca passou pela minha cabeça uma coisa dessas. Não quero sair daqui, tenho vínculos com a cidade, tenho mais um ano e meio até me formar, um ótimo estágio, projetos etc.
O que estou passando agora já acontece há meses na periferia. Agora, depois de faltar água em bairros nobres de são Paulo, começa a ter uma visibilidade. A tendência, pelo o que estou vendo, é piorar. Se piorar — e olhe que já está feio pra mim —, não me resta outra opção senão ir embora da capital. Uma pena. Espero que encontrem uma solução em curto prazo, mas que não reflita muito no bolso da população, o que é difícil.
Enfim, depois de muita conversa com o proprietário, ficou acordado que seriam instaladas mais três caixas d’agua de mil litros (para comportar toda carga do caminhão, que é de 10 mil litros) e toda semana chamariam um caminhão pipa pra enchê-las.
Foi feito semana passada, porém durou de 3 a 4 dias apenas. Desde domingo estamos sem água. Amanhã, fiquei sabendo, o caminhão pipa chega com mais. Vão ser necessários dois por semana." (yahoo)

Falta de água faz até Cascão implorar por chuva em SP

A revistinha de outubro do personagem Cascão, de Maurício de Souza, trouxe uma reflexão sobre a escassez de água na cidade de São Paulo. A história intitulada “Racionamento” começa com o personagem que morre de medo de água andando pelas ruas da cidade, quando vê em uma televisão a notícia de que não chovia há 90 dias. Com ares de preocupação, o personagem ouve o apresentador dizer que “os reservatórios de água nunca estiveram tão baixos” e que, “se não chover nos próximos dias, o racionamento de água vai continuar”.
Ao continuar sua caminhada pelo bairro do Limoeiro, onde vive a Turma da Mônica, Cascão se depara com uma criança dizendo que está com sede e a mãe, com um balde na cabeça, dizendo que está indo buscar água. As histórias geralmente alegres de Maurício de Souza ganha, então, ares dramáticos com crianças chorando pela morte das flores e donas de casa dizendo que falta água até para cozinhar.
No ápice do desolamento, Cascão suspira e implora por uma chuva. “Nunca pensei que diria isto, mas gostaria muito que chovesse, agora”. Para a felicidade do personagem, cai a maior tempestade. Em tom de crítica, a história é enfim encerrada com São Pedro dizendo que, se até o Cascão pediu chuva, é “porque a situação estava grave mesmo”.
A história em quadrinhos é publicada no mês em que o Sistema Cantareira, na Grande São Paulo, atingiu menos de 5% de sua capacidade. Ontem, a presidente da Sabesp afirmou que a água vai acabar em São Paulo em meados de novembro caso não chova na região.
Locutor fala claramente em racionamento e cita os níveis dos reservatórios que abastecem a cidade.
Para encerrar a trama, São Pedro “reconhece” que a situação na cidade está muito grave, (terra)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Situação no Cantareira é muito pior que o imaginado

Sistema recebeu 151,1 bilhões de litros de água a menos do que a Sabesp esperava.
Pior que o cenário mais pessimista
(yahoo)

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Ipam e o desenvolvimento sustentável na Amazônia

Pesquisas do Ipam contribuem para o desenvolvimento sustentável na Amazônia
Fundado em 1995, sob a liderança do biólogo Paulo Moutinho, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) já produziu mais de mil artigos científicos que contribuíram para a redução das emissões brasileiras de gases poluentes, o crescimento da agricultura local sustentável e a manutenção da floresta e de suas populações.
Lar de cerca de 20% da biodiversidade do planeta, reservatório de boa parte da água doce do mundo e responsável pelo estoque de até 80 bilhões de toneladas de carbono equivalente a uma década de emissões mundiais de GEEs (Gases de Efeito Estufa), a Amazônia demanda não só preservação, mas valorização por parte de governos, empresas e cidadãos.
Tendo isso em vista e com a missão de assegurar o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal, o Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) intervém na realidade brasileira e mundial, calcado num tripé: informação científica de qualidade, inovação e educação.
Há 19 anos, a instituição vem produzindo conteúdo de qualidade, fazendo uso de um método de estudo menos convencional: a pesquisa participativa. Por ele, o conhecimento das comunidades amazônicas é tão importante quanto o dos acadêmicos. “Em cada hipótese, em cada pergunta científica, nós envolvemos pessoas que trabalham na floresta ou que vivem dela”, explica o biólogo Paulo Moutinho, 57, atual diretor executivo do Ipam.
Localmente, o instituto promove a formação de jovens para o manejo sustentável e produtivo de suas pequenas propriedades rurais, enquanto, de seu escritório em Brasília (DF), esse empreendedor paulista, graduado na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), batalha, diariamente, com sua equipe, para criar e articular políticas públicas que garantam a conservação da Amazônia e a melhoria da qualidade de vida das comunidades.
“Na Amazônia, moram milhões de agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais que historicamente mantiveram a floresta em pé, mas não são reconhecidos por isso e têm sido prejudicados por violações de direitos, falta de políticas consistentes e abandono pelo poder público”, lamenta Moutinho.
Encantamento na juventude
A paixão pelo bioma e o desejo de defendê-lo da exploração insustentável é antiga: teve início há mais de três décadas, quando Moutinho pisou no local pela primeira vez. Então estudante de biologia marinha, ele foi cursar um estágio de 40 dias em Parintins (AM) e se encantou pelo lugar. “Retornei da viagem com o coração duplamente amarrado. Troquei a imensidão do azul do oceano pelo verde da Amazônia e também conheci minha mulher, Claudia”, recorda-se.
A semente de amor pela maior floresta tropical do mundo estava plantada e, 13 anos depois, daria seu mais importante fruto. Em 1995, Moutinho liderou a criação do Ipam, em Belém (PA), e, desde então, tem atuado em cada avanço da organização, que se mantém por meio de parcerias com órgãos públicos, instituições de ensino, empresas e terceiro setor.
Colheita de bons frutos
O Instituto conta atualmente com um núcleo central em Brasília, sete escritórios na Amazônia, uma equipe de 98 pessoas e o mais importante: bons resultados e credibilidade. Prestigiadas revistas científicas internacionais, como a Science e a Philosophical Transactions, da Royal Society britânica, publicam pesquisas do Ipam.
Nessas quase duas décadas, a instituição já produziu mais de mil artigos sobre a floresta e as pessoas que nela vivem. Unindo trabalho acadêmico e forte articulação com o governo, contribuiu, por exemplo, para a implantação no país da Política Nacional de Mudanças Climáticas, que estabelece metas de redução de emissões de GEEs para o Brasil.
No âmbito internacional, o Ipam foi protagonista da proposta de REDD (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), que prevê compensação financeira para produtores rurais que ajudam a preservar as florestas, incentivando a diminuição do desmatamento. A ideia foi aprovada pela ONU, em 2009, durante a Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas.
O número de agricultores familiares também aumentou consideravelmente com a intervenção da instituição: hoje, cerca de 4.580 famílias da Amazônia estão engajadas em projetos de produção agroflorestal sustentável, com tecnologia e conhecimento, graças a políticas públicas federais e estaduais que foram sendo criadas com base em pesquisas do Ipam.
“Nossa produção de cacau por árvore está crescendo cada vez mais depois que passamos a empregar técnicas de manejo que meu filho Blits aprendeu no programa Casa Familiar Rural, do governo do Pará”, conta o agricultor aposentado João Raiz Neto, assentado em Pacajá (PA).
Mais desafios
Em 2015, Moutinho deve deixar a diretoria executiva do Ipam a troca de comando é uma característica bastante prezada pela organização, mas já planeja continuar atuando como pesquisador do Instituto. Seu novo projeto, focado na formação de jovens, foi batizado, provisoriamente, de “Educação para uma Cidadania Climática”.
“Depois de 25 anos trabalhando na Amazônia e mais de uma década envolvido com temas relacionados às mudanças climáticas, estou convencido de que somente o foco na educação de jovens, por meio de um sistema de rede social, criará as bases necessárias para a manutenção do nosso planeta”, avalia Moutinho.
Pelo trabalho que desempenha, o biólogo tornou-se finalista do Prêmio Empreendedor Social 2014, promovido pela Fundação Schwab e Folha de S.Paulo. Maior premiação de empreendedorismo socioambiental do Brasil, ela reconhece líderes sociais que atuam há pelo menos três anos, de maneira inovadora, sustentável e com forte impacto na sociedade em áreas como meio ambiente, educação e saúde. (ecodebate)

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